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Fio de Prumo



Domingo, 27.12.09

A Verdade Histórica

 

 
Correm já na Internet duas cartas abertas, uma, da autoria do Coronel reformado Manuel Bernardo e dirigida ao Prof. Doutor Marcelo Rebelo de Sousa e, outra, assinada pelo Coronel Sousa e Castro em resposta ao primeiro.
Manuel Bernardo é um oficial com quem me cruzei uma ou duas vezes na vida e que, por conseguinte, mal conheço – fiquei a saber que, no 25 de Abril de 1974, foi saneado embora desconheça como foi reintegrado antes do 25 de Novembro de 1975 (uma vez que afirma ter sido frequentador assíduo do gabinete de Jaime Neves, no Regimento de Comandos). Ao que sei, tem publicados, pelo menos, dois livros sobre a época conturbada do pós-Revolução de 25 de Abril. Pelo que dele li, é marcadamente um homem que se identifica com a direita política; às vezes, pressente-se-lhe, até, uma ponta de ódio pela Revolução levada a efeito na madrugada de 25 de Abril de 1974.
 
Por que razão escreve Manuel Bernardo uma carta aberta ao Professor Marcelo Rebelo de Sousa? Pelo simples motivo de este ter prefaciado o livro do Coronel Sousa e Castro, dando, deste modo, cobertura às afirmações do autor. Nessa epístola aberta, Manuel Bernardo para além de confundir a realidade distorce-a, descontextualizando afirmações de Sousa e Castro.
 
Para quem como eu faz História, através da busca constante da verdade, estas polémicas são interessantes, mas perigosas, porque dão cores diversas aos factos passados.
 
Tanto Sousa e Castro como Manuel Bernardo lutam por verdades que julgam “verdadeiras”, mas fazem-no a partir da sua “trincheira”, do seu posto de observação e com as “lentes dos binóculos” que antecipadamente escolheram.
A verdade histórica, aquela que vai interessar aos historiadores e que irá ser tomada como a síntese possível de se fazer, não resulta dos testemunhos de Sousa e Castro, de Otelo Saraiva de Carvalho, de Vasco Lourenço, de Pires Veloso ou de outros que deixaram para os vindouros as suas interpretações. Eles foram meros “soldados” na “batalha” que ocorreu; uns mais bem colocados do que outros, mas todos tiveram uma visão “rasteira” da verdade. Esta, se de facto, foi alguma vez completamente apreendida, esteve nas mãos dos “generais” e esses não a confessaram.
Os grandes condutores de todo o processo foram Álvaro Cunhal, Costa Gomes e, em posição muito mais baixa, Mário Soares. Os dois primeiros nunca revelaram tudo o que souberam nem todos os mecanismos que movimentaram. O terceiro escapa-se a deixar dito o que realmente sabe da “grande intriga” internacional.
 
Ainda está por divulgar todo o alcance do pensamento e do comportamento político do grande obreiro da Democracia em Portugal: Costa Gomes. Foi nas mãos dele e pelas mãos dele que passaram as rédeas do Poder, as rédeas que conduziram o “cavalo à solta” que foi todo o PREC.
Álvaro Cunhal foi o motor de uma mudança. Uma mudança que ia para onde?
São muitos os que defendem que iria para o comunismo, mas dizem-no por facciosismo, falta de informação ou mero mimetismo político. O mais que se sabe é que ia para a democracia. Mas que democracia? Esta? A Outra? Ou a que se vive na Madeira, por exemplo?
Quem é que, de facto, coordenou o PREC? Washington ou Moscovo? Porque os estrategistas do Processo Revolucionário em Curso (PREC) estavam fora de Portugal, só os “generais” poderiam responder. E não se pense que Vasco Gonçalves era um “general”; ele, como todos os outros, incluindo Mário Soares, foi um “soldado” melhor colocado.
A verdade há-de ser encontrada quando se cruzarem informações dispersas, documentos perdidos e não é o Coronel Manuel Bernardo nem o Sousa e Castro que são detentores de verdades absolutas. Até, porque, em História, não há verdades absolutas!

