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Fio de Prumo



Domingo, 17.07.16

Da Turquia à democracia

 

O golpe militar na Turquia veio abrir as comportas da vingança e da autocracia e os Governos dos Estados democráticos, que tão apressadamente o declararam antidemocrático, não correm agora a declarar que a repressão pode ser uma manifestação antidemocrática, pois o presidente turco já pede o restabelecimento da pena de morte onde ela não existia e permite uma purga política correspondente à anulação da oposição.

Não sou adepto da “democracia na ponta das baionetas”, mas vejamos…

 

No mundo actual, os Estados ditos democráticos sê-lo-ão de verdade? Se cada vez mais vimos uma conspurcada e ignominiosa mistura entre os políticos, a política a banca e os banqueiros será que podemos acreditar na democracia e nesses valores que nos impingem como tal?

Olhemos a União Europeia. O Governo da e na União é democrático ou, efectivamente, autocrático encapotado pela “história” do voto e da democracia representativa? Se se acusava o comité central do PCUS de agir autocraticamente como é que age agora a Comissão na União Europeia? E a democracia nos EUA? É o que dizem ou é uma fantochada escondida sob a capa dos grupos de pressão a exercerem a sua força sobre senadores e Presidente da República?

As democracias que nos rodeiam são ou não são uma grande encenação teatral para nos convencerem de que o nosso voto vale alguma coisa?

 A Turquia é, para além de toda a instabilidade que vai gerar às portas do continente europeu, uma lição a ter em conta quanto ao valor dos eleitos com voto popular e das democracias obscurantistas e alienantes que, no nosso tempo, nos querem fazer aceitar como verdadeiras e puras.

Fiquemos atentos

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por Luís Alves de Fraga às 11:23



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