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Fio de Prumo

Aqui fala-se de militares, de Pátria, de Serviço Nacional, de abnegação e sacrifício. Fala-se, também, de política, porque o Homem é um ser político por ser social e superior. Fala-se de dignidade, de correcção, de Força, de Beleza e Sabedoria

Aqui fala-se de militares, de Pátria, de Serviço Nacional, de abnegação e sacrifício. Fala-se, também, de política, porque o Homem é um ser político por ser social e superior. Fala-se de dignidade, de correcção, de Força, de Beleza e Sabedoria

Mais um ano...

 

 
Passa hoje mais um aniversário sobre a data em que lancei o «Fio de Prumo». Este é o terceiro ano de existência.
Em termos de blogosfera é já tempo para considerar, pois muitos são os blogs que têm uma muito mais efémera vida, o que se compreende, pois nem toda a gente tem liberdade de tempo e paciência para se manter fiel a um projecto que exige uma certa constância e determinação; um projecto que impõe a necessidade de se estar atento e saber seleccionar o que nos interessa e que pode interessar a quem nos lê.
 
O «Fio de Prumo» começou há três anos quase desconhecido em todos os meios. Depois, passados poucos meses, foi a Direcção da AOFA quem lhe deu o primeiro impulso ao criar no site daquela associação um link que permitia aos frequentadores da página associativa chegarem ao blog. No segundo ano, consolidou-se a posição que fui desenhando com a minha escrita. A linha de rumo seguida pretendeu ser sempre a da consciencialização de quem lia as minhas crónicas para os problemas sociais e políticos do país e, em especial, para os de natureza militar. Nunca me interessou entrar por polémicas do âmbito técnico; deixo-as para os técnicos. Preocuparam-me mais os aspectos deontológicos, sociais e humanos e, naturalmente, os de natureza política, entendida esta como a ciência e a arte de governar o povo. Nos últimos meses no ano civil de 2007 já o hábito de leitura do «Fio de Prumo» se havia enraizado em muita gente, porque as estatísticas, dadas pelo contador de entradas, apontavam para a ordem das cinco mil mensais.
No terceiro ano — neste que agora passa — não me afastei do rumo traçado desde o primeiro dia e foi crescendo a leitura das crónicas que por lá deixava. Inesperadamente, ao denunciar uma ocorrência que assumia foros de escândalo à porta das instalações do Hospital da Força Aérea, foi-me anunciada a abertura de um processo disciplinar por despacho directo e pessoal do Chefe de Estado-Maior da Força Aérea. Limitei-me a transcrever a notícia publicada no Diário de Notícias e, nesse mês, a afluência ao blog disparou para números nunca antes imaginados — quase chegou às vinte mil entradas. E compreende-se que assim tenha sido, porque a instauração do processo, para além de inconstitucional, configurava já a possibilidade de se ver cortado um direito dos militares na situação de reforma. Sua Ex.ª o CEMFA, por si mesmo ou por mau conselho alheio, deixou transparecer para o grande público uma fragilidade que o alto cargo que desempenha não permite: falta de «poder de encaixe» político. Realmente, quando se é alcandorado a determinados lugares cimeiros da gestão ou da governação nacional, tem de se saber conviver com todo o tipo de afirmações ou, então, só há um caminho: o pedido de demissão! Se se não quer ir para tão drástica decisão, tem de se ter o chamado «jogo de cintura» para abrir portas de diálogo que não podem ser só franqueadas para os poderes superiores… Os poderes subordinados também têm direito a usá-las.
Esse triste episódio da hierarquia máxima da Força Aérea deixou um saudável rasto neste blog: deu-lhe a publicidade que até então lhe faltava. Isso obrigou-me a olhar com mais atenção tudo o que aqui publico, porque, agora, tenho responsabilidades acrescidas. Realmente, se até Março deste ano civil os meus escritos tinham preocupações deontológicas — daquelas que obrigam quem comanda e não só quem é comandado —, desse mês para a frente procurei que as minhas crónicas fossem luzeiros para quem tem como missão servir a Pátria até aos limites que esta lhe imponha. Não sei se o consegui, mas ficou o intuito. Hoje quero que o «Fio de Prumo» seja uma voz segura, firme, incapaz de tergiversar e não me envergonha dizer que tal força fui buscá-la à lamentável atitude do senhor general CEMFA e de quem o aconselhou. Ficarei bastante agradado se o mesmo senhor tiver aprendido com o episódio que comandar é um acto mais inteligente do que mandar, porque, como se viu, mandar é fácil, mas nem sempre alcança resultados!
 
Publiquei até ao dia de hoje 222 crónicas que deram origem a 1 372 comentários; o contador público marcava, ontem de manhã, qualquer coisa como 128 580 entradas, contudo, por uma razão que desconheço, o mesmo contador, no seu site, registava, à mesma hora, 158 847 entradas, das quais, 83 294 pelo espaço de mais de uma hora de leitura do blog. Quer dizer, segundo os valores não visíveis registaram-se mais de noventa e sete mil visitas e, visíveis, mais de setenta e quatro mil durante estes doze meses. Isto dá, respectiva mente, uma média de 267 e 203 visitas diárias o que me deixa muito satisfeito já que triplicaram, em três anos, os leitores interessados no «Fio de Prumo».
Naturalmente que o maior número de visitas ao blog é feito através de computadores instalados em Portugal, todavia, não deixa de ser extraordinário o facto de haver muitíssimos visitantes em Itália, no Uruguai, na Alemanha, em Espanha, em França, na Polónia, no Brasil, na Finlândia, na Noruega, na Grã-Bretanha, em Angola, em Moçambique e noutros países, nomeadamente na Rússia, no Canadá e, até, na Austrália. Este blog ultrapassa fronteiras, porque, para além de pensar Portugal, tenta transparecer doutrina e posições que são comuns a todos os militares e aos cidadãos que tenham a tradição e os bons costumes como princípios comportamentais basilares.
 
Um novo ano lectivo aproxima-se e as minhas obrigações enquanto docente universitário impõem-se. Talvez o tempo se me torne escasso para tantos empenhamentos, mas fica aqui a promessa de, dentro do possível, continuar a satisfazer os leitores com crónicas que sigam a linha de orientação que me tem norteado ao longo da vida e ao longo destes três anos.

 

 

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