 

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por Luís Alves de Fraga às 17:46


24 comentários

De Fernando Vouga a 28.12.2009 às 12:47

Caro Alves de Fraga

A minha maneira preferida de ser eloquente é falar pouco.
Nesses termos, o comentário que faço a este texto excelente é: concordo inteiramente.

Um abraço

De Manuel Bernardo a 28.12.2009 às 14:31

Caro amigo:

Ontem o Cor. Sousa e Castro quis enviar-me uma carta aberta de resposta á que pus há dias na net.

No entanto não consegui abri-la, apesar da minha insistência... Erro dele ou do sistema...

Hoje fui surpreendido pelo facto do Cor (FAP) ref, Alves Fraga ter vindo a público com "inverdades" a meu respeito e dizendo que já circulava na net aquela carta de Sousa e Castro. Assim agradecia que caso lhe tenha chegado a tal carta de Sousa e Castro, a reenviem para o meu email, para poder esclarecer melhor os intervenientes neste tema.

Obrigado

Manuel Bernardo

De Capitão José Verdasca dos Santos a 28.12.2009 às 17:31

"PARA QUEM - COMO EU - FAZ HISTÓRIA - ATRAVÉS DA BUSCA PERMANENTE DA VERDADE"

Estas palavras chamaram a minha atenção.
A H I S T Ó R I A é o registo do passado; É FEITA PELOS PROTAGONISTAS; A BUSCA DA VERDADE (perquisa) é trabalho do HISTORIADOR; REGISTAR (ESCREVER) A HISTÓRIA É TRABALHO DO HISTORIÓGRAFO.

ESCLARECIDA A semântica, CUMPRE-NOS esclarecer que "a busca permanente da verdade" recorda-me a lanterna do filósofo grego; e ELA - A VERDADE - será a verdade de cada um de nós, decorrente da maneira única porque pessoal, que cada um tem de ver, analisar, interpretar e classificar os FACTOS HISTÓRICOS, como, por exemplo, a actuação de Jaime Neves enquanto militar de ELITE, que o con-senso e ou o senso comum já definiu, classificou e aprovou.

Acho que já passou da hora de os militares-políticos se reduzirem ao silêncio, ATÉ NO SEU PRÓPRIO INTERESSE. O MAIOR DE TODOS - ANTÓNIO RAMALHO EANES - MANTÉM-SE DIGNAMENTE DISCRETO, dando exemplo edificante a qualquer outro Chefe de Estado. Em matéria e ou doutrina militar, todos nós nos supomos mestres, todos nos julgamos no direito de opinar, ATÉ SOBRE PESSOAS QUE NÃO CONHECEMOS !!! POR VEZES, O SILÊNCIO É A ATITUDE MAIS INTELIGENTE.

Cordialmente, JVerdasca

De Pica -Miolos II a 30.12.2009 às 01:44

Capitão JVerdasca
"Por vezes, o silêncio é a atitude mais inteligente."

Porém, em muitas vezes, o silêncio pode ser entendido em conformidade com o oportunista aforismo de que "Quem cala, consente".

Quanto a Ramalho Eanes, tem toda a razão.:

Permanecendo em silêncio, recusou o Marechalato, os retroactivos que lhe eram devidos e o protagonismo bacoco dos detentores de músculos no cérebro.

Quanto a Jaime Neves...cada um é livre de escolher a ELITE em que se revê.

De Victor Elias - Sintra a 28.12.2009 às 18:55

Luta entre Coronéis
A história pede verdade,
capacidade e sensatez !
E não façam, por caridade,
que me envergonhe ser Português!

Esta luta entre Coronéis
não mostra senso comum:
Mais parecem menestréis
mas sem talento nenhum!

De um lado temos um Fraga
que nem conhece ninguém...
...mesmo que o Bernardo lhe traga
os cumprimentos de alguém.

Que até pode ser do Castro
do Otelo ou do Lourenço!
Daria cabo do canastro
se dissesse tudo o que penso!

