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Fio de Prumo

Aqui fala-se de militares, de Pátria, de Serviço Nacional, de abnegação e sacrifício. Fala-se, também, de política, porque o Homem é um ser político por ser social e superior. Fala-se de dignidade, de correcção, de Força, de Beleza e Sabedoria

Fio de Prumo

Aqui fala-se de militares, de Pátria, de Serviço Nacional, de abnegação e sacrifício. Fala-se, também, de política, porque o Homem é um ser político por ser social e superior. Fala-se de dignidade, de correcção, de Força, de Beleza e Sabedoria

A gola

18.09.19, Luís Alves de Fraga
  É só uma gola tapa-fumos! São uns milhares de euros... em contos de réis, qualquer coisa que dá para comprar um apartamento sem ser de luxo! Quando a gola arder, se exposta ao fogo, mal vai a cara do cidadão que a usar, por isso, que arda ou não arda, tanto faz! Mas, o que nem tanto faz é a desonestidade. É alguém sujar a sua honra para favorecer um outro alguém num negócio sujo; um negócio de favorecimento! Isto tem de acabar! Calabouço com eles... e rápido, porque (...)

Leituras

18.09.19, Luís Alves de Fraga
  Creio que já disse aqui, sou um leitor de vários livros ao mesmo tempo. Ou seja, tenho espalhados pela casa livros, que vou lendo em momentos diferentes, tendo a facilidade de não me perder nos enredos, sabendo o que está para trás em cada um deles. Na juventude ‒ até quase aos trinta anos ‒ fui muito dado a devorar romances; depois, quando me dediquei ao estudo voluntário na universidade, descobri os ensaios e lei-os com a mesma avidez que tinha pela ficção. Romances, (...)

A guerra em África: A descolonização

15.09.19, Luís Alves de Fraga
  Vulgarmente designamos por “descolonização” a saída em massa dos europeus que habitavam nos territórios portugueses do continente africano, antes das respectivas independências. Julgo, há várias maneiras de abordar a “descolonização”: pelo lado da “fuga” dos territórios, pelo lado da integração dos “retornados”, pelas consequências prejudiciais e benéficas relativamente aos “retornados”, pelo lado dos dramas individuais e, talvez, por fim, pela (...)

A guerra em África: As negociações para as independências

12.09.19, Luís Alves de Fraga
  É sabida a resistência que o general António de Spínola desenvolveu, quando ainda Presidente da República, contra a independência das colónias. Discutiu-se muito, nessa altura, a diferença entre autonomia, autodeterminação e independência. É claro que o general tinha os seus receios bem fundamentados na História. Ele sabia que a sobrevivência independente e soberana de Portugal passou, e poderia passar num futuro muito próximo, pela posse de colónias, então, já só (...)

A guerra em África: Os comissários políticos da FRELIMO

11.09.19, Luís Alves de Fraga
  Para mim, tal como para muita gente, a figura do “comissário político” obedeceu/obedece a um estereótipo traçado a partir das figuras sinistras, autoritárias e todas poderosas criadas na URSS, com o marxismo-leninismo e agravadas com o stalinismo. Esses, por representarem a autoridade do partido, estavam acima de todos os poderes, dependendo dos órgãos máximos da estrutura política. Os meus primeiros contactos com gente da FRELIMO foram com comissários políticos e, (...)

A guerra em África: Cessar-fogo

10.09.19, Luís Alves de Fraga
  Independentemente daquilo que diz o Programa do MFA, a realidade nos três teatros de guerra foi outra coisa. Sempre se tornou difícil, para os colonos em geral e para a população civil portuguesa, compreender como se chegou, em África, àquilo que foi o curto tempo a seguir ao 25 de Abril de 1974. Só quem lá esteve, num dos três teatros de operações, pode explicar como tudo se passou, como tudo se processou. Eu vivi uma realidade: a de Moçambique. Conheço, mais ou menos de (...)

A guerra em África: O libertador 25 de Abril

06.09.19, Luís Alves de Fraga
  Ao longo deste “meditar” sobre a questão ultramarina não procurei escrever textos com uma sequência cronológica bem definida, contudo, não desejando alargar-me muito mais neste “mergulho”, por me parecer já suficiente nas linhas gerais idealizadas, julgo chegado o momento de me debruçar sobre acontecimentos que puseram fim à guerra colonial e, de todos, o mais destacado foi o golpe militar contra a ditadura, em 25 de Abril de 1974.   É sabido que, do ponto de vista (...)

A guerra em África: Spínola e Kaúlza

05.09.19, Luís Alves de Fraga
  A dialéctica da guerra define, em relação aos generais que a conduzem, ao longo do tempo, uma de duas situações: ou evidencia os mais competentes ou os mais incompetentes. Isto acontece, porque a escalada estratégica “complica” o modo de conduzir as operações e a escolha política dos comandantes pode recair sobre os generais mais competentes ou, pelo contrário, sobre os mais subservientes ao poder político e menos competentes do ponto de vista militar.   Na guerra (...)

A guerra em África: A rebelião na cidade da Beira

03.09.19, Luís Alves de Fraga
  Estávamos no final da primeira quinzena do mês de Janeiro de 1974. O que se passou na cidade da Beira, em Moçambique, durante cinco ou seis dias, foi paradigmático. Indiciava tudo, e aconteceu em minúsculo, o que poderia vir a acontecer à escala nacional. Porque assim foi ‒ ou eu intuí logo que poderia vir a ser ‒ farei um relato tão preciso quanto a memória mo permitir, recuando no tempo para enquadrar os acontecimentos.   No dia 18 de Dezembro de 1961 iniciou-se a (...)

A guerra em África: Engenheiro Jorge Jardim

02.09.19, Luís Alves de Fraga
  É fácil encontrar biografias do engenheiro Jorge Jardim, figura bastamente conhecida de quem passou por Moçambique nos anos da guerra. Mas, da biografia à realidade descrita por alguém que viveu o ambiente da cidade da Beira quando ele ali manobrava a sua estratégia ultramarina, vai uma grande distância. Tentarei, com objectividade, deixar as minhas impressões distribuídas por dois momentos diferentes: entre 1966-1969 e 1973-1975.   Quando cheguei a Moçambique, fiquei (...)