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Fio de Prumo



Domingo, 12.10.08

Vamos todos ao Rossio

 

 
No próximo sábado, dia 18 de Outubro, lá estaremos todos no Rossio, pelas 15 horas.
Vamos todos! Todos os que pudermos levar vão estar connosco… Familiares e militares amigos. Todos vamos dizer da nossa discordância sobre as medidas que têm sido tomadas por este Governo contra o bem-estar e a coesão das Forças Armadas; contra o conceito de Família Militar que nós tínhamos desde há muito e que muito nos serviu quando andámos por África na guerra.
Vamos dizer a quem diz que governa que nós, os velhos e novos militares, discordamos das medidas que nos cortaram direitos adquiridos e que mais não eram do que formas indirectas da Nação nos pagar o muito que nos deve.
Vamos dizer que estamos esfomeados de justiça e de consideração.
Vamos dizer que nunca recusámos os nossos dias e as nossas noites para que Portugal pudesse manter-se dignamente no concerto das Nações.
Vamos dizer que as nossas famílias se sacrificaram só porque eram nossas e estavam connosco, porque estavam com o nosso juramento de servir a Pátria.
Vamos dizer que estamos sequiosos de um tratamento digno.
Vamos dizer que basta.
Basta, senhores ministros!
Basta, senhores deputados!
Queremos ter o tratamento que nos é devido, porque quem tudo está disposto a dar pela Pátria merece ser por ela compensado.
 
Camarada de armas, não fique em casa no próximo sábado.
Se já está reformado nada tem a perder. Venha juntar-se a nós.
Venham os generais e os cabos marinheiros.
Venham os coronéis e os sargentos.
Venham todos para uma tarde de luta, mas também de grande lição de civismo.
Venham com a dignidade dos vossos cabelos brancos, a fraqueza das pernas já trôpegas, mas a grandeza de alma que sempre nos animou nos mais difíceis transes do passado.
Venham dizer que continuamos a ser Soldados de Portugal e queremos que nos dignifiquem como tal.
Venham os mais novos dizer que basta de injustiças e discriminações. Não há regulamento que vos proíba de estar presentes com o respeito e a sobriedade que é própria dos militares.
 
Temos de ser muitos, não porque precisemos de mostrar que somos muitos, mas para que a Nação saiba que estamos a ser maltratados, que nos estão a roubar o orgulho de estarmos sempre prontos para Servir.
Camaradas de armas unamo-nos e sejamos capazes de dizer por actos cívicos o quanto nos dói a alma por estarmos a ser vítimas de um Governo que nos devia respeitar e dignificar.
Camarada eu vou estar lá. Vem também e traz um outro camarada.

 

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por Luís Alves de Fraga às 22:48


9 comentários

De José Pereira a 13.10.2008 às 09:45

Eu também vou lá estar!
Eu, a minha esposa e os meus filhos!
Muitos mais estarão...
Um abraço

De andrade da silva a 13.10.2008 às 17:55


Caros Camaradas

Por vezes muitos de nós somos levados a falar da defesa dos direitos adquiridos, o que é um acto justo, todavia mal interpretado por alguns, como se estivéssemos a defender direitos de casta, pelo que interessa quanto possível definir bem os conceitos.

Em primeiro lugar interessa dizer a todos que outros corpos e grupos profissionais também pela natureza das suas funções têm apoios específicos na saúde e na aquisição da habitação como seja os funcionários do ministério da justiça e os bancários por exemplo, de igual modo, os funcionários da TAP e da CP têm regimes diferenciados quanto ao custo dos transportes, isto é, há regimes diferentes em diversas áreas para muitos portugueses, conforme as suas profissões, não seria nunca um exclusivo das forças armadas.

Todavia, na minha opinião, mais do que a reivindicação de direitos adquiridos é o tratamento equitativo que temos de exigir, como a Constituição da República define, porque de facto em muitas áreas estamos pior que os demais servidores do Estado.

Os acordos do IASPA não permitem a mesma cobertura geográfica que os da ADSE, de um modo geral são de menor qualidade e mais caros para o utente, e também é preciso dizer que há cirurgias nos hospitais Militares que não se fazem nos prazos adequados por falta de meios.

Fecharam-se urgências , por exemplo, no hospital da Força Aérea, o que põe em causa os doentes em pós operatório, como aconteceu com o meu filho ( 23 anos, atenção pais) que depois de ter sido operado em27 de Dezembro 2007 no Hospital da Força Aérea sob um frio intenso por falta de ar condicionado ( tive de lhe levar um aquecedor) andou nas urgências do HMP por causa de complicações pós operatórias, sem que o cirurgião do HMP pudesse, como disse fazer mais do que mandar realizar exames, porque não sabia o que o outro colega tinha feito.

