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Fio de Prumo



Sábado, 19.11.05

Neste momento, o silêncio

1sar- Roma Pereira.jpg


Morreu em operações, no Afeganistão, um primeiro sargento comando português — Roma Pereira — e um cabo, também, comando, ficou gravemente ferido.


Foi no cumprimento do dever que tudo aconteceu. Um dever determinado pelo Estado através das competentes hierarquias civis e militares. Um dever que deve estar de acordo com os interesses nacionais. É, por conseguinte, um dever nacional.


Não é o momento para aqui discutir seja o que for. Agora, resta-nos guardar silêncio, porque um dos nossos morreu no cumprimento do dever e outro sofre.


No altar da Pátria repousa mais um sacrificado por Portugal.


Na minha vida de quarenta e quatro anos de Soldado já vi e já tive conhecimento de muitos camaradas que, cumprindo a palavra que havia dado no dia do Juramento de Bandeira, deixaram o nosso convívio para sempre, entrando no amplo átrio onde há séculos se alinham, sem números nem postos, todos quanto o fizeram para que seguisse intocável o destino de Portugal e de toda a sua gente.

É altura de nós, os vivos, nos erguermos, assumirmos a postura correcta de sentido e deixarmos que ecoe nas nossas mentes o toque de silêncio, seguido do da alvorada, porque é assim que nós honramos todos quantos foram leais para com esta Pátria velha e desgraçada, mas que é a nossa.

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por Luís Alves de Fraga às 09:50


7 comentários

De Anónimo a 21.11.2005 às 11:46

Acabei de descobrir mais uma gralha. Desta vez, no meu primeiro comentário. Onde está "pàtria", deve ler-se "Pátria". Dois erros ortográficos na mesma palavras é de palmatória.deprofundis
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(mailto:fcmvouga@sapo.pt)

De Anónimo a 20.11.2005 às 15:17

Peço desculpa se induzi em erro. Quando me referi aos helicópteros, estava a pensar na evacuação sanitária, a que as forças de quadrícula, vulgo carne para canhão, só tinha acesso em teoria se precisasse de um heli. Quem fosse ferido no mato tinha que chegar vivo a uma pista de aterragem onde "coubesse" um Dornier ou Auster. Quanto à transladação de mortos para Portugal (estávamos em 1966) ainda não se pensava nisso...deprofundis
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(mailto:fcmvouga@sapo.pt)

De Anónimo a 20.11.2005 às 14:18

Caro Costa Monteiro, esses Soldados cujas campas se encontram perdidas algures nos matos de Angola, Guiné e Moçambique, são a vergonha de um regime que nos mandou fazer uma guerra deixando-a arrastar poucos anos após o seu início. Contudo, são Marcos Desconhecidos do Valor, da Lealdade e do Mérito de Soldados quase anónimos mortos na crença de que cumpriam um Dever Maior. Se os helicópteros os não recolheram, certamente não foi por falta de vontade das tripulações, mas por ordens incompreensíveis para aqueles que as tinham de cumprir. Repousem em Paz, porque estarão vivos enquanto deles houver memória num só homem, num só Português, que pela África tenha andado.Luís Alves de Fraga
</a>
(mailto:luismfraga41@hotmail.com)

De Anónimo a 20.11.2005 às 12:58

Deixei passar alguns dias sobre os acontecimentos que deram origem a esta oportuna nota de Luís Fraga. Foi o meu prolongado minuto de silêncio. Aproveito no entanto o ensejo para lembrar os meus companheiros que em Moçambique perderam as suas vidas. No tempo em que os helicópteros eram reservados aos paraquedistas e outras tropas de elite. Os seus corpos repousam ainda em Mueda, no meio do capim do local que foi cemitério. A notícia das suas mortes veio nos jornais numa pequena coluna, para que ninguém notasse... Não posso deixar de salientar, especialmente aos saudosistas do passado, quanto se progrediu na forma de tratar os que tombaram pela pàtria. deprofundis
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De Anónimo a 19.11.2005 às 14:05

Amen.Camoesas
</a>
(mailto:camoesas@yahoo.com)

De Anónimo a 19.11.2005 às 13:49

MAMA.....SUME,
Morreu cumprindo a mais nobre das missões que se podem dar a um homem para levar a cabo; A de HONRAR a PÀTRIA, as Forças armadas e a BOINA que tanto lhe custou a ganhar.
Merece a corja de políticos estar presente na homenagem ao meu amigo, camarada de armas e classe, João Pereira? Não, e terça-feira lá estarei no AT1 para lhes fazer sentir que estão a mais, olhando-os com desprezo.
Exorto todos os militares na Reserva e Reforma, trajando civilmente mas fazendo uso de boinas, bonés ou bivaques, a estarem presentes.Manel do Montado
(http://maneldomontado.blogspot.com/)
(mailto:bambinofr@gmail.com)

De Adriano Rocha a 19.07.2007 às 12:43

Uma pequena nota

O cabo é o Cabo-Adjunto Mourão.

Adriano Rocha

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