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Fio de Prumo



Segunda-feira, 01.02.10

Pede inquérito e não só...

 

 
Recebi por mensagem electrónica o texto que em seguida transcrevo, da autoria do Coronel Piloto-Aviador José Morais da Silva.
O texto fala por si mesmo e diz o que é necessário dizer, resta que, quem de direito, sempre tão lesto em ler o «Fio de Prumo», seja também, desta vez, suficientemente célere para mandar inquirir e mandar proceder em conformidade com a gravidade dos factos. Gravidade que não se remedeia facilmente nem pode ser passada em branco assobiando para o lado.
 
Segue-se o texto justamente indignado de Morais da Silva:
«Estive hoje presente ao Funeral do Coronel Piloto-Aviador Carvalho Pires e notei que não houve nenhuma cerimónia de Honras Militares!
Estranhei e perguntei aos Oficiais presentes se teria havido alguma alteração às normas vigentes sobre Honras Militares desde que eu passei à situação de Reforma.
Perguntei também se não continuava a ser costume o CEMFA estar presente ou fazer-se representar.
Todos me confirmaram que não tinham conhecimento de qualquer alteração.
Algum Serviço do EMFA estaria ao corrente do funeral pois observei que uma funcionária da Agência Funerária cobriu a urna com a Bandeira Nacional e, concluída a cerimónia, a entregou aos familiares do falecido.
Soube também que os familiares tinham sido informados por alguém do EMFA que haveria honras Militares!
Nada disto aconteceu, os familiares ficaram muito magoados com a falta de consideração por parte da FAP e os Militares presentes ficaram bastante irritados com esta situação caricata e vergonhosa!
 
É tarde para corrigir este erro tão grave, mas sugere-se que o Chefe do Estado-Maior da Força Aérea abra um inquérito ao sucedido e, enquanto aguarda as investigações, escreva uma carta com pedido de desculpas aos familiares.
 
Para quem não saiba ou já não se lembra, o Coronel Piloto-Aviador Carvalho Pires foi um Oficial que muito honrou a Força Aérea pelo seu heroísmo nas suas comissões no Ultramar, pela sua honestidade e foi um exemplo para todos!
 
José A. Morais da Silva
Cor. Pil. Av. na Reforma»
 

À família enlutada, e por não ter tido conhecimento há mais tempo, apresento as minhas mais sentidas condolências.

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por Luís Alves de Fraga às 13:01


7 comentários

De Zé Besunta a 01.02.2010 às 16:19

Há tempos foi para a reforma compulsiva um major piloto aviador porque mentiu e por ter dado cabo da asa de um avião dos Asas de Portugal. O avião foi reparado. Gostava de saber qual vai ser a porrada que o CEMFA aplica ao responsável por um acto que não tem reparação por mais voltas que dêem à tola, pois um funeral da mesma pessoa não se repete.
A incompetência é contagiosa e começa sempre por cima e acaba sempre em baixo.

De Fernando Vouga a 01.02.2010 às 21:31

Caro Alves de Fraga

Já dei indicações à minha família para que, quando "chegar a minha vez", do facto não seja dado conta às Forças Armadas. Prefiro ser ignorado a ser mal tratado.

De joao a 19.06.2010 às 22:18

Tem toda a razao no que diz Sr. Coronel Fraga.
Quando as chefias da Força Aérea so pensam em favores e retribuiçao ...dos mesmos....é assim que a instituiçao esta a viver neste momento.
Continue Sr Coronel ....

De Luís Alves de Fraga a 03.02.2010 às 21:03

Recebido por e-mail o seguinte comentário do CMG Ramiro Soares Rodrigues:

«Amigo, Camarada e ex-Condiscípulo Fraga


A situação reportada pelo camarada da FA é a todos os títulos lamentável. Está em consonância com a progressiva e implacável perda de valores. Situação consequente dos exemplos negativos dados por quem devia ser exemplo e modelo de cidadania. E assim, vai o nosso País.
Com a devida vénia, apresento à família as minhas condolências.»

De Anónimo a 06.02.2010 às 18:23

Para um recente funeral em Santo Tirso, movimentou-se C-130, várias viaturas e contou com a presença de muitos altos digantários da FA. será o efeito da comunicação social?

De andrade da silva a 06.02.2010 às 01:18

À familia enlutada e magoada o meu abraço solidário e paritlha na grande dor pela perda e pela muito grave e intolerável ofensa. Com mágoa e dor.

andrade da silva

De Joao Luis a 03.06.2010 às 09:39

De:

João Luis

Exmº Senhores:

Venho por este meio dar-lhes a conhecer alguns aspectos que possivelmente os Srs. não têm conhecimento, como a contratação escandalosa para a Força Aérea de funcionários civis em regime de exclusividade.
A Força Aérea tem poder administrativo e logístico que foi confiada aos Generais CLAFA E CPESFA (poder esse mal justificados em enumeras circunstancias).

Poder esse, que serve para contratar civis em regime de Exclusividade para a instituição. Exclusividade que é paga com dinheiro público numa fase delicada das nossas finanças públicas, e numa altura que se fala tanto de corte de despesa pública.

Vou passar a descriminar:
Foram contratados funcionários civis em regime de exclusividade e retiraram essa mesma carga horária a civis que trabalham na instituição alguns há mais de 20 anos???

Que critérios são usados nestas contratações???
Será por serem familiares de militares que desempenham funções de Comando/Direcção? Só pode ser por essa coincidência….

Não estão a ser usados os mesmos critérios, na medida em que reduziram os horários de exclusividade alegando dificuldades financeiras.

Critérios esses, que põe em desigualdade não só quem já trabalha na Força Aérea bem como outros que estão em situação de prestação de serviço a recibo verde, bem como em situações de avença.
No entanto estão agora a tapar o sol com a peneira, com a abertura de concursos…

Na altura da contratação, houve parecer favorável á contratação, mas NÃO em regime de exclusividade, no entanto, outras vozes se levantaram e funcionou a “lei da cunha”, o que levou á contratação para o quadro de pessoal civil da Força Aérea, a pretexto do interesse institucional.


Penso que por serem pertinentes estas situações de falta de transparência, dentro da Força Aérea, vos dou a conhecer para que de futuro não se repitam.


Atentamente, e certo que vão tomar as medidas adequadas e necessárias para divulgar estas situações, que põe em causa o despesismo realizado pelas instituições com o dinheiro publico.












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