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Fio de Prumo



Sábado, 06.02.10

As Forças Armadas e a Ética

 

 
Li ontem, atentamente, várias páginas do semanário Sol sobre as escutas telefónicas que envolvem figuras conhecidas dos meios políticos e de empresas que movimentam grandes somas de capitais. Cheguei ao final com uma verdadeira sensação de nojo. O nojo que se tem perante algo repugnante, porque, de facto, são repugnantes todas as jogadas que se fizeram para conseguir calar opiniões que pouco abonavam a favor do Governo.
 
Os velhos e eternos valores da verdade, da dignidade, da frontalidade, do serviço público, do sacrifício pessoal, do desinteresse, da coragem não fazem parte das mentes dos intervenientes daquele jogo sujo que o semanário em questão deixa exposto para todos lerem. Tudo neles é mesquinho, reles e insignificante. Fica posta a nu a incompetência e a imoralidade dessa gente. E trata-se de gente que já passou por cadeiras da grande sala do Poder. É gente que quis governar este país numa maior ou menor quota-parte, usando o seu quinhão de influência para, afinal, se governarem. A sua ideia de serviço não corresponde àquela que aos militares é incutida, é ensinada e é treinada no dia-a-dia da vida da unidade. E note o leitor o sentido ético que se atribui ao aquartelamento onde os militares vivem e se aprontam para o cumprimento das suas obrigações: unidade! Unidade, porque é isso que ali se inculca nos homens e mulheres: união que vai para além de todos os interesses pessoais, que vai para além dos egoísmos, união que se plasma no uniforme — outro indício que gera e explica a unidade, pois obriga a uma única forma, a uma única maneira de aparecer perante a sociedade civil.
Note o leitor o contraste entre o comportamento dos militares e o dos civis que se querem arvorar em gestores da sociedade nacional, que desejam ser uma classe política. Os primeiros optam por livremente seguir uma carreira de riscos, mal remunerada — porque, como dizia Mouzinho de Albuquerque, não há remuneração que pague a disposição para o sacrifício da própria vida — socialmente bastante incompreendida em tempo de paz, com uma progressão difícil e sujeita a avaliações constantes e, acima de tudo, exigente em treinos que garantam a eficiência máxima se e quando for necessário; os segundos, jogando com compadrios vários, à revelia de competência efectiva, sem terem de dar maiores provas do que as que passam pela obediência às vontades e jogos de uma clique partidária, propõem-se governar a Nação, ou seja, governar o que é o património material, moral, histórico e cultural de todos nós. Qual é a escola que estes frequentam? Quais os princípios éticos que devem cumprir? Perante que código deontológico respondem quando falham?
 
Caros leitores, a distância que separa os militares da canalhada política é imensa, abismal, infindável. Por isso, e cada vez mais, se deve, dentro dos quartéis, cultivar os parâmetros do comportamento castrense, ensinando-os tanto às praças como aos oficiais, exigindo de todos um rigoroso cumprimento das normas deontológicas que pautam a actividade dos militares, porque — e é importante que isto não seja esquecido — as Forças Armadas são o reservatório moral da Nação, pois, quando tudo estiver em ruína na sociedade civil, terá de restar intacto o valor ético das Forças Armadas e delas renascerá, sempre mais forte e mais digno, o vigor desta Pátria velha de séculos, desta Pátria que se não encolhe envergonhada perante o juízo da História que tem condenado e vai condenar os políticos que não souberam preservar e transmitir um património que as Forças Armadas lhes entregaram há mais de trinta anos para gerirem, servindo todos e, em especial, os mais desfavorecidos. Neste momento, as Forças Armadas têm de estar moralmente sãs e preparadas, e isso é incumbência indeclinável dos Chefes militares.

