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Fio de Prumo



Domingo, 29.01.17

A Máquina

 

Donald Trump representa o lado mais obscuro do Povo americano (será que, no plano sociológico, há um Povo americano, quando falamos de um Estado com tão poucos anos de existência e "recriado" na base de um extraordinário genocídio dos índios autóctones, sendo, por conseguinte, "feito" por imigrantes?) mais primário e boçal, mais egocentrista e mais afeito aos valores de uma "liberdade" de oportunidades só existente para os que são capazes de "vencer".

 

Pouco se destaca, na comunicação social, a ascendência estrangeira de Donald Trump, pois, ao contrário do que afirma, o avô e a avó eram originariamente alemães. Do avô, segundo parece, herdou a característica de fanfarrão, normal em todos os naturais do vilarejo germânico onde nasceu. Do pai, herdou a tendência para a mentira, pois foi ele quem inventou a origem sueca da família, negando a germânica.

 

Da fanfarronice, saiu-lhe, como um raio no meio de uma trovoada, o cumprimento das promessas eleitorais e vá de atacar os imigrantes islâmicos. Mas, felizmente, a máquina estatal, nos EUA, ainda funciona na base da separação dos três poderes e uma juíza teve a coragem de cercear uma das tentativas do fanfarrão. Vamos ver como se comporta o resto da máquina quer formalmente quer informalmente.

Esperemos.

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por Luís Alves de Fraga às 23:52



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