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Fio de Prumo



Quinta-feira, 04.08.16

Eu e os aviões

 

É público que sou coronel reformado da Força Aérea, embora a minha especialidade não me obrigasse a voar como tripulante. Fui sempre passageiro, salvo raras vezes em que camaradas meus e meus amigos me quiseram pôr, por brincadeira, aos comandos de aeronaves ligeiras. Não tenho receio de espécie alguma em usar os aviões como meio de transporte, mas... Vamos ao mas.

 Desde sempre, quando entro num avião, não rara é a vez que acontece algum incidente, usando a terminologia aeronáutica. Não dou sorte aos voos ou tenho pouca sorte com os voos.

Logo no meu baptismo do ar o avião teve de voltar ao solo, porque o trem de aterragem, embora recolhendo, não bloqueava. Depois, desde viajar no Dakota que teve prestes a cair por ter entrado numa zona de alta turbulência entre cúmulos-nimbos de grande dimensão (acompanhava uma velha glória da Aeronáutica Portuguesa, o general Machado de Barros) e ir aterrar, pela primeira vez e em alternância a Luanda e Nova Lisboa, em Henrique de Carvalho com um Boeing 707, já me aconteceu de tudo.

Na terça-feira, foi mais uma para o rol. Pensava ir passar uns dias na Madeira, em casa de um velho Amigo, irmão quase colaço, e eis que, a poucos minutos do aeroporto de Santa Cruz, perto do Funchal, voltamos para trás, porque estava mau tempo - ventos de rajada - sem poder contar, como alternante, com a pista do Porto Santo. Pacientemente, ontem, mais de vinte e quatro horas depois, com voo marcado para as vinte e uma horas e quinze minutos lá vou para o aeroporto, agora chamado Humberto Delgado, esperar, esperar, esperar, até às vinte e três horas e quarenta. O Funchal estava fechado... aos voos da TAP (segundo informação de Santa Cruz, voos de companhias estrangeiras aterravam lá).

 Pronto, não tinha de ser e, como com questões de sorte, não gosto de "jogar", desisti das férias na Madeira, para grande tristeza minha e do meu Querido Amigo.

No meio disto tudo, resta-me saber se a causa determinante da situação:

  1. a) Foi a minha proverbial má "sorte" com aviões;
  2. b) Foi a incapacidade dos pilotos da TAP em aterrar em Santa Cruz, com rajadas fortes de vento;
  3. c) Foi o excesso de cuidado e zelo da TAP em não arriscar nada;
  4. d) Foi um "joguinho" politiqueiro da TAP com as autoridades da Região Autónoma por causa de questiúnculas às quais todos somos alheios, mas fomos vítimas.

 Adeus Madeira com banhos de mar a vinte e três graus de temperatura... pois, porque nesta idade e com este estatuto, já não entro nas salsas ôndulas que não estejam quentinhas e apropriadas à minha nívea pele de continental de secretária e gabinete!

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por Luís Alves de Fraga às 09:10


1 comentário

De Jorge Figueira a 05.08.2016 às 09:20

Olhe que o mar também não estava em condições de lhe proporcionar umas simpáticas "banhocas".
Estava, penso que ainda está, aquilo que chamamos "de levadia"

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