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por Luís Alves de Fraga às 20:36


22 comentários

De Sérgio Miguel a 06.02.2010 às 22:49

Estava quase tudo a correr bem...
Ao chegar ao fim do 'post', e na minha sincera opinião, estragou tudo!
Se as Forças Armadas estiverem há espera do seus Chefes Militares "Políticos", acho que nem necessito de explicar o "Políticos", então podemos todos esperar que moral sã e preparação são coisas que não por lá não existem em quantidade suficiente.

De António Trancoso a 07.02.2010 às 03:49

Meu Caro Alves de Fraga

Este episódio, da lamentável novela em que o estado do país se revela, pode, e deve, ser abordado sob dois aspectos:o jurídico e o Político.
Admitindo a inexistência de interdependência entre ambos (?...), sem surpresa, mas com muita apreensão, concedo o benefício da dúvida, às mais altas instâncias da jurisprudência, relativamente à bondade das decisões tomadas no sentido de invalidar e mandar destruir os conteúdos apurados nas escutas.
Como se sabe, os meandros da lei, em muitos casos, permite tudo e o seu contrário, prevalecendo, caso a caso, a maior ou menor importância dos implicados.
Porém, se do ponto de vista jurídico, "nada se pode fazer", competiria à Justiça (tendo presente o Interesse Nacional) publicar a matéria em causa,e, inequivocamente, fundamentar a sua rigorosa, e transparente, apreciação.
É que, já no domínio político, em situações desta enorme importância, o pior que pode acontecer é pairar a suspeição, por muita credibilidade que, formal e, até, pessoalmente, os mais altos dignitários dos cargos possam usufruir.
É bom que não se esqueça que, acima destes, está a Nação, Supremo Juiz dos actos daqueles a quem confiou a governação do seu destino.
Assim, concluído o processo, o Segredo invocado, em vez de ser de Justiça, constitui uma grave injúria àquele Supremo Juiz.
E, mais ainda:
O facto de, por invíos atalhos, ser tomado conhecimento, do que se não quis revelar, menoriza, e descredibiliza, a própria Instituição Juridicional.
Por arrastamento, é o Estado de Direito Democrático que empobrece e definha..
Meu Caríssimo Amigo:
Se me concederes oportunidade, voltarei a esta tua reflexão para, no que se refere aos Valores Militares versus políticos,colocar algumas eventuais apreensões.
Um abraço.
.

De Anónimo a 07.02.2010 às 12:04

Corrigenda:
Onde se lê Juridicional deverá ler-se Jurisdicional.
Pelo erro, apresento as minhas desculpas.

De Zéfoz a 07.02.2010 às 10:31

Sr. Coronel Alves de Fraga
O texto revela bem o estado de espírito a que se chegou. Andamos todos com os nervos à flor da pele à espera que isto não resvale para os limites da podridão ; mas também me parece que, pelo lado do tal "dever indeclinável" , não vamos lá.

De António Trancoso a 08.02.2010 às 21:13

Meu Caro Amigo

Salvo raras e honrosas excepções, concordo com o perfil que traças à "classe" política deste nosso País.
Em lugar de Servidores, são "profissionais" que iniciam uma "carreira" nas Jotinhas partidárias.
De facto, a sua experiência de vida limita-se à redoma, ou ao tubo de ensaio, em que foram gerados.
Prometendo o Paraíso... constroem um Inferno para a imensa maioria arredada do banquete orçamental.
Na verdade, esta obscena postura, nada tem a ver com o Padrão de Valores Castrense.
Padrão esse que, norteando todos os que, imbuídos do Espírito de Missão,lhes garante a suprema honra de serem considerados Reserva Moral da Nação.
No entanto,é bom que não se esqueça que nada é absoluto; tudo é relativo. Basta lembrarmo-nos dos jovens Militares que conceberam e concretizaram Abril, e, em contraponto (alguns dias antes) a abjecta e servil Brigada do Reumático.
Embora num contexto diferente (Ditadura versus Democracia) dá a sensação, no entanto, que aqueles Valores se vão esbatendo à medida que se caminha das estrelas de Cadete para as de General...
Deste modo, acompanho as reservas que, aqui, já outros comentadores manifestaram, relativamente ao que se possa "esperar" das cúpulas hierárquicas.
E, tu, meu Bom Amigo, melhor que ninguém, saberás da responsabilidade histórica, dos generais, na tenebrosa catástrofe que foi a Guerra Civil de Espanha.
Então, que fazer?!
Talvez, como com a tua voz avisada, muitas outras promovam a reflexão do povo português para eleger quem o mereça e marginalize os corrupto- aldrabões que o desgraçam.
Um abraço.



