Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]

Fio de Prumo

Aqui fala-se de militares, de Pátria, de Serviço Nacional, de abnegação e sacrifício. Fala-se, também, de política, porque o Homem é um ser político por ser social e superior. Fala-se de dignidade, de correcção, de Força, de Beleza e Sabedoria

Fio de Prumo

Aqui fala-se de militares, de Pátria, de Serviço Nacional, de abnegação e sacrifício. Fala-se, também, de política, porque o Homem é um ser político por ser social e superior. Fala-se de dignidade, de correcção, de Força, de Beleza e Sabedoria

11.11.05

É só para sacar...


Luís Alves de Fraga

Não gosto do jornalista Luís Delgado. Acho-o petulante, arrogante e, acima de tudo, excessivamente seguro das suas opiniões ideologicamente identificadas com a direita capitalista mais radical. Isso incomoda-me. Mas, por todas estas razões, não deixo de ler as suas crónicas no Diário de Notícias. Aprecio-as com cautela, porque o Delgado é, indubitavelmente, um homem inteligente e sagaz. Muito sagaz.


E hoje lá vem a «mordidela» que dá origem a esta crónica.


Comenta Luís Delgado o facto de José Sócrates — o primeiro ministro oriundo de um PS que podia ser de esquerda, mas é de «nada», fazendo uma política de direita — referindo-se ao aumento de impostos sobre os reformados, se ter defendido dos ataques da oposição com a frase simplista: «Só atinge 2% dessa população [dos reformados]».


Das palavras de Luís Delgado pode admitir-se, e bem, que se atinge 2% não deve representar uma massa financeira tão significativa que se justifique o aumento. Daí ele concluir, e bem, que, afinal, «É só sacar por sacar».


Efectivamente, o desnorte salta aos olhos, embora, do ponto de vista argumentativo, o primeiro ministro e a sua equipa distorçam a lógica de modo a parecer lógico o que o não é.


No fundo, vem-se verificando, há meses seguidos, uma sobranceria comportamental através da qual não se consegue descortinar a estratégia que a orienta para o bem dos Portugueses.


As primeiras vítimas do «É sacar por sacar» foram as forças de segurança, os magistrados e os militares. Servimos de teste. José Sócrates, neste particular aspecto, deixou perceber a estratégia usada. Actuou como certos estudantes e certos trabalhadores braçais: ataca-se, em primeiro lugar, o que é mais difícil; se se sair vencedor, o resto cai por acção da inércia. Contudo, não invalida que seja «sacar por sacar».

7 comentários

Comentar post