Falar do Álvaro Cunhal
do Soares ou do Vasquinho...
...isso fica-lhe muito mal
e ficará a falar sózinho!

Estamos fartos, pode crêr
que falem em esquerda ou direita!
Portugal, até mais vêr
quer curar-se de tal maleita!

O Bernardo foi saneado?
E a si... que aconteceu?
O melhor é estar calado
com assunto que nem é meu!

Respeitem-se, façam favor
Já são crescidos, afinal...
...sendo homens com algum valor
entendam-se, por Portugal!

O "Rolhas" foi o melhor?
Cantemos hinos de glória!
Para alguns foi o pior,
pelo que consta na história!

Victor Elias

De António Trancoso a 29.12.2009 às 10:37

Sr. Víctor Elias
Brilhante !!!! Muitos parabéns!
A partir de agora, em meu entender, Camões é relegado para segundo plano na galeria dos Vates.

De J Cruz a 28.12.2009 às 20:56

Desta vez, o Historiador, sóbrio, moderado, a dar um salto em direcção ao futuro sem perder de vista o presente.
Um abraço.

De António Trancoso a 29.12.2009 às 23:45

Meu Caro Almirante
O nosso comum e querido Amigo, Doutor Alves de Fraga, com a sua reflexão, abriu uma Caixa de Pandora, da qual saltam ,como gafanhotos, todos os ressabiados da inevitabilidade histórica.
Atrevem-se (e "a Ignorância é atrevida") a botar sentenças e faladuras, confundindo o seu raquíticio arbusto com a imensidão de uma floresta que a sua cegueira não permite, sequer, vislumbrar.
A sua frustração, no entanto, acabará por ser compensada: deles será o Reino dos Céus.

De Rui Miguel a 29.12.2009 às 13:13

O Sr. Coronel Fraga está enganado quando diz que "não há verdades absolutas". Tudo o que podemos apresentar com provas, são verdades absolutas, ou não? É evidente que quando pesquisamos e reproduzimos acontecimentos passados, sobre os quais já não é possível recolher depoimentos vivos, não podemos considerar que se trate da verdade absoluta. O mesmo não acontece com tudo aquilo com que privámos de perto ou mesmo testemunhámos pessoalmente. Na verdade quando escrevemos sobre factos reais estamos a contribuir para a futura elaboração da História. É sobre essas páginas que os historiadores se irão debruçar, procurando a verdade,comparando-as com outras sobre o mesmo assunto e tentando concluir o que foi a realidade.

De Cor. Ref. Manuel Bernardo a 29.12.2009 às 14:21

Saneamentos"muito democrático"

Resposta a Sousa e Castro (e Alves Fraga)



(…) Em relação aos acontecimentos anteriores a 25 de Abril de

1974, nos quais estive razoavelmente envolvido, não encontro

de si registo significativo em nenhum deles. (…)

Sousa e Castro, in texto de 26-12-2009



Sobre o conteúdo da carta deste oficial, que tive dificuldade em encontrar na net, posso dizer que o enquadramento feito é completamente equívoco. É que eu não estou a comentar os factos como actor “significativo”, nem sequer como interveniente nos mesmos, mas pura e simplesmente como investigador da nossa História recente e nomeadamente, do ocorrido no pré, durante e pós 25 de Abril, quer na Metrópole, quer no Ultramar. Isto após um Curso Complementar de Informação que terminei na Universidade Católica (em pós laboral) em 1993.

Assim as “balizas” da resposta de Sousa e Castro ao meu texto estão defraudadas à partida. E quando diz ter pedido informações minhas a Vasco Lourenço, foi bater à porta errada, já que é mentira eu “ter sido um dos raros oficiais, de patente abaixo de tenente-coronel, saneados na sequência do 25 de Abril”. Houve de facto uma proposta do Conselho da Arma de Infantaria, a que aquele oficial pertencia, mas que foi suspensa em finais de 1974 e mais tarde anulada. Deste modo fica esclarecida a dúvida de Alves Fraga (aquele senhor que diz de si – “para quem como eu faz História, através da busca constante da verdade…), de eu ter participado no Posto de Comando do 25 de Novembro, como oficial no activo, “apesar de «saneado»”.