Eu próprio com o meu TM é que tive de estabelecer os contactos com o Hospital da FA, para nada, pelo que o meu filho só foi atendido três ou 4 dias depois com complicações por falta da adequada drenagem e por aqui me fico, havendo mais história a contar sobre incúria e incompetência médica, enfim …

Em conclusão é também os direitos mínimos que estão em causa, mas é de todo legitimo que exijamos um tratamento nas remunerações idêntico aos grupos profissionais de referência, magistratura e professores.

Até Sábado CAMARADAS, COMPANHEIROS E AMIGOS

andrade da silva

De Pedro Cardoso a 13.10.2008 às 18:54

Sr. Coronel, tambem responderei á chamada.
máis não seja para mostrar o meu descontentamento, dado que com a mudança de sistema nada melhoramos, nem sequer no atendimento dado que eu próprio já enviei e-mail ao ADM a perguntar com quem tem acordos e nada, como do ADM só conheço os tres Srs. Oficiais Generais, mais ninguem dá a cara.
Será que não há ninguem para dar respota aos subscritores???
Será que o ADM tem Livro de Reclamões???
Será que não tenho as cotas em dia com o IASFA???
Porque motivo não passamos de vês á ADSE, para não chatear-mos quem não quer ser incomodado. Fico-me por aqui.

Um Abraço

De António José Mendes Dias Trancoso a 13.10.2008 às 22:48

Meu Caro Alves de Fraga

Por razões óbvias, não me será possível deslocar-me, da Madeira a Lisboa, mas, na condição de teu velho "irmão", no dia 18, a partir das 15h00, em pensamento, estarei ao teu lado, bem como ao de todos os que, ao longo das suas vidas, souberam Honrar a sua Farda.
Aceita o meu fraterno abraço, extensivo a quem entenderes que o mereça.

De blogdaportugalidade a 14.10.2008 às 12:49

Certamente lá estarei.No entanto leva-me a pensar que
há muitos militares e familiares que aguardam que os
que se apresentarem lhes resolvam os problemas...
Por outro lado,se quiseram acabar com privilégios e
regalias no sector social dos militares,criaram outros
muito mais gravosos que é o caso que agora irei levantar...Para que são as taxas altamente empoladas e qual o seu destino ??? Entram no OGE???Ou apenas
devem ser consideradas as taxas como as que são
pagas nos Julgados de paz...
Há dias ,no jantar da AOFA,tive a sorte de me ter
sentado ao lado de um magistrado e é claro um dos
vários assuntos da conversa,foi esse...
Por causa disto ,tenho um cunhado proibido de advogar,não autorizado pela Ordem de Advogados...
Isto passa-se num ESTADO que se diz DEMOCRÁTICO.
Por isso ,não havendo vontade politica,as manifs são
como um assobio nos meus ouvidos...
Só influenciando o CLUB BILDERBERG a favor dos
militares portugueses...
Lembrem-se que no tempo em que os militares davam a cara,numa Unidade,começava-se o dia com a DATA
de água...,depois as praças ,sargentos e por fim oficiais...Hoje nada disto existe ,nem conhecemos os
generais que nos governam...e mesmo assim estampam umas fotos à entrada das instalações...
Fonseca dos Santos,com um abraço de fraternidade,

De sopas a 15.10.2008 às 18:10

Camarada.
Permita que o trate assim, pois só nós militares, compreendemos este tipo de saudação.
Sou um praça da Armada, que sempre tem lutado contra as injustiças de que temos sido alvos.
No Sábado lá estarei, para dignificar a Carreira Militar.

Paulo «sopas» Amaral

De Fernando Vouga a 15.10.2008 às 18:57

Caro Alves de Fraga

Lamento não poder comparecer. Mas estou solidário com todos os que compareçam.
Apesar de este (des)Governo ser totalmente insensível a este género de expressão da vontade popular, penso que merece a pena ir para a rua.
Um abraço a todos.

De António José Mendes Dias Trancoso a 18.10.2008 às 15:26

Meu Caro Alves de Fraga

São 15h15 desta tarde de 18 de Outubro de 2008.
Longe, geograficamente, estou, em pensamento, no Rossio, no meio dos que, para mim, sempre foram os meus Camaradas.
Claro está que não me refiro aos que, tendo alcançado as estrelas, trocaram aquela Nobre Condição por aqueloutra, espúria, de serventuários da novel Brigada Reumática.
Um fraterno e solidário abraço.

De jose antonio borges da rocha a 21.10.2008 às 16:16

Caro camarada lá estarei .

partirei do Porto na 6. feira para no sábado dizer SIM e NÃO.

Sim à luta, sim ao exemplo, sim à coragem, sim à condição milita, HOJE EM DIA SUCESSIVAMENTE VILIPENDIADA COM O BENEPLÁCITO DA HIERARQUIA FORMAL.

E Não...
Ao medo e ao comodismo.

Saudação

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