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Fio de Prumo

Aqui fala-se de militares, de Pátria, de Serviço Nacional, de abnegação e sacrifício. Fala-se, também, de política, porque o Homem é um ser político por ser social e superior. Fala-se de dignidade, de correcção, de Força, de Beleza e Sabedoria

Fio de Prumo

Aqui fala-se de militares, de Pátria, de Serviço Nacional, de abnegação e sacrifício. Fala-se, também, de política, porque o Homem é um ser político por ser social e superior. Fala-se de dignidade, de correcção, de Força, de Beleza e Sabedoria

Expresso

23.01.20, Luís Alves de Fraga
  Passou há dias o quadragésimo sétimo aniversário da publicação do semanário Expresso. Foi, naquele tempo, um feito de grande relevância. Era o ano anterior ao 25 de Abril e o ano em que marchei para Moçambique no cumprimento da minha última comissão de serviço militar em África.   A Primavera Marcelista já tinha acabado. A censura, não sendo já tão rígida como nos anos de Salazar, havia retomado a fúria dos cortes. O problema magno era a guerra nas colónias; (...)

Secretária da Cultura

21.01.20, Luís Alves de Fraga
  As pessoas são muito estranhas! Não se deve esperar que um actor seja coerente com o papel que desempenha; claro que um ladrão na tela da televisão jamais terá de ser um gatuno na vida real; menos ainda um assassino ou um santo ou… seja o que for. Uma coisa é a ilusão do teatro, do cinema e da televisão e outra, bem diferente, a vida do dia-a-dia. Mas, atrevo-me a dizer, a bem de uma ética e de uma certa sanidade mental do actor e da sociedade, que o primeiro deverá ter (...)

Andava eu por aí…

20.01.20, Luís Alves de Fraga
  Rui Rio ganhou. ‒ Mas ganhou o quê? ‒ Um partido despedaçado, sem uma ideologia dominante, sem um projecto capaz de oposição. Ganhou um partido em desconfiança permanente, um partido que se quer opor aos “chuchialistas”, mas só tem para fazer oposição esta vontade e esta crítica. O PSD, com Passos Coelho e, quase de certeza, com Montenegro seria um partido com ideologia: a do neoliberalismo, a da entrega tudo à vontade do mercado, a do favorece o capital qualquer (...)

Pequenas coisas importantes

15.01.20, Luís Alves de Fraga
  Foi notícia há pouco tempo a publicação de um livro escrito, em co-autoria, pelo Papa Emérito Bento XVI. São sabidas as profundas diferenças de pensamento e de postura entre Ratzinger e Francisco; um, olha a doutrina católica de Roma com rigidez de princípios e outro compreende a necessidade de reforma de algumas tradições, sem, contudo, ferir o essencial daquela religião. Trata-se, afinal de contas, da permanente luta entre o conservadorismo e o evolucionismo, a (...)

A nova década

14.01.20, Luís Alves de Fraga
  Ontem, ao serão, graças ao aviso lançado por um Amigo, passei, já tardiamente, por um canal televisivo onde se discutiam os tempos de agora. Apercebi-me que se falava do Irão, do assassinato do general, de petróleo, de clima e poluição e, também, das esperanças para o futuro. Do que vi e ouvi, escolhi para tema de reflexão de hoje a mudança de paradigma político que se avizinha.   Há cem anos começavam os, depois, designados “loucos anos 20”. Foi um tempo, na (...)

Liberdades e Democracias

13.01.20, Luís Alves de Fraga
  (Este texto é dedicado ao meu Amigo e Camarada de Armas Engenheiro José João Roseira)   Poder-se-á falar de liberdades e de democracias, no plural, ou dever-se-á considerar como correcta a singularidade da Liberdade e da Democracia, propositadamente grafadas com maiúsculas? Eis a questão sobre a qual vou discorrer.   Não pretendo retrogradar no tempo mais do que o suficiente para que se compreenda a tese que defendo: a pluralidade do conceito de liberdade e de (...)

O Ultimato Inglês

12.01.20, Luís Alves de Fraga
  Passou ontem o centésimo trigésimo aniversário do ultimato inglês a Portugal, determinado pela imposição de o Governo de Lisboa fazer sair do território dos Macololos e dos Machonas uma pequena força militar que por lá andava a proceder ao levantamento topográfico para a abertura de uma linha de caminho-de-ferro ida da costa oriental da África até ao interior. A explicação da atitude de Londres não se pode ficar por esta meia dúzia de palavras. Tem de ir mais longe, (...)

Os príncipes obstinados

11.01.20, Luís Alves de Fraga
  Por norma, não sou tipo de perder tempo com questões do âmbito da vida social dos colunáveis da imprensa cor-de-rosa, mas, a recente decisão de um dos netos da rainha Isabel II de Inglaterra, ir “ganhar a vida”, virando as costas à fortuna real britânica, fez-me lembrar uma amigável discussão que tive com um velho camarada de armas cerca de um ano antes do dia 25 de Abril de 1974. Vale a pena recordá-la para que se perceba o que sinto perante o anúncio do príncipe inglês. (...)

Centeno e os 2800 milhões

10.01.20, Luís Alves de Fraga
  Notícia de hoje diz que o ministro das Finanças retém sob a sua tutela dois mil e oitocentos milhões de euros, só disponíveis após a sua autorização. É ele quem manda; é ele quem garante a boa administração dos dinheiros públicos.   Isto faz-me lembrar alguém e acontecimentos distantes. Isto recorda-me Oliveira Salazar e os primeiros anos de governação das Finanças nacionais depois de os militares do 28 de Maio de 1926 ‒ os que estabeleceram a ditadura e acabaram (...)

28 de Maio ‒ A manobra de Salazar

30.12.19, Luís Alves de Fraga
  Entre 1928 e 1930 o ministro das Finanças, para além de conseguir fazer apertar o cinto a todos os Ministérios e, consequentemente, reduzir a despesa do Estado a valores possíveis de serem suportados pela cobrança dos impostos e taxas aduaneiras, soube aperceber-se das forças e tendências políticas em presença e foi capaz de compreender quais as que devia relevar, subvalorizar e anular. Tratava-se de encontrar pontos de equilíbrios para gerar sinergias aparentemente inertes (...)