Quando decorrer o julgamento da acção judicial que coloquei recentemente contra Vasco Lourenço, por difamação contra mim, num texto que difundiu publicamente, poderá Sousa e Castro e o público em geral, ficar mais esclarecido sobre o sucedido naquela época.

Apenas chamaria a atenção para o facto de haver oficiais convencidos de que o processo dos saneamentos foi “muito democrático”, quando para mim foi uma das maiores vergonhas do pós-25 de Abril. Recordo o texto que postei na net em Maio passado, na sequência da publicação do livro de Vasco Lourenço, que iniciava deste modo:

“(…) Apesar de constar no Programa do MFA (agora lei constitucional) a dignificação do processo penal em todas as suas fases, venham a reali-

zar-se “julgamentos secretos”, em que se praticam violações dos art.ºs 7.º, 8.º, 10.º e 11.º da Declaração Universal dos Direitos do Homem (…).

Requerimento ao CEMGFA do Major Inf.ª Manuel Bernardo em 1-2-1975



E mais à frente referia:

(…) Estará este oficial (Vasco Lourenço) a falar da mesma realidade descrita por aqueles 28 majores (moção do meu Curso de Infantaria/ 1960), por Casanova Ferreira, por Brochado Miranda, ou por Sousa Menezes? Procedimento democrático? Considero que tais afirmações não têm a mínima credibilidade; e sublinha-se ainda que nem uma única vez Vasco Lourenço refere o carácter secreto das decisões, sem qualquer direito a serem conhecidos os fundamentos das mesmas, como seria da mais elementar justiça, para quem delas quisesse recorrer. Tal procedimento, como já foi salientado, era contrário aos mais elementares Direitos do Homem “



A ingenuidade de Sousa e Castro brada aos céus, quando faz afirmações como estas:

(…) Apesar da probabilidade de termos errado, é absolutamente certo que se indícios houvesse, por ínfimos que fossem, de que se tinha empenhado no derrube da ditadura, tal acto não se verificaria.”

Eu passo a explicar…



Actividades conspirativas e de apoio no 16 de Março de 1974

Respondendo à letra às acusações depreciativas de ter sido “saneado” e de não ser apenas “um certo capitão” de Novembro, posso acrescentar que participei, a partir de Moçambique, na conspiração do Movimento dos Capitães – fui um dos dois capitães que assinaram, em Setembro e Novembro, em Boane (comandante da companhia do COM), os documentos contestatários, incluindo o pedido de demissão de oficial do Exército, que fora sugerido pela delegação do Movimento em Luanda (vide meu livro “Combater em Moçambique; Guerra e Descolonização; 1964-1975”/2003, pp 221, 222 e 237).
www.aloportugal.org

De Luís Alves de Fraga a 29.12.2009 às 16:28

Não tenho por uso responder aos comentários que são feitos no meu blog, porque dou a todos a liberdade de opinião que, não ofendendo nem provocando desacatos, a desejem manifestar. Contudo, não posso deixar de dizer ao Senhor Coronel Manuel Bernardo que, afinal, nesta sua resposta ao Coronel Sousa e Castro (e, pelos vistos, a mim próprio) se limitou à irrelevante questão de um “quase” saneamento após o 25 de Abril de 1974. E as outras questões que Sousa e Castro provou que o Coronel Bernardo havia, com aparente má-fé ou imperdoável distracção, descontextualizado? Sobre essas nada diz?
O Senhor Coronel Bernardo - que estranha, parece, o facto de eu fazer História e buscar, por isso mesmo, a verdade, embora admita para si próprio a qualidade de investigador no mesmo ramo, com base num “Curso Complementar de Informação” que fez na Universidade Católica – na sua intervenção neste blog, afinal, ajudou a que se fizesse alguma luz sobre um pequeno pormenor da sua vida: foi proposto para ser saneado, mas não foi saneado. Temos, aqui, uma verdade pontual que ficará registada – se, por acaso, não aparecer alguém a contestar essa mesma afirmação do Senhor Coronel Bernardo.