De Lili da Costa a 09.02.2010 às 16:16

No entanto,é bom que não se esqueça que nada é absoluto; tudo é relativo. Embora num contexto diferente (Ditadura versus Democracia) dá a sensação, no entanto, que aqueles Valores se vão esbatendo à medida que se caminha das estrelas de Cadete para as de General...

É bonito, mas não é verdade.

Basta lembrarmo-nos dos jovens Militares que conceberam e concretizaram Abril, e, em contraponto (alguns dias antes) a abjecta e servil Brigada do Reumático.

Mas quais jovens militares ?
Nenhum deles era jovem.
Brigada do Reumático?
Reumáticos e Comatosos eram os todos.

Vem agora contar-nos a da carochinha mais os 7 anões.
Trancoso, você é mesmo giro.
Amigalhaço, diga-nos o que foi o seu activo nas Foeças Armadas.

De António Trancoso a 10.02.2010 às 22:20

"Senhora Dona" Lili da Costa

Trato-a com a devida cerimónia, apesar do seu "amigalhaço", que suponho não provir de uma Lili que, há muitos anos, era muito "amigalhaça" da malta estudantil.
Reforço esta minha suposição na medida em que, a tal Lili, era, "apesar de tudo", uma mulher inteligente.
Faço-lhe, no entanto, a justiça de admitir que escreveu tão apressadamente quanto o deve ter feito a ler o comentário que mereceu a esta sua "postura".
Se assim não foi, então, nada mais resta que dar razão ao aforismo que afirma "ser a ignorância muito atrevida".
Sabe, "senhora dona" Lili, que há argumentos que, pela sua inconsistência, se viram contra quem os produz?
Se não sabia, talvez não fosse má ideia fazer um pequenino esforço por aprender. Tanto mais, que, como "cidadã", também tem a responsabilidade decorrente do Direito e do Dever Cívico de votar.
Porque a "senhora" também vota,... ou não?
Sem mais, creia que lhe desejo a maior felicidade na sua vidinha.

De Vilar de Maçada a 11.02.2010 às 12:53

Pelo que se depreende que o Trancoso não teve nenhum activo nas Forças Armadas como foi pedido pela Lili.

De António Trancoso a 11.02.2010 às 20:05

Ora aqui está mais uma brilhante e inteligente conclusão, a emparceirar com as da "senhora dona" Lili!
Na verdade é uma grande "maçada" não andar a "toque de caixa" dos "pedidos" de gente tão respeitável ...
Que quer; ninguém é perfeito...

De Lili da Costa a 13.02.2010 às 13:51

O Trancoso limita-se ao trapézio do palavreado e não responde ao que lhe perguntam.
Acrescentou palavras como "a toque de caixa", o que nos faz lembrar qualquer coisa.
Lili da Costa

De Vilar de Maçada a 15.02.2010 às 01:17

Entendido...o Trancoso é um malabarista!

De Vilhão Burro a 09.02.2010 às 00:59

Senhor Professor Doutor
Eu cá acho que o Sr. Procurador Geral da República e o Sr. Presidente do Supremo Tribunal, têm muito que explicar.
E explicar, muito explicadinho, cá para para o Zé Povinho entender.
É que assim até parece que estão todos feitos uns com os outros!
Muitos parabéns pelo seu escrito.

