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Fio de Prumo



Sábado, 11.04.09

Para não esquecer...

 

 
Ouvi num dos telejornais de ontem o coronel Jaime Neves dizer qualquer coisa como isto:
— A descolonização não precisava de ser feita como foi. Se não se conseguia aguentar a Guiné, entregava-se a Guiné, mas ficavam Angola e Moçambique… Há meses que não se disparava um tiro em Angola!
 
Se a frase não é textual anda muito próximo do que o coronel Jaime Neves disse e, de certeza, o sentido é o que nela está plasmado.
 
Não fiquei plasmado! Fiquei pasmado!
Pasmado, porque há muitos anos que não ouvia da boca de um militar, dito de Abril, uma frase tão contrária ao espírito do 25 de Abril e, até, do programa do MFA que, ao propugnar uma solução pacífica do problema ultramarino apontava, necessariamente, no mínimo, para a autodeterminação das colónias e, no máximo, como não podia deixar de ser, para a descolonização.
 
Julgo que se a promoção a oficial general das Forças Armadas se fizesse mediante provas públicas, nada mais seria necessário para classificar com a nota respectiva o coronel Jaime Neves!
Tirem-se conclusões!

 

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por Luís Alves de Fraga às 15:07


34 comentários

De Anónimo a 19.04.2009 às 15:06

Caro Pica Miolos II, um mar nos divide, na interpretação que fazemos da realidade histórica da soberania portuguesa em 1974, talvez por eu ser Angolano e ter nascido Português, vivi intensamente os últimos 30 anos, tanto da terra onde nasci como do meu pais que é Portugal, tanto em Portugal como em Angola, vivem pessoas que querem um reencontro com a história, é um paradigma, porque são, negros , mulatos e brancos, e como sabe muitos não fugiram para Portugal em 1975 como era suposto.
A muita “parra” que se refere tem a ver com o facto de na actualidade muitos portugueses e angolanos, continuarmos a ter a coragem de discutir em círculos intelectuais, porque razão Portugal abriu mão do direito histórico a Angola, deixando-se levar por uma falácia de alguns poucos que apregoavam que os milhares de brancos ali nascidos não podiam ser angolanos por causa da sua cor da pele sendo isso, uma vergonhosa falsificação da história. Porque os antepassados de muitos negros que hoje se dizem «genuínos» e «donos da terra» ocuparam os territórios que actualmente compõem Angola, pouco antes, e, às vezes, pouco depois de os portugueses terem chegado e, muitas vezes, ao mesmo tempo que os colonizadores. Os únicos angolanos genuínos são, curiosamente, os mais marginalizados dos nativos: os Khoisans bosquímanes e hotentotes ) que se fixaram em Angola há mais de 11 mil anos e os Vátuas que habitaram a sua região situada nos desertos do Namibe há mais de 3 mil anos. Todos os outros povos fixaram-se em Angola a partir dos grandes movimentos migratórios da população banto, que se foram miscigenado e cruzando entre si. Afinal lá como cá, o melhor mesmo é não confiarmos naqueles que querem reescrever a história. É neste enquadramento que continuo a afirmar que Jaime Neves fala verdade em relação a Angola e á situação existente em 1974, se ler no post ” do Cor. Luis Alves de Fraga, pessoa a quem reconheço elevada postura ética, não comenta a promoção do Jaime Neves, mas sim as suas declarações á comunicação social, sobre as “colónias”, foi apenas nesse contexto que comentei. Como é óbvio respeito as opiniões não coincidentes com a minha, e isso é de facto, por pouco comum, pouca “uva”.

Saudações
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Caro Pica Miolos II, um mar nos divide, na interpretação que fazemos da realidade histórica da soberania portuguesa em 1974, talvez por eu ser Angolano e ter nascido Português, vivi intensamente os últimos 30 anos, tanto da terra onde nasci como do meu pais que é Portugal, tanto em Portugal como em Angola, vivem pessoas que querem um reencontro com a história, é um paradigma, porque são, negros , mulatos e brancos, e como sabe muitos não fugiram para Portugal em 1975 como era suposto. <BR>A muita “parra” que se refere tem a ver com o facto de na actualidade muitos portugueses e angolanos, continuarmos a ter a coragem de discutir em círculos intelectuais, porque razão Portugal abriu mão do direito histórico a Angola, deixando-se levar por uma falácia de alguns poucos que apregoavam que os milhares de brancos ali nascidos não podiam ser angolanos por causa da sua cor da pele sendo isso, uma vergonhosa falsificação da história. Porque os antepassados de muitos negros que hoje se dizem «genuínos» e «donos da terra» ocuparam os territórios que actualmente compõem Angola, pouco antes, e, às vezes, pouco depois de os portugueses terem chegado e, muitas vezes, ao mesmo tempo que os colonizadores. Os únicos angolanos genuínos são, curiosamente, os mais marginalizados dos nativos: os Khoisans bosquímanes e hotentotes ) que se fixaram em Angola há mais de 11 mil anos e os Vátuas que habitaram a sua região situada nos desertos do Namibe há mais de 3 mil anos. Todos os outros povos fixaram-se em Angola a partir dos grandes movimentos migratórios da população banto, que se foram miscigenado e cruzando entre si. Afinal lá como cá, o melhor mesmo é não confiarmos naqueles que querem reescrever a história. É neste enquadramento que continuo a afirmar que Jaime Neves fala verdade em relação a Angola e á situação existente em 1974, se ler no post ” do Cor. Luis Alves de Fraga, pessoa a quem reconheço elevada postura ética, não comenta a promoção do Jaime Neves, mas sim as suas declarações á comunicação social, sobre as “colónias”, foi apenas nesse contexto que comentei. Como é óbvio respeito as opiniões não coincidentes com a minha, e isso é de facto, por pouco comum, pouca “uva”. <BR><BR>Saudações <BR class=incorrect name="incorrect" <a>Luis</A> Parreira <BR>

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