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Fio de Prumo



Segunda-feira, 18.09.17

A Espanha

 

O país vizinho está tão próximo de nós, que não esconde a tentação histórica de nos absorver, como já aconteceu no século XVI (1580). Hoje, essa tentação aparece diluída na existência da União Europeia, mas existe. Para percebê-la basta olhar para o que está a acontecer em relação à Catalunha.

 

Desde sempre, mas em especial desde 1640, os Catalães desejaram a independência em relação a Castela e Madrid, mas o poder central esmagou, de formas diferentes, essa vontade separatista. Agora está ao rubro a tensão entre o Governo da região autónoma catalã e o Governo central de Espanha.

A separação justifica-se de muitas e variadas formas, mas, acima de todas, pelo facto de a Catalunha ter definida uma cultura absolutamente distinta da de Castela, cuja ambição centralista lhe vem da pobreza de meio económicos.

 

O que me preocupa mais, no momento que passa, é saber se os políticos portugueses têm consciência exacta da atitude estratégica a adoptar dentro da Península e fora dela, na União, pois, à maior resistência de Madrid em dar liberdade à Catalunha, corresponde — terá de corresponder — um maior desejo de domínio hegemónico sobre Portugal. É o jogo internacional das compensações. E, nisto, os militares de Portugal não podem deixar de ter uma palavra a dizer.

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por Luís Alves de Fraga às 14:16


1 comentário

De alvaro silva a 19.09.2017 às 21:50

Desde há muitos anos que a vocação dos militares portugueses é lidar com pretos e mulatos em África. O resto são "fait-divers". Nunca ninguém fala das centenas ou milhares de militares, desde sargentos/as até coroneis/elas que andam por esse ínvios matos africanos a treinar exércitos e milícias de duvidosa legalidade. Desde o Burkina Faso até São Tomé lá estão eles com prés gordos e ar condicionados, que lhes amolecem a fibra guerreira mas potenciam a economia doméstica. Querem lá eles saber da Catalunha ou da Galiza ou do Ejército de Tierra de nuestros hermanos. Então não entraram por aí dentro com o pretexto de apagar incêndios (e até tiveram muita mais utilidade que os apaisanados militares das nossas decrépitas Forças Armadas)

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