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Fio de Prumo

Aqui fala-se de militares, de Pátria, de Serviço Nacional, de abnegação e sacrifício. Fala-se, também, de política, porque o Homem é um ser político por ser social e superior. Fala-se de dignidade, de correcção, de Força, de Beleza e Sabedoria

Fio de Prumo

Aqui fala-se de militares, de Pátria, de Serviço Nacional, de abnegação e sacrifício. Fala-se, também, de política, porque o Homem é um ser político por ser social e superior. Fala-se de dignidade, de correcção, de Força, de Beleza e Sabedoria

Comparações castrenses

13.09.23, Luís Alves de Fraga
  Dada a minha formação militar inicial (comecei aos treze anos a fazer continência e a marchar ao toque de caixa) tenho uma natural tendência a, em certas circunstâncias, reduzir as grandes questões políticas a modelos militares. Hoje, por causa da conversa com um velho amigo e camarada de há sessenta e oito anos, veio-me à cabeça esta ideia simplista: vamos comparar Portugal a um dos diferentes escalões em que se organizam as forças militares terrestres.   Comecemos por (...)

A árvore ou a floresta?

12.09.23, Luís Alves de Fraga
  Hoje não estou virado para grandes dissertações; basta-me contar com a vossa capacidade dedutiva para chegar onde quero. Qual é uma das formas de se desviar a atenção de um determinado assunto importante, sob todos os aspectos, de modo a que ninguém se interrogue sobre ele? Simples! Destacar desse assunto magnânimo um outro de muito menores dimensões e dar-lhe um volume tal que, só por si, obscureça o primeiro. É aquilo que o nosso povo diz: «ver a árvore e esquecer a (...)

O primeiro rescaldo

10.08.23, Luís Alves de Fraga
  Já passaram dias suficientes sobre o fim das Jornadas da Juventude e da partida do Papa Francisco. Podemos agora iniciar o rescaldo desse “fogo” que foi a presença do líder da Igreja Católica Romana entre nós e começo pelo fim, o mesmo é dizer, pela viagem de regresso a Roma.   A RTP 3 transmitiu a conferência de imprensa que Francisco concedeu aos jornalistas que o acompanhavam no avião da TAP e, a dado passo, houve alguém que levantou a questão da comunhão dos (...)

Insensível?

05.08.23, Luís Alves de Fraga
  Tenho oitenta e dois anos. O meu rosto não é redondo nem bochechudo. Não tenho cara de avô. Não gosto de estar no meio de multidões. Gosto muito de falar expondo as minhas ideias, mas também gosto de ouvir aqueles que têm alguma coisa a ensinar-me. Gosto de conversar com jovens com idades superiores a doze anos. Adoro ouvir explicações sobre as novas tecnologias que já existem e sobre as que nos esperam com o passar dos anos. Não tenho medo de viver, contudo, com o avançar (...)

O discurso de Francisco

02.08.23, Luís Alves de Fraga
  Enquanto Chefe de Estado, o Papa Francisco, discursou no Centro Cultural de Belém para uma seleccionada audiência e para o país inteiro através das televisões. Naturalmente, é um discurso lido pelo Papa, mas não escrito por ele o que não lhe retira valor, pois, se o leu é porque concordou com o seu conteúdo. Ainda não li o discurso, mas estive atento e dele extraí, pelo menos, duas lições: uma, de natureza geoestratégica, outra, de natureza ecuménica. Vou tentar (...)

Outra vez, Francisco

31.07.23, Luís Alves de Fraga
  O Papa vem a Portugal e gastam-se balúrdios de dinheiro para receber o homem que proclama a caridade e a virtude de dar tudo aos pobres. Os trabalhos executados fazem parte de um mau entendimento do dever de hospitalidade. Vamos olhar esta questão por esse prisma, está bem?   Quando eu era garoto e o médico ia lá a casa ver qualquer um de nós por estarmos doentes, recordo-me, a minha mãe, no fim da consulta, trazia sempre uma bacia com água morna, um sabonete e uma toalha de (...)

Forças Armadas Portuguesas

24.07.23, Luís Alves de Fraga
  Neste tempo de guerra na Europa, acho conveniente que sejamos capazes de perguntarmo-nos para que servem as nossas Forças Armadas e qual a credibilidade das mesmas em cenário de campanha. Todos os dias, quando vou até ao Instagram, vejo referências e verdadeira propaganda às nossas Forças Armadas e, se calhar, tal como eu, muitos outros portugueses que as “seguem” naquela rede social, ficando com a sensação de que temos um aparelho militar de superior qualidade e com (...)

Quem beneficia?

15.07.23, Luís Alves de Fraga
  Não vou ser longo nem exaustivo. Recordando as minhas leituras de há sessenta e sete anos, da colecção Vampiro e dos mistérios sobre os assassinatos, ocorreu-me a frase de “arranque” de todas as investigações: quem beneficia com o crime? É por aí que vou seguir.   A descoberta de casos de corrupção, que envolvem políticos ou figuras a eles ligados e que o Ministério Público tem e deve investigar, altamente noticiados nos órgãos de comunicação social, que vivem (...)

Jornalismo e verdade

03.07.23, Luís Alves de Fraga
  Não creio que seja da idade, mas, ultimamente, tem-me cansado ver na televisão os telejornais e, em especial, os debates que se fazem sobre os assuntos da actualidade, na maior parte das vezes com pseudo especialistas (porque se os nossos especialistas em questões sociais e políticas têm aquele nível de conhecimentos, então muito mal vão as nossas Ciências Sociais!). Mas, parece-me, a insuficiência não está só no lado dos especialistas; ela atinge os jornalistas. É sobre (...)

O que eu sinto

01.07.23, Luís Alves de Fraga
  Nos seus sessenta e sete anos de idade Christine Madeleine Odette Lagarde pode ter sido bonita, mas hoje, para o meu gosto, é uma mulher que, como tal, não me desperta a mínima curiosidade. Vale como executiva, como “cabeça”, como política, mas, por mais que vista segundo a moda dos melhores costureiros do mundo e use os melhores sapatos e as mais caras malas que se fabricam, ela é a cara daquilo que é: alguém que marca objectivos e, por mais duros que possam ser para toda (...)