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Fio de Prumo

Aqui fala-se de militares, de Pátria, de Serviço Nacional, de abnegação e sacrifício. Fala-se, também, de política, porque o Homem é um ser político por ser social e superior. Fala-se de dignidade, de correcção, de Força, de Beleza e Sabedoria

Fio de Prumo

Aqui fala-se de militares, de Pátria, de Serviço Nacional, de abnegação e sacrifício. Fala-se, também, de política, porque o Homem é um ser político por ser social e superior. Fala-se de dignidade, de correcção, de Força, de Beleza e Sabedoria

Razões de Estado e do coração

12.11.19, Luís Alves de Fraga
  Não me vou embrenhar no labirinto da política espanhola, mas pretendo tecer algumas considerações para despertar em quem me lê a atenção para duas diferenças essenciais: a política feita com o coração e feita com a razão.   A unidade espanhola foi alcançada quase dois séculos e meio depois da portuguesa. Façamos contas. Em 1249, D. Afonso III, depois de conquistado o Algarve, concluiu a unificação do território que, na prática, ainda é o que hoje forma Portugal, (...)

A libertação

09.11.19, Luís Alves de Fraga
  Lula da Silva foi libertado. Eu sei que muita gente me vai contestar, que me vão apelidar de coisas que não sou, nem professo, nem concordo. Mas, incontornável, é a libertação do antigo Presidente do Brasil.   Por favor, fez coisas boas e coisas más, não me digam que, mais uma vez, os tribunais, no Brasil, se enganaram e puseram em liberdade quem devia estar preso. Se ele é culpado ou não dos crimes de que foi acusado, eu não sei; mas, tudo indica, ele foi condenado e (...)

Reprovações e milhões

06.11.19, Luís Alves de Fraga
  Para se pouparem uns milhões de euros, bastantes, os alunos do primeiro ao nono ano de escolaridade deixam de reprovar por falta de conhecimentos.   Qual o reflexo de uma decisão desta natureza, na actualidade e no futuro? Será esta uma das tais medidas estruturais? Vejamos.   Na actualidade, vamos assistir ao mais completo laxismo por parte dos docentes, como é natural. Vamos começar a lançar, ano após ano, alfabetizados carregados de iliteracia para a vida. Claro que, no (...)

A pulga

05.11.19, Luís Alves de Fraga
  Ontem, consequência de uma conversa pública, que não vem ao caso relatar, fiquei com a pulga atrás da orelha. Uma pulga que, a verificarem-se as minhas suspeitas, me vai retirar grande parte da confiança, que ainda tenho, neste Governo, liderado por António Costa.   A questão é que, acreditando demasiado na meritocracia, tenho tendência a desvalorizar as nomeações para cargos com algum significado público a partir do simples facto de se ser familiar ou amigo de A, B ou (...)

Prémios

02.11.19, Luís Alves de Fraga
  Notícia dos jornais: haverá prémios para os funcionários públicos que não faltarem ao serviço. Não preciso de ler mais para tirar, de imediato, uma conclusão: continua-se, em Portugal, a não perceber nada de organização de trabalho, nem de produtividade, nem de incentivos à laboração. Vai-se premiar a assiduidade, a presença, e não o que se faz!   Embora militar, oficial com capacidade de chefia e investido em cargos onde podia exercê-la, pautei a minha conduta (...)

Uma decisão que tardou

24.10.19, Luís Alves de Fraga
  Em Espanha estão a ser removidos os restos mortais de Francisco Franco, generalíssimo, ditador e facínora perseguidor de espanhóis republicanos, assassino mandante de milhares e milhares de compatriotas, que lutaram pelos seus ideais políticos, que ele, como mero revoltado, combateu com ira e ódio. Estão a ser removidos da basílica do Vale dos Caídos para um cemitério mais ou menos comum, para ficarem ao lado dos da sua viúva.   Este homem ambicioso e cruel, ao mandar (...)

Violências

23.10.19, Luís Alves de Fraga
  Anda na “moda” a violência doméstica e, de quando em vez, fala-se “bravamente” da violência na escola. Na primeira, não vou deter-me, por agora, mas quero gastar algum tempo com a segunda.   Há três tipos de violência na escola: a dos estudantes entre si; a dos estudantes sobre os educadores ‒ professores e auxiliares; e dos educadores sobre os estudantes. Curiosamente têm tratamentos diferenciados pelos diversos intervenientes e mais os órgãos de comunicação (...)

Rui Rio e o PSD

21.10.19, Luís Alves de Fraga
Ele vai assumir lugar nas bancadas do parlamento, vai candidatar-se à continuação no lugar dentro do seu partido, para o "recentrar" e evitar que se desfaça.   Desfeito já está o PSD e há uma deriva para a direita "liberal" e outra para o "centro social-democrata". O problema está no facto de Rui Rio parecer não querer ver que o PSD foi sempre mais PPD do que SD. E, como PSD, foi sempre o lugar de refúgio de todos os que, vindos do salazarismo/marcelismo, nunca se (...)

Catalunha

21.10.19, Luís Alves de Fraga
Não, não vou tomar, ainda, qualquer posição sobre o que se passa em Espanha e na Catalunha. Acho que se não pode encarar a questão da mesma forma como se discute um "derby" futebolístico: com paixão e preconceito. Tem de se fazer uma leitura calma, desapaixonada, distanciada, comparativa, histórica, tão realista quanto possível. E, acima de tudo, Portugal não deve nada aos Catalães, porque, para perceber essa "dívida" inexistente tem de se estudar a História do século XVII, (...)

E a pensão mínima?

16.10.19, Luís Alves de Fraga
  Não é a primeira vez que trato deste assunto. É que, com muita frequência ‒ frequência excessiva, até ‒ ouvimos falar, exigir, impor, a necessidade de aumentar o salário mínimo dos trabalhadores ‒ o que acho bem, pois a vida custa a todos ‒, mas não ouço falar da definição de uma pensão mínima, que não seja um subsídio de miséria.   A pensão mínima terá de ser regulada, claro que sim. Mas não poderá ser um valor a distribuir por todo o calão e (...)