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Fio de Prumo

Aqui fala-se de militares, de Pátria, de Serviço Nacional, de abnegação e sacrifício. Fala-se, também, de política, porque o Homem é um ser político por ser social e superior. Fala-se de dignidade, de correcção, de Força, de Beleza e Sabedoria

Fio de Prumo

Aqui fala-se de militares, de Pátria, de Serviço Nacional, de abnegação e sacrifício. Fala-se, também, de política, porque o Homem é um ser político por ser social e superior. Fala-se de dignidade, de correcção, de Força, de Beleza e Sabedoria

O velho coronel

(Ao cuidado de quem ainda tem poder para mandar)

25.01.22, Luís Alves de Fraga
  Está velho o coronel ‒ não me refiro ao Coriolano de Jorge Amado, porque este é-o de carreira militar completa ‒, mas ainda senhor de si, da sua dignidade, dos valores, princípios e educação de quando estava na situação de activo e ajudou a formar muitas dezenas de oficiais do quadro permanente. Está velho e foi ao “seu” hospital, o das Forças Armadas. Para encurtar caminho, na zona da chamada “porta d’armas” ‒ será que ainda é assim designada, pois por lá (...)

O que nós não queremos…

23.01.22, Luís Alves de Fraga
  Recordo-me perfeitamente de, quando ia ao cinema na minha meninice e começo da juventude (vamos lá especificar o que quero dizer: “meninice”: idade entre os três e dez anos; “começo de juventude”: idade entre os onze e os dezasseis anos, porque “adolescente”, na década de 1950, era-se lá por volta dos dezassete aos vinte anos, pois, “adulto”, só com vinte e um anos e já não havia recuo possível!), dizia, ficava encantado com o facto de ver os jovens estudantes (...)

Os incógnitos

22.01.22, Luís Alves de Fraga
Já por várias vezes, nos dezasseis anos de existência deste blog, que não teve moderação inicial, que passou a não aceitar comentários (porque na minha casa mando eu) e, por fim, voltou a aceitá-los, desde que previamente moderados, chamei a atenção dos meus leitores para o facto de, para verem os seus comentários publicados, terem de se identificar, sem se esconderem atrás do anonimato ou de um pseudónimo. Não se trata de eu ser censor! Trata-se de falta de coragem de quem (...)

Na terra dos bons rapazes

20.01.22, Luís Alves de Fraga
  Estamos com as eleições à vista e continuamos a ser os bons rapazes de sempre, o mesmo é dizer, os tais do desenrascanço, da ausência de planeamento, de falta de respostas para as coisas mais essenciais, os que acreditam nas soluções miraculosas (em especial se se ficarem a dever a Nossa Senhora de Fátima), os que desconfiam muito daqueles que julgam serem seus inimigos e não desconfiam nada daqueles que julgam serem seus amigos, enfim, os que andam cá para ver os pardais (...)

Linhas Vermelhas

11.01.22, Luís Alves de Fraga
  Ontem vi na televisão o programa que dá pelo nome de “Linhas Vermelhas”, uma conversa/comentário/debate entre dois políticos de campos bem diferentes, mas que se sabem respeitar mutuamente, porque são ambos bastante “civilizados” na análise dos assuntos que lhe são propostos pelo “condutor” do diálogo. Trata-se de Mariana Mortágua ‒ que faz análises muito “frias” norteadas pela sua perspectiva ideológica ‒ e Adolfo Mesquita Nunes com quem acontece o mesmo (...)

A definição da política nacional

09.01.22, Luís Alves de Fraga
  No fim do mês há eleições para definir a composição do parlamento nacional, contudo, nunca como hoje estivemos tão perto do bipartidarismo. Pode a afirmação anterior causar estranheza nos meus leitores, contudo, é fácil de explicar e nem demora muito tempo, exigindo, simplesmente, “vontade” de compreender. Vamos a isto.   Em 1975, quando Mário Soares “meteu na gaveta” o marxismo do Partido Socialista (PS) “separou as águas” entre a esquerda e a direita, (...)

Dar e receber

06.01.22, Luís Alves de Fraga
  Não, por hoje vou deixar de lado a política e as eleições, os partidos, António Costa, Rui Rio, e todas personagens que andam envolvidas neste circo mediático sem que nos esclareçam com exactidão os caminhos, as soluções para a vida nacional, incluindo a dívida pública, os aumentos de salários, de combustíveis e das dependências cada vez maiores do Banco Central Europeu e das taxas de juro que ele impõe e vai ou não mudar, mudando, assim, toda a nossa forma de viver. (...)

Um Rio a precisar de ajudas

04.01.22, Luís Alves de Fraga
  Ontem vi, por mero acaso, o debate entre Rui Rio e André Ventura e sobre isso tenho algumas considerações a fazer, que poderão interessar ou não aos meus leitores. Deixo-as à vossa consideração. Aí vão elas.   Numa tentativa de começar bem e dentro dos parâmetros que iriam condicionar o seu adversário, o líder do PSD invocou o fundamento de ilegitimidade do partido que dá pelo nome de Chega: estar contra o actual regime. Se Rui Rio não tivesse saído deste estreito e (...)

António Costa Pinto e o Livre

03.01.22, Luís Alves de Fraga
  Ontem tive oportunidade de ver, na RTP 1, o debate entre António Costa e Rui Tavares e, na RTP 3, os comentários de António Costa Pinto ao que se passou no outro canal. Começando pelo debate perceberam-se (ou percebi eu) várias coisas: António Costa está apostado em conseguir a maioria parlamentar, ou seja, 51% das cadeiras disponíveis; Quer convencer o eleitorado de que a estabilidade só se conquista com uma maioria, negando, desta forma, todo o seu passado de negociador (...)

A República de São Tomé e Príncipe

31.12.21, Luís Alves de Fraga
  Por muito que alguns astrólogos tentem, o futuro continua a ser imprevisível, insondável e secreto. Assim, ninguém, em 1974 ou 1975, durante o chamado PREC, se atreveria, em Portugal, a tentar esclarecer os naturais do pequeno arquipélago de São Tomé e Príncipe, inicialmente despovoado e, depois, povoado por alguns europeus, um largo punhado de judeus e muitos, muitos escravos africanos idos do continente ‒ e não me venham dizer que foram os portugueses e Portugal quem (...)