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Fio de Prumo

Aqui fala-se de militares, de Pátria, de Serviço Nacional, de abnegação e sacrifício. Fala-se, também, de política, porque o Homem é um ser político por ser social e superior. Fala-se de dignidade, de correcção, de Força, de Beleza e Sabedoria

Fio de Prumo

Aqui fala-se de militares, de Pátria, de Serviço Nacional, de abnegação e sacrifício. Fala-se, também, de política, porque o Homem é um ser político por ser social e superior. Fala-se de dignidade, de correcção, de Força, de Beleza e Sabedoria

O Largo da Graça

25.01.23, Luís Alves de Fraga
  Há muitos anos, quando eu era garoto, quem enfiasse pela Rua Damasceno Monteiro (Presidente da Câmara de Lisboa de 1854 a 1858), no seguimento da Rua Maria da Fonte, no Bairro Andrade, chegado ao topo, não tinha saída para o Largo da Graça. Dois prédio truncavam-na, obrigando a descer para o Largo das Olarias, na Mouraria, ou virando, em sentido contrário, para subir até ao jardim e miradouro da Senhora do Monte ou, finalmente, entrando na Travessa do Monte que desembocava na (...)

“A Vizinha do Lado” e “Mata Hari”

24.01.23, Luís Alves de Fraga
  Há dois ou três dias tive oportunidade de ver na televisão dois filmes que em nada parecem ligar-se, mas que, afinal, bem meditadas as cenas há uma conexão fantástica, à qual não quero fugir e dar dela conta aos meus leitores.   André Brun (1881-1926) foi um militar e humorista português que se dedicou à escrita de contos e crónicas, de livros e peças teatrais. Uma das peças que tem mais renome é “A Vizinha do Lado”, que foi adaptada para o cinema, em 1945. Foi (...)

Os nossos partidos no parlamento

21.01.23, Luís Alves de Fraga
  Inspirei-me para a escrita deste texto na audição de uma entrevista da historiadora Raquel Varela. É ela que me leva a escrever o que se segue, porque muito do que digo foi dito por ela, com quem concordo. Raquel Varela debate-se pela reposição do termo burguesia em vez de “capitalistas” e “classe média”, porque na burguesia há capitalistas e capitalismo e, digo eu, há tiques que as classes médias copiam dos capitalistas, tornando-as burguesas.   Se olharmos para o (...)

36 noves fora, nada!

17.01.23, Luís Alves de Fraga
  O déficit orçamental aceite em Bruxelas tem um número, 3% do PIB, e a honestidade tem, em Lisboa, outro: 36. São 36 as perguntas que servem para fazer passar no crivo da honestidade os seleccionados para ministros ou secretários de Estado. Mas, fazendo a prova dos 9, temos que 3 mais 6 dá 9, logo, excluindo-o, fica nada. E fica nada, porque é preciso saber desde quando um inquérito respondido pelo próprio pode dar um resultado fiável e confiável? O mais vigarista dos (...)

Ponto da situação estratégica

16.01.23, Luís Alves de Fraga
  As nossas televisões enchem-se de dizer que a Ucrânia está a oferecer resistência terrível aos russos em determinadas zonas da frente, levando-nos a tomar a parte pelo todo… propaganda pura, que se repercute desde Kiev até aos confins do planeta! Recebendo armamento pesado e já marcadamente ofensivo, a Ucrânia luta em alguns pontos da vastíssima frente, com denodo, mas sem que as pontuais vitórias alcançadas alterem em nada a grande estratégia definida tanto por si mesma (...)

1956/57 – “Annus Horribillis

14.01.23, Luís Alves de Fraga
  Entrei para o Instituto dos Pupilos do Exército em Outubro de 1954 para aquele que é agora o 6.º ano de escolaridade, que conclui sem grandes dificuldades, para além das que tive na disciplina que dava pelo nome de “Trabalhos Manuais”, coisa para a qual a Natureza não me dotou com capacidades especiais. No ano lectivo seguinte fui, naturalmente, frequentar 7.º ano na vertente comercial. Sem ter de “marrar” muito, cheguei ao final do ano, em Junho de 1956, aprovado em (...)

Médico por quinze minutos

09.01.23, Luís Alves de Fraga
  Se Frederick Taylor, o pai da racionalização do trabalho voltasse à Terra e, estando doente, carecesse de ir a uma consulta num hospital particular português, ficaria espantado com a aplicação do seu sistema à profissão médica. Realmente, seja neste ou naquele hospital privado, o princípio aplicado para marcação de consultas segue a ideia de que o clínico tem de ver, ouvir, observar, diagnosticar, prescrever e receitar em quinze minutos, como regra. Se esta falhar, é da (...)

A toponímia das ruas de Portugal

07.01.23, Luís Alves de Fraga
  Normalmente, em Portugal, é entregue ao poder local a escolha dos nomes das ruas das cidades, vilas, aldeias e lugares. Podem ser nomes de escritores, poetas, médicos, advogados, engenheiros, militares, políticos, nobres, beneficentes, padres, etc. São homenagens para perpetuar as figuras em destaque. Mas acontece que, às vezes, nem os contemporâneos sabem o que fez ou não fez o homenageado. De quando em quando lá aparece uma placa de rua com a indicação “poeta”, (...)

Oh Senhor Dr., veja lá!

06.01.23, Luís Alves de Fraga
  É enguiço, de certeza absoluta. Só pode ser! Então, desarrumaram-lhe o Governo, que já estava tão compostinho e vem uma mafarrica lá do Norte e zás, dá cabo de tudo! Só pode ser enguiço, bruxaria ou mau olhado! Foi “trabalho” feito lá fora, sei lá…, se calhar em Bruxelas. Aquela alemã magricela tem ar de quem se monta muitas vezes na vassoura em noites de lua cheia! Ela dá-lhe beijinhos, mas aquilo é só para enganar! Não penso que o Macron seja rapaz para (...)

Os fotógrafos do Rossio

05.01.23, Luís Alves de Fraga
  Hoje lembrei-me de vos trazer a figura dos fotógrafos da Lisboa da minha infância; uma Lisboa já muito antiga.   Na verdade, muitos de vós ainda se recordam de ver, em alguns jardins da nossa capital, uns fotógrafos que faziam fotografias a quem se decidisse a pagar uns cobres por um retrato, às vezes dois. Usavam uma máquina fotográfica grande colocada num tripé, que mais parecia um caixote, com uma manga preta onde metiam a cabeça, na zona oposta à objectiva. Eram as (...)