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Fio de Prumo

Aqui fala-se de militares, de Pátria, de Serviço Nacional, de abnegação e sacrifício. Fala-se, também, de política, porque o Homem é um ser político por ser social e superior. Fala-se de dignidade, de correcção, de Força, de Beleza e Sabedoria

Fio de Prumo

Aqui fala-se de militares, de Pátria, de Serviço Nacional, de abnegação e sacrifício. Fala-se, também, de política, porque o Homem é um ser político por ser social e superior. Fala-se de dignidade, de correcção, de Força, de Beleza e Sabedoria

Pouco a dizer

13.08.22, Luís Alves de Fraga
  Podia ir repescar temas que já deixei aqui escritos sobre a guerra na Europa de Leste, mas era dizer mais do mesmo. Nos nossos noticiários, os fogos florestais apagaram o fogo do conflito entre a Rússia e a Ucrânia. De tudo o que ainda se fala é dos bombardeamentos que podem acontecer junto da maior central nuclear da Europa e do perigo que tal representa. Também disso deixei, há dias, qualquer coisa dita. Claro que não são os nossos fogos que tiram força às notícias (...)

As loucas exigências

11.08.22, Luís Alves de Fraga
  É próprio das crianças e dos jovens adolescentes a incapacidade de limitar as exigências juntos dos pais e, algumas vezes, dos avós quando estes cedem perante uma restrição anterior. Face a uma cedência, a criança, que até certa altura só queria um determinado brinquedo, passa a julgar-se com direito a tudo. O mal dos progenitores é aceitarem a escalada sem lhe porem limites os quais, quanto maior for a transigência, mais amplos têm de ser e mais dolorosamente vão ser (...)

O milho para os pombos

10.08.22, Luís Alves de Fraga
  Já aqui escrevi sobre o primeiro navio que tendo saído de Odessa chegou à costa da Turquia carregado de milho. O impacto foi tão grande que o Secretário-Geral da ONU num discurso fez referência a essa conquista. E o navio, depois de ser inspeccionado por uma comissão constituída para tal efeito (verificar se a carga não incluía armamento) seguiu ao seu destino, ou seja, o Líbano. De certa maneira, uma parte do mundo deveria estar a festejar este cessar-fogo marítimo entre (...)

O Conselho de Segurança e os conflitos

09.08.22, Luís Alves de Fraga
  Hoje, ontem ou amanhã, ter-se-á reunido o Conselho de Segurança da Nações Unidas, por causa de mais um massacre levado a cabo pelas tropas israelitas sobre a Faixa de Gaza. O número de mortos terá sido elevado tal como o de feridos. Quem diz isto é a jornalista Joana Pereira Bastos, do Expresso. Fala de 44 mortos e 300 feridos entre os jihadistas. Não se trata de uma guerra que começou há seis meses, mas de um conflito com várias dezenas de anos. Os hospitais estão (...)

As centrais nucleares

08.08.22, Luís Alves de Fraga
  A guerra tem certas regras que, umas, já estão definidas do antecedente e outras que se vão firmando com o desenrolar do conflito. E não se diga que só os chamados conflitos regulares têm regras, pois a guerra de guerrilhas também tem regras prévias ou que se vão concebendo ao longo do desenvolver das operações. Por conseguinte, dado adquirido: a guerra tem regras. Mas quando se diz que a guerra não tem regras ou que não se estão a cumprir as regras da guerra, (...)

A impagável dupla

07.08.22, Luís Alves de Fraga
  Todos vimos percebendo que a guerra russo-ucraniana não nos traz, colectivamente, nada de bom; antes pelo contrário. Disso já falei muito e, tenho a certeza, fui bastante mal compreendido, pois até houve quem, no Facebook cortasse relações pessoais comigo (e tratava-se de alguém que eu considerava muito e por quem tenho muita admiração intelectual e pessoal). Parece-me que, com o rodar da carruagem, já há quem compreenda que a defesa ideológica da Ucrânia foi uma (...)

O tempo das sanções

05.08.22, Luís Alves de Fraga
  Napoleão Bonaparte, no começo do século XIX, percebeu que uma das formas de enfraquecer e, talvez, poder derrotar a Inglaterra era atacar-lhe o comércio que ela fazia, em grande parte, com a Europa e, por isso, já quase senhor de todo o Velho Continente, determinou que se fechassem os portos marítimos ao comércio britânico. O resto da história é sobejamente conhecida de todos nós para perceber que o imperador dos franceses acabou derrotado, porque um ou dois Estados furaram (...)

Mero aviso para os leitores

05.08.22, Luís Alves de Fraga
Talvez, Caro Leitor, não tenha dado por isso, mas muito fora do contexto do Fio de Prumo, lancei um novo blogue, também aqui no Sapo, com o nome (falta de imaginação a minha!) O Meu Twitter. Pode consultá-lo, porque nele não me alongo em grandes divagações. Atiro para o ar  sobre aquilo que calha, menos assuntos de guerra ou militares. Se tiver tempo e paciência, vá até lá (https://coisasrapidas.blogs.sapo.pt/ (...)

As reviravoltas de Putin

03.08.22, Luís Alves de Fraga
  Já está na Turquia o primeiro navio com cereais (milho) da Ucrânia. Putin cumpriu, quase à risca, o que havia contratado. Não foi exactamente o combinado, mas também não furou o negociado. Ou seja, bombardeou o porto de Odessa ‒ mas não a área dos silos ‒ mas não interferiu com a saída do navio, tal como, julgo, não vai interferir, pelo menos, nos tempos mais próximos. ‒ E o que é que o Presidente russo fez mais nestes dias? Foi um menino bonito: disse, num (...)

A causa das guerras

02.08.22, Luís Alves de Fraga
  Para Clausewitz, a guerra é a continuação da política por outros meios. Trata-se de uma definição que, durante muitos anos, foi bem aceite entre políticos e militares, mas que, todavia, hoje podemos afirmar ser incompleta ou, até mesmo, pouco verdadeira. Realmente, a guerra resulta de um desentendimento entre vontades políticas, mas a guerra não é a continuação da política, porque a política é, em si mesma, um conflito de vontades cujo objectivo é, dominando as (...)