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Fio de Prumo



Sábado, 30.07.16

Linguagem de caserna

 

Há muitos, muitos anos, era ainda um menino, saído do seio familiar, convivi, no meu crescimento, com jovens à volta da minha idade, no Instituto dos Pupilos do Exército. Sinto orgulho nesse convívio e no facto de ter andado naquela Escola. Éramos uns pequenos militares a preparar-nos para a vida. Entre nós, a linguagem usada não primava pela "boa educação", mas tínhamos cautelas excessivas quando estavam estranhos presentes. O palavrão deixava de ser empregue para não ferirmos ouvidos sensíveis ou susceptíveis e não darmos de nós uma imagem indecorosa. Sabíamos que estava em causa a Casa que nos educava.

Mais tarde, na Academia Militar, todos estes princípios refinaram e, face a uma realidade por mim vivida, passei a definir a situação da seguinte maneira: importante é um oficial militar saber estar na "salinha", na "saleta", no "salão" e, também, na caserna.

A minha linguagem "caserneira" não fica nada a dever à das vendedeiras da ribeira do Porto. Mas só a uso nos locais apropriados. Há quem me julgue incapaz de pronunciar um qualquer palavrão!

Sou altamente crítico de todos aqueles que, na rua, no emprego ou noutro lado qualquer, mas público, desbundam na linguagem utilizada.

Querem chocar quem? Querem provar o quê? Desejam confundir-se com quem?

Afinal, só e somente, para todos os que, como eu, usam a linguagem certa no lugar certo, dão de si uma imagem deplorável, mesmo que invoquem pergaminhos diversos fundamentados no chá bebido em criança.

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por Luís Alves de Fraga às 08:58



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