De Camoesas a 09.02.2010 às 17:38

Caríssimo Senhor Alves de Fraga,

Do seu texto:
" o contraste entre o comportamento dos militares e o dos civis que se querem arvorar em gestores da sociedade nacional, que desejam ser uma classe política.(...)a distância que separa os militares da canalhada política é imensa, abismal, infindável.(...)Neste momento, as Forças Armadas têm de estar moralmente sãs e preparadas, e isso é incumbência indeclinável dos Chefes militares."

Concordo em absoluto, no entanto (como outros já referiram) os Chefes militares ou declinam da sua incumbências perante os seus homens ou são exonerados pelos civis que, de facto (queiramos ou não), gerem a sociedade nacional e os nomeiam.

LDNFA
Artigo 43.°
Competência do Primeiro-Ministro
1 - O Primeiro-Ministro é politicamente responsável pela direcção da política de defesa
nacional, competindo- lhe, nomeadamente:
(...)
d) Propor ao Conselho de Ministros, conjuntamente com o Ministro da Defesa Nacional, a nomeação e a exoneração do Chefe do Estado Maior General das
Forças Armadas e dos Chefes de Estado-Maior dos ramos;

http://ruadosbragas223.home.sapo.pt/DIREITO/Lei_29-82_Defesa_Nacional_e_Forcas_Armadas.pdf

Não me lembro de um único que tenha ficado no cargo, após confronto directo com a "canalhada política", em prole dos seus homens.

São opções de vida...

Os melhores e mais respeitosos cumprimentos,
Camoesas

De Fernando Vouga a 15.02.2010 às 18:08

Caro Alves de Fraga

Acompanho-o na náusea que sente ao verificar o quilate daqueles que nos (des)governam. São do piorio. E os que, aproveitando o vazio político que se espera, se estão a chegar à frente para, quais necrófagos, se banquetearem dos restos, não são muito melhores.

De qualquer forma, partilho do desencanto que alguns comentadores (com excepção dos oriundos do Zimbabué) manifestam quanto à promiscuidade política dos que ocupam os lugares cimeiros nas F.A.. Não encontram modos de bater com a porta.

Um abraço

De Orvalhadas a 16.02.2010 às 01:49

Sinceramente, não sei há quantos anos o Sr. Coronel Alves de Fraga está na Reserva/Reforma, mas as FA de hoje nada têm a ver com as do seu tempo. Já há muito que deixaram de ser a "última reserva moral da Nação".
Todas as virtudes que mencionou estão em franco declínio nas FAP de hoje; de qualquer maneira, toda essa pretensa superioridade moral dos militares mete nojo, gente boa há em todo o lado, não só no meio militar.
Quando por lá andei, há cerca de 39 anos, encontrei de tudo. Valores? Os que a tropa "ensinava" já eu os trazia de casa, obrigado. Tal como o meu filho quando para lá se encaminhou e onde actualmente se encontra.


Bem haja e parabéns pelo blog; dá gosto ler um blog onde ainda há alguma reflexão sobre o nosso presente estado de coisas.

De Fernando Vouga a 16.02.2010 às 22:43

Caros amigos

Sobre o assunto, penso que vale a pena visitar o blogue "Alma Lusíada" (http://alma_lusiada.blogspot.com/)

De joao mendes a 18.02.2010 às 20:36

Quando refere:
"a distância que separa os militares da canalhada política é imensa, abismal, infindável" está a cometer um erro tremendo.
Lê-se no "Sol online, 18 de Fevereiro de 2010:
Reconstituição de carreiras
Ex-militares «estão a roubar o Estado»
Por Helena Pereira

As promoções não param. Esta quinta-feira foram publicadas em Diário da República as promoções de mais 17 antigos militares que se dizem prejudicados pela sua participação no 25 de Abril. O coronel Morais e Silva, um dos capitães de Abril, diz que é «uma vergonha» e «um escândalo».
O número já anda perto dos 400. Esta quinta-feira foram publicadas em Diário da República as promoções de mais 17 ex-militares que se dizem prejudicados pela sua participação na revolução do 25 de Abril.