Aos restantes comentários, como é meu hábito, não dou resposta. Este blog, com quatro anos de existência, fala por mim.

De Capitão Barros a 29.12.2009 às 17:12

Caro Manuel Bernardo
Um forte Abraço e o meu total apoio à tua posição.Se houvesse muitos como tu, Portugal não teria caído no abismo em que se encontra...
Pela minha parte(na Reserva desde 73,por acidente em serviço, a um mês da promoção)nunca abdiquei, e com muito orgulho, da condição de militar e continuo, pelos meios ao meu alcance, a lutar por um Portugal em que os oportunistas e quejandos sejam reduzidos à sua insignificância.
Um Abraço do Camarada,
Campos de Barros
Nota: Ainda há meses telefonei ao Jaime Neves, dando-lhe um Abraço por, embora tardiamente, lhe tenha sido feita justiça.
Capitão Barros

De Vilhão Burro a 29.12.2009 às 22:57

Capitão Barros
Na verdade é pena que a sua luta (contra os "oportunistas e quejandos" que, aldrabando evilipendiando Abril ,se apoderaram do Poder) não tenha alcançado o almejado objectivo. reduzi-los à sua insignificância.
A chatice, mesmo muito chata, é que os ditos insignificantes, afinal, se protegem e promovem uns aos outros...como no tempo da "saudosa" Brigada do Reumático...
O bom, bonzinho mesmo, é disfarçar essa "luta" e parecer Insignificante, porque esse é o caminho mais promissor para ascender ao estrelato.
Há que, cautelosa e"democraticamente", salvaguardar as aparências...

De Castro a 29.12.2009 às 21:45

Meu caro

Pela parte que me toca dou-lhe 100% de razão. Escrevi o que escrevi, é a minha verdade e dela estou convencido. Contrbuirá ou não para a História que os vindouros onde intrepertar. Mas convenhamos que só de uma personalidade de òbvio e sólido sub-consciente fascista ´e que pode vir uma crítica daquelas a quem simplesmente faz o prefácio e apresentação de um livro.
cumprimentos

De António José Mendes Dias Trancoso a 31.12.2009 às 00:42

Caro Sousa e Castro
Permito-me intervir, na medida em que a maioria dos meus Amigos são Militares e meus ex-Camaradas, nos quais o incluo uma vez que ainda fomos comtemporâneos, na Amadora, em 1963/64.
Depois, no ano seguinte, segundo o Livro de Curso dos Finalistas(1964/65) conservo a grata recordação da nota de roda-pé que consubstancia aquela sólida Amizade:
«Embora te fizessem do curso mais cedo ausente serás sempre para nós do "Quadro Permanente"». Assim, não será de estranhar que acompanhe com natural interesse o que aconteça aos meus Amigos. Este blog do Coronel Alves de Fraga (que considero como um Irmão) constitui a Ponte que a cobardia dos medíocres não conseguiu abater.
Posto isto...sem arrogância nem servidão:
Para além de outros livros e autores, li o "25 de Novembro - Os Comandos e o Combate pela Liberdade", de que é co-autor Manuel Amaro Bernardo, e, o seu, "Capitão de Abril - Capitão de Novembro".
O primeiro, digeri-o, lentamente, com esforço e em espírito de espinhosa missão, não reconhecendo nos seus relatos - tão pobres quanto a literária - a nobreza da Frontalidade Militar;
Fez-me recordar, com desencanto, a mentalidade dominante na serventuária Brigada do Reumático.
O segundo, o seu, li-o de uma penada, por nele transparecer o reconhecimento e a lisura de um Homem Bom; de um Homem Sedento e não a de um pobre de Espírito.
Obrigado pelo sério contributo.

De Gabriel Cipriano a 30.12.2009 às 21:12

POBREZA em Portugal foi saneada pela ação do 25 abril.

Gabriel Cipriano

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