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Fio de Prumo

Aqui fala-se de militares, de Pátria, de Serviço Nacional, de abnegação e sacrifício. Fala-se, também, de política, porque o Homem é um ser político por ser social e superior. Fala-se de dignidade, de correcção, de Força, de Beleza e Sabedoria

Aqui fala-se de militares, de Pátria, de Serviço Nacional, de abnegação e sacrifício. Fala-se, também, de política, porque o Homem é um ser político por ser social e superior. Fala-se de dignidade, de correcção, de Força, de Beleza e Sabedoria

Humanismo: oremos!

Preocupa-me sobremaneira a forma como os governantes portugueses aceitam as imposições que lhes são feitas em nome de um equilíbrio orçamental e de uma dívida para a qual não contribuímos de consciência plena. Preocupa-me porque, dessa aceitação e do desejo de cumprimento rigoroso da imposição, resultam danos irreparáveis sobre as pessoas: desemprego, carências alimentares, dificuldades sanitárias, perda da habitação e aumento do sentimento de pouca importância social que resulta numa redução da auto-estima individual e colectiva.

 

Dia após dia, mais gente cai em situações de verdadeira calamidade e a indiferença dos governantes é impressionante. É impressionante a preocupação eleitoralista do ministro que se desloca ao local onde ocorreu um acidente em que perderam a vida duas ou três pessoas e o desprezo por todos aqueles que todos os dias se vêem mais perto da morte social por medidas desumanas.

Por onde andam os “bons sentimentos” cristãos ou meramente humanitários de uma gente que não tem rebuço em entrar num templo e fazer de conta que rezam a um Deus cuja espada punitiva os não fere com violência? Por onde andam as educações virtuosas de certos ministros, cujas progenitoras se gabam de lhes ter incutido na infância e adolescência? Está claro que estou a pensar num em especial!

 

O que eu e todos nós vimos é uma soberana e fria indiferença quando essa gente, que no peito transporta números e uma pedra em vez de um coração, anuncia, sem hesitar, a necessidade de deixar sem pão mais uns milhares de Portugueses.

 

Meu Deus – aquele Deus que ainda procuro dentro de mim e na compaixão dos meus semelhantes – porque permitis que os orçamentos sejam mais importantes do que os trabalhadores, as crianças, os velhinhos, os doentes?

Meu Deus, este materialismo dos nossos governantes e da troika, que lhes faz bárbaras imposições, não é muito mais perigoso do que o de certas doutrinas políticas cujo desejo é o da denúncia desta indiferença e correcção destes desvios?

Será que Vós, na Vossa apregoada infinita bondade e infinita justiça, encontrastes razões para nos castigar e fizestes destes governantes o instrumento da Vossa vontade? Será? Será que Vós, na Vossa infinita magnanimidade entendestes que se deve tirar aos desgraçados, que vivem do salário magro e da pensão, que resulta de uma vida de trabalho, para entregar aos gordos banqueiros mais fontes de riqueza e felicidade terrena?

Em consciência, não posso acreditar que o Vosso sentido de justiça seja esse, meu Deus! E não posso acreditar porque, segundo todas as doutrinas religiosas, fostes Tu o criador do Homem e deste-lhe a capacidade para desenvolver em si o sentido do humanismo.

Senhor, ilumina a mente dos meus concidadãos para que eles possam ver que a doutrina política materialista é esta e não outras que eles, os governantes, acusam de colectivistas para poderem ser eles os individualistas e roubarem-nos o pão e a dignidade. Ilumina os Portugueses para que, no momento próprio, saibam escolher entre os verdadeiros humanistas e os falsos.

Meu Deus, eu que não tenho por hábito rezar, deixo-Te aqui a minha prece matinal de hoje: permite que o humanismo prevaleça sobre a tirania do açambarcamento financeiro dos banqueiros e dos seus serventuários que nos governam.

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