Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Fio de Prumo

Aqui fala-se de militares, de Pátria, de Serviço Nacional, de abnegação e sacrifício. Fala-se, também, de política, porque o Homem é um ser político por ser social e superior. Fala-se de dignidade, de correcção, de Força, de Beleza e Sabedoria

Fio de Prumo

Aqui fala-se de militares, de Pátria, de Serviço Nacional, de abnegação e sacrifício. Fala-se, também, de política, porque o Homem é um ser político por ser social e superior. Fala-se de dignidade, de correcção, de Força, de Beleza e Sabedoria

Fases da minha vida ‒ 21

(A bordo de um paquete)

16.06.20, Luís Alves de Fraga
  Como alferes, por conseguinte, oficial, ainda que no posto de menor graduação, eu tinha direito a viajar na 1.ª classe do navio I (havia a 2.ª e a 3.ª classes). A cabine ou camarote que me coube em sorte não era grande coisa, embora fosse espaçosa e com vista para o deque de bombordo. Ficava mesmo ao fundo, quando se caminhava para a ré, junto da escada de acesso à piscina (um tanque de água salgada que chegava para se darem cinco braçadas curtas no sentido do comprimento e (...)

Fases da minha vida ‒ 20

(Alferes e Moçambique)

13.06.20, Luís Alves de Fraga
  Mal conclui o tirocínio, na Base Aérea n.º 1, em Sintra, fui mandado marchar para a Base Aérea n.º 2, na Ota, a alguns quilómetros de Lisboa, onde era difícil chegar rapidamente se, acaso, perdesse a pequena camioneta de passageiros, que transportava os oficiais e partia de Lisboa, só parando, depois, junto ao edifício dos bombeiros do bairro da Encarnação, pouco antes de entrar na exígua autoestrada existente até Vila Franca de Xira. O transporte não esperava por (...)

Fases da minha vida ‒ 19

(Os oficiais do quadro permanente e a hierarquia da Força Aérea)

10.06.20, Luís Alves de Fraga
  Nas nossas Forças Armadas ainda imperam resquícios de princípios nobiliárquicos para a promoção aos mais altos postos da carreira militar. Vou explicar a minha afirmação.   Olhando a História, não me consta que Viriato ‒ o lendário general comandante dos Lusitanos contra as legiões de Roma ‒, para além de chefe de bando, tivesse frequentado qualquer tipo de curso para conduzir a luta; ampliando horizontes, o oficial de artilharia Napoleão Bonaparte foi general por (...)

Fases da minha vida ‒ 18

(A Administração Aeronáutica)

09.06.20, Luís Alves de Fraga
  Poder-se-á perguntar o que era, nesses anos recuados de 1965, o Serviço de Intendência e Contabilidade, hoje, e muito bem, chamada Administração Aeronáutica. Procurarei explicar, no fundamental, o que se fazia no Serviço e, consequentemente, no que estavam empenhados os oficiais deste quadro.   Os órgãos de execução da especialidade eram três: a Direcção de Serviço, os Conselhos Administrativos e as Messes. Em princípio, onde estivesse uma unidade da Força Aérea a (...)

Fases da minha vida ‒ 17

(A Força Aérea)

08.06.20, Luís Alves de Fraga
  Quando me apresentei no Estado-Maior da Força Aérea, situado na avenida da Liberdade, este ramo das Forças Armadas havia acabado de completar treze anos de existência. Assim, posso considerar-me, hoje, um pioneiro da Aeronáutica Militar e, por isso, reflectir sobre essa Força Aérea inicial.   O novo ramo nasceu da junção de material e homens das Aeronáuticas Militar e Naval. E, só o facto de ser uma junção, foi suficiente para gerar uma certa hibridez no conjunto. Não (...)

Fases da minha vida ‒ 16

(O estudo e as classificações)

07.06.20, Luís Alves de Fraga
  Ao ingressar na Academia Militar, ido dos Pupilos do Exército, foram várias as novidades encontradas ‒ algumas já referidas ‒, mas a que contundiu mais com os hábitos adquiridos por mim, em anos de internato, foi a relacionada com as horas destinadas a estudo. Com efeito, nos Pupilos só tínhamos duas horas e meia para estudar, que exigiam um grande aproveitamento do tempo, mas, na Academia, as horas de estudo, creio, eram duas, antes do jantar, e não era exercida grande (...)

Fases da minha vida ‒ 15

(Instrução física e militar)

04.06.20, Luís Alves de Fraga
  Desde o primeiro até ao último ano do curso da Academia Militar a actividade física intensificava-se e mudava de modalidade, ou seja, aquilo que no início se limitava a ginástica, hipismo, marchas de média distância com equipamento e armamento completos e ordem unida, no ano final passava à prática de boxe, judo, luta militar, aplicação militar (exercícios incluindo todo o tipo de obstáculos e outros mimos).   O objectivo era evidente para quem estivesse com (...)

Fases da minha vida ‒ 14

(Ensino académico)

26.05.20, Luís Alves de Fraga
  Na Academia Militar, no meu tempo, para se frequentar as armas e os serviços do Exército e o curso de pilotagem aeronáutica tinha de se estar habilitado com as alíneas (designação da época) de ciências físicas e matemáticas, ficando excluídos da carreira militar todos aqueles que tivessem marcada aptidão para as alíneas de letras (incluídas Direito, História e Filosofia). E o fundamento para tal modelo de concurso já começava a não fazer sentido, especialmente no que (...)

Fases da minha vida ‒ 13

(Formatação ou acção psicológica)

23.05.20, Luís Alves de Fraga
  Depois dos cadetes do primeiro ano da Academia Militar estarem capazes de marchar com alguma cagança (pouca, ainda, muito pouca!) e de, parados, fazer as voltas todas do regulamentos ou abrir fileiras ou perfilar pela direita ou alinhar pela frente ou pelos lados, começou a formatação psicológica ‒ tão necessária a quem quer ser militar do quadro permanente ‒ que eu chamaria de acção psicológica. Nesta fase foi fundamental a atitude do capitão Pedrosa, o Zé d’Adega, (...)

Fases da minha vida ‒ 12

(Direita volver)

20.05.20, Luís Alves de Fraga
  Depois de cumpridas as primeiras formalidades de admissão e recepção de fardamento nós, os novos cadetes da Academia, começámos a ter os rudimentos de instrução militar. Formávamos em círculo e, no meio, um jovem tenente, pacientemente, ia explicando e exemplificando as várias posturas e movimentos. Para mim tudo aquilo era uma repetição desnecessária, pois, durante, sete anos, no mínimo, treinei e ensinei a chamada ordem unida. Às vezes, olhava com sentido crítico o (...)