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Fio de Prumo



Segunda-feira, 26.12.16

Famílias Grandes

 

Um fenómeno dos nossos tempos é o das famílias grandes.

Percebi no leitor o espanto face a esta afirmação:

— Mas agora que, cada vez mais se reduz o número de filhos, como é que se fala de famílias grandes?

Pois, o problema não está já nas famílias tradicionais, mas nas famílias que resultam da desestruturação da família. Ou seja, das múltiplas famílias que os divórcios fazem surgir, pois, por exemplo, de um casal com dois filhos podem “nascer”, pelo menos, mais dois casais onde, também pelo menos, podem nascer mais dois, três ou quatro filhos, dando origem, então, a famílias de três, quatro, cinco ou seis irmãos, porque filhos de um dos progenitores. Essas são as grandes famílias da actualidade.

 

O grande desafio dos pais não é o de lhes “encaixar” na cabeça a ideia da família tradicional, mas a da “nova” família alargada. A família dos muitos irmãos!

Os filhos têm de perceber que a liberdade dos pais é fundamental para a sua realização como pessoas e que eles, os pais, não se podem nem devem sacrificar em nome de uma família tradicional desfeita. Eles, os pais, têm direito a refazer a vida quantas vezes for necessário, e em cada uma dessas tentativas podem, responsavelmente, trazer ao mundo mais filhos, mais irmãos dos filhos já tidos. Isso, em vez de algo errado, é uma sorte para todos, pois representa a “nova família” horizontal contra a velha família tradicional vertical.

 

É um desafio difícil? Claro que é! Mas, se fosse fácil, nem desafio constituía.

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por Luís Alves de Fraga às 21:24



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