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Fio de Prumo

Aqui fala-se de militares, de Pátria, de Serviço Nacional, de abnegação e sacrifício. Fala-se, também, de política, porque o Homem é um ser político por ser social e superior. Fala-se de dignidade, de correcção, de Força, de Beleza e Sabedoria

Fio de Prumo

Aqui fala-se de militares, de Pátria, de Serviço Nacional, de abnegação e sacrifício. Fala-se, também, de política, porque o Homem é um ser político por ser social e superior. Fala-se de dignidade, de correcção, de Força, de Beleza e Sabedoria

Cavernização

29.03.20, Luís Alves de Fraga
  Segundo tudo nos indica, o Homem no seu estádio mais atrasado, primitivo, terá usado as cavernas para se refugiar do frio, da chuva, do sol e de ataques indesejados. Por lá terá passado tanto tempo, que nos deixou a expressão da sua arte, da sua necessidade de comunicar, nas chamadas pinturas rupestres. Isto foi na Idade das Cavernas. De lá até agora a humanidade tornou-se outra tão diferente, que já não é capaz de imaginar esses tempos de impotência perante a Natureza.   M (...)

Medo

28.03.20, Luís Alves de Fraga
  É natural que estejamos com medo. Medo de contrair uma doença que é grave e insidiosa, inesperada e silenciosa, mas brutal. O medo é humano; saber controlá-lo é resultado de desenvolver coragem para o enfrentar e ter esperança.   Fui treinado, na minha juventude, para saber lidar e controlar o medo; não fui treinado para não ter medo. Só os inconscientes não sentem medo. Fui treinado para tomar decisões quando estivesse cheio de medo, controlando-me e tentando controlar (...)

Quando o mar bate na rocha…

27.03.20, Luís Alves de Fraga
  Ontem, ainda antes de ouvir António Costa, recebi, via El Pais, a notícia do que se tinha passado, durante as seis horas de reunião, na cimeira de chefes de Estado e primeiros-ministros da União Europeia. Senti-me revoltado com o que li!   A Espanha, a Itália e a França, que representam, em termos populacionais, metade de todos os Estados da União, defenderam a emissão dos eurobonds para fazer face à crise e aos desequilíbrios orçamentais, que as despesas extraordinárias (...)

João Ratão

22.03.20, Luís Alves de Fraga
    No começo da década de 20 ‒ há cem anos ‒ subiu ao palco uma opereta com o nome João Ratão. Foi uma das poucas representações teatrais sobre a participação de Portugal na Grande Guerra. Tratava-se de uma história simples de amor, intriga, inveja, heroicidade e algumas cantigas. Não nos devemos esquecer de que a sua concepção ocorreu ainda na vigência da 1.ª República. Em 29 de Abril de 1940, estreou-se, em Lisboa, o filme com o mesmo nome, realizado Jorge Brum (...)

Júlio Dinis

18.03.20, Luís Alves de Fraga
  Joaquim Guilherme Gomes Coelho, nasceu no Porto, no ano de 1839, e depois de ter concluído o curso de medicina, na Escola Médico-Cirúrgica da mesma cidade, adoptou o pseudónimo literário de Júlio Dinis. A sua obra ‒ até há alguns anos considerada lamechas ‒, podemos hoje dizer, foi precursora do realismo ‒ justamente atribuído a Eça de Queirós ‒, pois algumas das suas personagens já estão muito próximas dos contornos desta última corrente literária, enquanto (...)

Não tirem o tapete

17.03.20, Luís Alves de Fraga
  António Costa, ontem, na entrevista concedida à SIC Notícias mandou um recado muito claro à presidência da União Europeia, mas subtilmente metido no meio de uma resposta, quando referiu que a manutenção da economia nacional depende da capacidade financeira das famílias para comprar, pois, só assim, a produção se pode manter. No meio da frase, sem eu conseguir a reprodução textual, lembrou que também em 2009 tinha sido dada, por Bruxelas, indicação para se incentivar a (...)

Elas e o sexo

16.03.20, Luís Alves de Fraga
  Passar o tempo nestes dias em casa é algo que nos leva a fazer coisas que, normalmente, não faríamos. Por cá, resolvemos dar volta aos velhos CD de filmes e séries e estamos a rever ‒ para mim é uma novidade, porque não vi na altura ‒ uma longa série de episódios televisivos, que teve bastante êxito quando surgiu: O Sexo e a Cidade. Vai fazer vinte e dois anos sobre o começo deste êxito americano. Foi em Junho de 1998.   Olhados, agora, à distância de duas dezenas (...)

Uma crítica

15.03.20, Luís Alves de Fraga
  Em tempo de prevenção em casa por causa do vírus, para distracção, vejo velhos filmes clássicos, já esquecidos. Ontem à noite foi a vez de Um Eléctrico Chamado Desejo, realizado por Elia Kazan a partir da peça, com o mesmo nome, de Tennessee Williams, escrita em 1947.   Vi a fita no seu original de 1951 ‒ creio que não houve nenhuma outra versão ‒ e, retirando-lhe a forma de representar própria da época resultante do estilo de escrita de Tennessee, deixando de lado (...)

Poder político e catástrofes

13.03.20, Luís Alves de Fraga
  Na noite de 26 para 27 de Novembro de 1967 caiu um dilúvio sobre a região de Lisboa. As linhas de água extravasaram e arrastaram tudo à sua frente. Calcula-se que morreram à volta de setecentas pessoas. Evidentemente, a chuva não se pôde esconder, nem as cheias que provocou, mas, o governo ditatorial vigente ‒ ainda o de Salazar ‒ evitou, tanto quanto possível, reduzir a catástrofe a poucos mortos e a danos quase inexistentes. Esta é sempre a forma de actuar das (...)

A nossa dimensão

08.03.20, Luís Alves de Fraga
  Realmente o Presidente da República tem razão. O desentendimento parlamentar parece estar instalado em todas as bancadas da direita à esquerda! Pessoalmente, face ao panorama existente, estou a ficar desinteressado da política nacional, porque a acho desconjuntada. E, desconjuntada, deveria ter estado no tempo da Geringonça, que, por definição, supõe o desconjunto. Mas não esteve! Não tendo estado, gerou em todos nós, gente que quer o melhor para os Portugueses, uma (...)