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Fio de Prumo

Aqui fala-se de militares, de Pátria, de Serviço Nacional, de abnegação e sacrifício. Fala-se, também, de política, porque o Homem é um ser político por ser social e superior. Fala-se de dignidade, de correcção, de Força, de Beleza e Sabedoria

Fio de Prumo

Aqui fala-se de militares, de Pátria, de Serviço Nacional, de abnegação e sacrifício. Fala-se, também, de política, porque o Homem é um ser político por ser social e superior. Fala-se de dignidade, de correcção, de Força, de Beleza e Sabedoria

Fases da minha vida ‒ 70

(Portugal em Junho de 1975)

13.10.20, Luís Alves de Fraga
  Chegado a Lisboa no começo da segunda quinzena de Maio de 1975, apanhei em cheio com o confronto que estava a delinear-se entre a extrema-esquerda e a Igreja, nomeadamente o patriarcado. Tudo isto para mim era uma novidade, habituado, como estava, à existência de conflitos brandos ‒ os que o foram ‒ entre negros e brancos, em Moçambique. Não me apercebi logo do esforço notório que o Partido Socialista (PS) estava a fazer para pôr termo a tais desentendimentos, assim como, (...)

Memórias, porquê?

08.10.20, Luís Alves de Fraga
  Desde que, no ano de 1982, decidi fazer da pesquisa histórica a minha segunda actividade principal, comecei a perceber a importância dos documentos que contam coisas. Foi por esses anos da década de 80 do século passado que topei com vários géneros de memórias. Li com interesse redobrado Raúl Brandão, Bulhão Pato, José Relvas, João Chagas, Manuel de Arriaga, António Granjo, Jaime Cortesão, André Brun, Teófilo Duarte, Fernando Tamagnini de Abreu e Silva (nos originais (...)

Fases da minha vida ‒ 69

(A viagem de regresso)

04.10.20, Luís Alves de Fraga
  No dia 18 de Maio de 1975 eu, o meu camarada Mário Cotovio e muitos mais militares embarcámos no Boeing 707 da Força Aérea e regressámos a Portugal, sem que antes fizéssemos escala em Luanda, para iniciar a viagem até Lisboa durante a noite com chegada às primeiras horas da madrugada. Nessa data, faltava um mês e uma semana para ser proclamada a independência. No aquartelamento do batalhão ficou somente a companhia que deveria seguir para Lourenço Marques para as honras (...)

Fases da minha vida – 68

(A debandada e o retorno)

02.10.20, Luís Alves de Fraga
  Como já referi, havia uma imensa diferença entre a cidade da Beira dos últimos meses do ano de 1974 para os primeiros meses de 1975. Entre a população europeia, a vida nocturna das sextas-feiras e dos sábados, a alegria descontraída de outrora havia caído significativamente. As praias, ao domingo de manhã, já começavam a estar desertas. Aliás, devo referir, voltando atrás no tempo, a repercussão que tiveram na Beira os acontecimentos de Lourenço Marques, nos dias 7 e (...)

Fases da minha vida – 67

(No regresso ao BCP–31)

27.09.20, Luís Alves de Fraga
  Ao ter completado a desactivação administrativa do AB-6, em Nova Freixo, no final de Novembro de 1974, pedi licença para gozar férias ‒ um mês e uma semana ‒ em Portugal, daí que, a minha presença na Beira foi fugaz e somente para embarcar num Boeing 707 da Força Aérea rumo a Lisboa. Queria passar o Natal e o Ano Novo com a família que, entretanto, se havia instalado no Alto Alentejo onde, antes de ir para Moçambique, eu comprara uma muito pequena casa. A minha mulher (...)

As licenciaturas militares e a universidade

26.09.20, Luís Alves de Fraga
  Em 1959 a Escola do Exército foi reformada e passou a ser Academia Militar, estando expresso no preâmbulo do Decreto-Lei n.º 42.151 de 12 de Fevereiro, alguns aspectos que são determinantes para se perceber o tema que hoje pretendo explanar. Diz-se, a dado passo:   «As exigências de ordem moral, indispensáveis à formação de um elevado espírito militar no futuro oficial, são a garantia de uma plena obediência às decisões dos chefes, de um espírito de sacrifício que leve (...)

As academias militares

24.09.20, Luís Alves de Fraga
  Hoje em dia só os militares e aqueles que o foram no tempo do serviço militar obrigatório (SMO) saberão para que servem as academias militares – Força Aérea, Escola Naval e Academia Militar (do Exército) – pois a carreira castrense tem, cada vez mais, caído em desgraça. É por causa desse desconhecimento que resolvi escrever o apontamento de hoje.   Ao contrário do que pensam alguns militares, as academias não se destinam a diplomar os chamados oficiais subalternos (...)

Amigos e concorrentes

22.09.20, Luís Alves de Fraga
  Aqueles que ao longo da minha vida fui considerando meus Amigos – excluo os amigos do Facebook, entre os quais estão alguns dos meus verdadeiros e profundos Amigos – são companheiros de jornada com quem partilho alguns aspectos do meu quotidiano, das minhas preocupações, dos meus anseios, das minhas mágoas, das minhas alegrias, enfim, é gente que entra naquele espaço íntimo bem diferente do que mostro no dia-a-dia. Para mim, um Amigo destes não precisa de estar (...)

Fases da minha vida – 66

(A ilha de Moçambique)

20.09.20, Luís Alves de Fraga
  Numa das minhas deslocações de Nova Freixo a Nampula – uma que incluiu um fim-de-semana – um velho condiscípulo dos Pupilos do Exército e também major da minha especialidade, mais um outro camarada da Força Aérea, desafiaram-me a acompanhá-los numa curta estadia na ilha de Moçambique que eles não conheciam, nem eu. Lá fomos, muito cedo, estrada fora, num velho carocha, que andava bem e aguentava o caminho. Chegámos à ilha – que já está ligada ao continente por uma (...)

Fases da minha vida – 65

(Em Nova Freixo)

18.09.20, Luís Alves de Fraga
  Na sequência do auto de averiguações feito aos oficiais do BCP-31 e da conversa tida com o major Sacramento Gomes, já relatada antes, recebi guia de marcha para o Aeródromo Base n.º 6, situado em Nova Freixo, talvez por meados do mês de Outubro de 1974. Primeiro, fui apresentar-me em Nampula onde pernoitei para, no dia seguinte, ser transportado, em DO, para a minha nova unidade. Ia somente proceder à desactivação do conselho administrativo. Supostamente retiraria com os (...)