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Fio de Prumo

Aqui fala-se de militares, de Pátria, de Serviço Nacional, de abnegação e sacrifício. Fala-se, também, de política, porque o Homem é um ser político por ser social e superior. Fala-se de dignidade, de correcção, de Força, de Beleza e Sabedoria

Fio de Prumo

Aqui fala-se de militares, de Pátria, de Serviço Nacional, de abnegação e sacrifício. Fala-se, também, de política, porque o Homem é um ser político por ser social e superior. Fala-se de dignidade, de correcção, de Força, de Beleza e Sabedoria

A guerra em África: censura da correspondência postal

20.07.19, Luís Alves de Fraga
  Controlar a informação, quando um Estado está em guerra, é absolutamente natural, pois todo e qualquer dado permite, a uma razoável rede de espionagem, perceber as intenções do inimigo e, porque a guerra é um acto dialéctico, antecipar acções com vista a gorar os desejos do adversário. Se aceitarmos como legítimo o conceito anterior, podemos concluir, de imediato, que o Estado Novo ‒ o fascismo português ‒ viveu sempre em estado de guerra, pois fez da censura, em (...)

A guerra em África: madrinhas de guerra

19.07.19, Luís Alves de Fraga
  A ideia de “dar” aos combatentes uma “madrinha” nasceu em França durante a Grande Guerra. Também, em Portugal houve, a partir de 1917, madrinhas de guerra. Naturalmente, e na ausência de um estudo profundo sobre o assunto, quase posso garantir que terão sido muito poucos os soldados a corresponderem-se com tais senhoras, em consequência do elevado analfabetismo da nossa tropa. Madrinhas de guerra, nessa altura, tiveram-nas alguns sargentos e oficiais. Por trás deste (...)

A guerra em África: Serviço Postal Militar

18.07.19, Luís Alves de Fraga
  Um dos mais importantes aspectos a levar em conta, em situação de combate ou de profundo isolamento, é o moral das tropas. Uma tropa desmoralizada é uma tropa capaz de não oferecer resistência perante a acção do inimigo; é uma tropa amorfa, sem “pontes” para a vida e para o exterior de si própria. Um dos processos para lhe erguer o moral é mantê-la em contacto, tanto quanto possível, permanente com o mundo exterior ao combate, à guerra. Isso faz-se através de lhe dar (...)

A guerra em África: Movimento Nacional Feminino

17.07.19, Luís Alves de Fraga
  Em Fevereiro de 1961 começaram as hostilidades em Angola. O discurso de Salazar marcou a gente da minha geração, e teve especial relevo o slogan dele saído: «Para Angola, rapidamente e em força». O que sabíamos nós deste desafio? Em rigor, pouco ou nada, porque estávamos de olhos fechados pelo refrão de um «Angola é nossa».   Não se imagina hoje o que foi a propaganda nacionalista em Portugal feita nas escolas primárias e, depois, nos estudos seguintes continuados (...)

A guerra em África: transportes militares

16.07.19, Luís Alves de Fraga
  A distância de Portugal às principais colónias de África determinou uma longa linha de apoio logístico cara e demorada. Os principais meios de ligação teriam de ser ‒ e foram ‒ os navios e as aeronaves.   A maior parte das marchas para os teatros de operações fizeram-se por via marítima, em navios fretados, transformados em transportes de tropas. Ficaram no imaginário de muitos milhares de jovens militares alguns nomes: “Vera Cruz”, “Pátria”, “Império”, (...)

A guerra em África: o convencimento dos colonos

14.07.19, Luís Alves de Fraga
  Em Portugal, buscar fortuna fora de portas, parece ser vocação ou castigo. Para não dar grande importância à época dos Descobrimentos e da Expansão, basta pensar que, no século XIX e no começo do seguinte, o Brasil e outros Estados da América do Sul foram o grande atractivo de quem procurava melhorar a condição de vida. ‒ E esta “fuga” de cá, por que será, nunca se reflectiu, em grande, nos domínios portugueses de África? A explicação é simples e diz-se em (...)

A guerra em África: a Manutenção Militar

13.07.19, Luís Alves de Fraga
  A Manutenção Militar era ‒ entre 1961 e 1974 ‒ em simultâneo, um estabelecimento fabril do Exército, um grande armazenista e um grande fornecedor daquele ramo das forças armadas e, supletivamente, dos outros dois. Possuía autonomia administrativa e financeira, ou seja, tendo orçamento próprio, só dependia do ministro do Exército para a prática de determinados actos bem definidos. Competia-lhe o fabrico e fornecimento de pão, bolachas e massas pelas unidades do Exército (...)

A guerra em África: a Força Aérea

12.07.19, Luís Alves de Fraga
  Em 2004 ‒ há quinze anos precisos ‒ publiquei um livro intitulado “A Força Aérea na Guerra em África: Angola, Guiné e Moçambique: 1961-1974”. Na altura, não havia nada escrito sobre o esforço deste ramo das forças armadas na guerra colonial. Procurei fazer, então, a História possível, baseado na bibliografia publicada ao longo dos anos e na documentação existente e ainda não tratada e classificada do Arquivo Histórico da Força Aérea. Felizmente, depois dessa (...)

A guerra em África: comandos e pára-quedistas

11.07.19, Luís Alves de Fraga
  Seria estultícia minha querer, em um simples apontamento, fazer a história do que foi a actividade dos pára-quedistas e dos comandos, na guerra em África. Aqui só pretendo deixar referência à sua utilização genérica na luta contra os diferentes guerrilheiros dos diferentes movimentos de libertação.   Tal como os fuzileiros, os comandos e os pára-quedistas ‒ considerados tropas especiais ‒ estavam dependentes, directamente, do comando-chefe de cada teatro de (...)

A guerra em África: a Armada

10.07.19, Luís Alves de Fraga
  Por desconhecimento, muitas vezes, e por desleixo, noutras, tem-se deixado de lado o contributo da Marinha de Guerra na guerra em África. O realce e a importância das operações têm caído, quase sempre, nas forças terrestres. Todavia, a Armada contribuiu muito para o esforço militar na luta ilegítima travada contra a guerrilha.   Para além da vigilância costeira em Angola e Moçambique, evitando desembarque de armamento ao longo do litoral daqueles territórios, através (...)