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Fio de Prumo



Quinta-feira, 08.12.16

Uma Perspectiva Histórica

 

Depois do referido, mas, quanto a mim, pouco meditado, 25 de Abril de 1974 "nasceu", pela mão de alguns antigos deputados da Assembleia Nacional, do Estado Novo, dos denominados "ala liberal", o Partido Popular Democrático (PPD), mais tarde rebaptizado como Partido Social-Democrata (PSD).

 

Será bom reflectir sobre o primeiro nome daquele agrupamento.

Diz o conhecimento empírico comum que, quando se pretende fazer acreditar numa determinada ideia ela deve ser repetida até à exaustão. Assim, para um partido que nasceu como necessidade de encaixar na nova realidade política de 1974 uma elite que vinha do passado fascista, nada melhor se apresentava do que chamar-lhe "Popular". Escondia-se-lhe a marca de origem ou o sinal identificador. Mas, para que não restassem dúvidas quanto à adesão ao novo ideário "imposto" pelo Movimento das Forças Armadas e aceite pelo povo anónimo, acrescentou-se-lhe o retumbante e vulgarizado, então, "Democrático".

 

Foi deste modo que muita gente, em Portugal, receosa da democracia, tão insistentemente condenada por Salazar e os seus apaniguados, por impossível de implantar entre nós, porque sofríamos de "menoridade política congénita", optou por se "resguardar" naquele "bastião" "popular e democrático" fundado por gente que havia servido uma duvidosa, mas desejada, "Primavera" política do fascismo, que travestiu o velho Estado Novo com o uso de uma liberdade altamente condicionada, "concedida" por Marcelo Caetano, sucessor do "homem de Santa Comba Dão". E essa "cultura" política do PSD subsistiu ao longo dos anos e germinou, para dar fruto, no consolado do Primeiro-Ministro Cavaco Silva.

 

É uma cultura que continua ali, como vimos até há pouco mais de um ano, impávida, pétrea, frígida, a resguardar o pensamento conservador da "ala liberal" da fascista Assembleia Nacional do Estado Novo.

 

Creio que se impõe dizer aos Homens jovens qual a origem do PSD que, sendo lobo, se veste com pele de cordeiro, para os arregimentar para as fileiras do grupo político mais tendencialmente próximo de uma solução pró-ditatorial, já que o minoritário CDS/PP é o seu "desdobramento" desavergonhado mais à direita, também disfarçado com a indispensáveis adjectivação "popular" e "democrático".

 

A História serve para contar e explicar e, neste momento, acabei de fazer História e não Política.

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por Luís Alves de Fraga às 19:49



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