O coronel Morais e Silva, que classifica de «garimpeiros» a maior parte dos militares que usaram uma lei de 1999, diz ao SOL que este processo é «uma vergonha» e «um escândalo».

«Estão a roubar o Estado. Isto é um roubo» , afirma este capitão de Abril, explicando que na lista que hoje foi publicada existem casos de antigos militares que saíram das Forças Armadas porque quiseram e que agora vieram reclamar ter sido obrigados a isso.
Mais: acusa a comissão da reconstituição de carreiras, presidida pelo almirante Martins Guerreiro, de estar a «desencalhar» processos que o anterior presidente se recusou a aprovar.

A promoção dos ex-militares é feita ao abrigo de uma lei de 1999, cuja aplicação não tem fim à vista.

«A podridão é total» , desabafa o coronel, não escondendo a sua indignação.

De Fernando Vouga a 19.02.2010 às 23:32

Caro senhor João Mendes

Há que distinguir as instituições das pesssoas. A instituição militar rege-se por princípios rigorosos, confome refere o autor deste blogue. É claro que há, como em todo o lado, militares que mentem ou que optam por comportamentos desviantes, digamos assim. Porém, na instituição militar, isso é feio, e o prevaricador perde o respeito dos seus camaradas, superiores e subordinados. O que não acontece na política, onde a mentira (eufemisticamente designada por "politicamente correcto") é enaltecida.
Quanto aos tais militares que, pelos vistos, estão a aproveitar-se dos "furos" do sistema, não se pode generalizar. A maioria não pertence a esse grupo, penso eu. De qualquer forma, não foram eles que fizeram as leis que lhes permitem as tais promoções, enquanto que os políricos têm a faca e o queijo na mão para beneficiarem das leis que fazem. No mínimo, têm sido muitissimo relutantes em produzir leis que os prejudiquem...

De João Mendes a 20.02.2010 às 16:37

"Quanto aos tais militares que, pelos vistos, estão a aproveitar-se dos "furos" do sistema, não se pode generalizar. "
"De qualquer forma, não foram eles que fizeram as leis que lhes permitem as tais promoções, enquanto que os políricos têm a faca e o queijo na mão para beneficiarem das leis que fazem."

O que é legal pode não ser legítimo.
O que é legítimo pode não ser ético.
Aproveitar uma lei iníqua para vigarizar o Estado é aceitável só porque não se é autor da mesma?!
Caramba! É por haver militares tão "benevolentes" quanto mostra ser que o regabofe está instalado desde o verão quente de 1975.
Caro senhor não basta apregoar princípios sentado no sofá. É preciso lutar por eles sempre e onde for necessário.

De Fernando Vouga a 20.02.2010 às 23:16

Caro senhor

Quem é que lhe disse que eu acho aceitável tal procedimento?

De João Mendes a 21.02.2010 às 17:30

"De qualquer forma, não foram eles que fizeram as leis que lhes permitem as tais promoções, "

Desculpará mas quem isto afirma diz-me, preto no branco, que os ditos cujos são os menos culpados porque é legal...

Teremos que ficar cada um na sua. Eu considero-os vigaristas porque usam a lei em seu benefício, aldrabando o Estado.
Que razões apresentaram Otelo (condenado a 17 anos de cadeia), Tomé, Cuco e Campos Andrade responsáveis por desmandos de todo o tipo (incluindo 3 mortes no 25 de Novembro), Dinis de Almeida fautor de desordem durante 1975, etc , etc ., para merecerem ser guindados ao posto de coronel 20 anos depois de terem passado à reserva a seu pedido ou compulsivamente?
Há qualquer justificação para esta bandalheira? Há neste caso lugar para falar em Ética?
Não há república das bananas sem as ditas cujas. Eu, não sou.

Cumprimentos.

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