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Fio de Prumo



Sábado, 26.07.08

Eles estavam lá...

 

 
Hoje, na igreja de S. Domingos de Benfica, eles estavam lá! Não estavam todos, só dois que, provavelmente, foram convidados. São figuras menores da panóplia dos políticos possíveis de estarem presentes.
 
Se calhar foram convidados… Não se impuseram. Foram buscá-los como se eles fizessem falta na cerimónia religiosa e militar que ali teve lugar.
 
Porque será que há sempre alguém que sente necessidade de convidar para nossa casa os indesejáveis? É assim qualquer coisa como se eu, no dia do meu aniversário, tivesse de convidar para estar comigo, em minha casa, com a minha família, o ministro das Finanças ou, em alternativa, o director da Caixa Geral de Aposentações, só porque são eles quem me paga, ou manda pagar, a pensão no final do mês! Não faz sentido! Ou melhor… até, se calhar faz todo o sentido quando não se tem bem claro no espírito que o aniversário é o nosso e a casa é a nossa! Quando se julga que, afinal, temos uma casa, porque a devemos ao ministro que nos manda pagar a pensão a que temos direito, faz todo o sentido que o convidemos para as nossas cerimónias sejam elas de alegria ou de tristeza.
Não chamo a isto delicadeza, nem sentido da diplomacia; chamo falta de sentido de pertença, porque, na verdade, eu só convido para minha casa aqueles que sinto pertencerem ao meu círculo de amigos, ao meu naipe de íntimos.
 
Eles estavam lá, hoje de manhã, quando o templo de S. Domingos de Benfica foi pequeno para todos os antigos combatentes, especialmente pára-quedistas. Eles estavam lá, e não deviam lá ter estado, por isso, fizeram só número, enquanto nós recordávamos a nossa juventude e o esforço que nos foi pedido numa guerra que não quisemos, mas na qual cumprimos tanto quanto nos exigiram e em nós cabia.

 

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por Luís Alves de Fraga às 19:06


13 comentários

De Anónimo a 26.07.2008 às 19:45

«...Assim se vai registando o passado, numa ponte para o futuro. Tal como neste 27 de Novembro de 2007 pelas quinze horas da tarde em Crestuma, com a presença do general pára-quedista de Tancos, do actual comandante de S. Jacinto e a presença sempre reconfortante do bispo das FA, D. Januário Torgal Ferreira, no funeral do jovem pára-quedista Sérgio Pedrosa - «não se devia morrer aos 22 anos»
E no futuro, na base militar que desde 1918 ali viu passar a Aviação Naval, a Força Aérea e agora o Exército, desde 1977 com os Pára-quedistas, com o passar do tempo ali enriquecida por algumas presenças muito especiais, aqueles pelos quais nos dias da unidade, as forças em parada respondem: «Presente».
PS: reflexão devida ao director da revista “Paras” e ao nosso encontro na igreja da Força Aérea em Lisboa, 26Jul08, na cerimónia religiosa dedicada aos três páras recuperados da Guiné, 35 anos depois de Guidaje, 23Mai73 – Peixoto, Vitorino e Lourenço. Um milagre da vontade, do general Avelar de Sousa e coronel Calheiros»
Barroca Monteiro

Em vez destes últimos, acabo de var na SIC o SEDN, numa pequena conversa com o jornalista.
Aparentemente, o autor do milagre.

Têxto destinado à revista "Páras"
BM

De António José Mendes Dias Trancoso a 26.07.2008 às 21:51

Meu Caro Alves de Fraga

" Porque será que há sempre alguém que sente necessidade de convidar (...) indesejáveis ? "

Na " Trova do Vento que Passa", de ManueAlegre,
"Há sempre alguém que resiste, há sempre alguém que diz NÃO".

Poderás tu, meu Amigo, esgotar as tuas forças anímicas com o justo NÃO, mas, sempre haverá quem, subservientemente, cumpra a "missão" de dizer sim.

Sim que merece o aplauso de quem deveria partir a mais severa censura.

Veja-se o que se passa com as festividades, promovidas pelas comunidades no estrangeiro, onde pontificam os Grandes Responsáveis pelas razões que levaram (e levam) cerca de três milhões de portugueses a abandonar uma Pátria, por aqueles, tornada madrasta!

Aos muitos, alienadamente incultos, do "sim", opõem-se os muito poucos, atentos, do NÃO.

A Ignorância, aliada à estupidez, é mãe de insanáveis paradoxos.

Um forte e saudoso abraço.

De Carlos Marques a 26.07.2008 às 23:53

Os "eles" presentes foram o Secretário de Estado (PS) e o Presidente da C.M. de Castro Verde (CDU)

De Luís Alves de Fraga a 27.07.2008 às 08:00

Os dois "eles", de manhã, na igreja da Força Aérea foram o secretário de Estado da Defesa Nacional e o director-geral de pessoal da Defesa Nacional; figuras políticas referidas por D. Januário ao começar a homilia.

De Camoesas a 27.07.2008 às 09:35

"A culpa é dos nossos governantes. Se os nossos mortos votassem, eles estariam cá todos. Estes vieram por nossa conta, da União dos Pára-Quedistas e da Liga dos Combatentes, numa operação que custou milhares e milhares de euros. Os governos, todos eles, a partir do 25 de Abril de 1974, nunca se interessaram minimamente por aqueles que deram a sua juventude em defesa da bandeira portuguesa", lamentou Vítor Gravina.
Daqui:
http://dn.sapo.pt/2008/07/27/sociedade/se_nossos_mortos_votassem_estariam_t.html

De blogdaportugalidade a 27.07.2008 às 17:00

35 anos depois da morte destes nossos herois ´´e que
apenas a expensas não governamentias se conseguem trazer para a sua pátria...Triste pátria e
triste Nação que assim deixais ao abandôno aqules que juraram morrer pela pátria ,mesmo à custa do seu sangue...
Incapaz de fazer qualquer coisa na debandada de Moçambique,em Vila Cabral,com o auxilio do capelão
da Fôrça Aérea,Maçêdo de Sousa,à última hora ainda se consegui enterrar 15 ou 16 corpos abandonados
no cemitério de Vila Cabral...Alguns eram do recrutamento da metrópole...
às vezes insurjo-me quando vejo ex-combatentes an
dar a pedir para uma ambulância ,etc,etc,junto da
loja do cidadão em Benfica...Insurjo-me por eles terem
direitos que lhes são sonegados pelos govêrnos
mediocres,sejam de que partidos forem,imcompetentes e desligados desta amalgama que nos une como patriotas,defensores da sua pátria,
embora no conceito da época...
Irão ver o que vai sair sôbre as pensões atribuidas aos ex combatentes...
Tudo isto é a VERGONHA Nacional desta actualidade..
E temos um Presidente da República que é o Coimandante supremo das FA portuguesas que tendo
conhecimeto de todos os factos que ocorrem com os militares ,que me parece que assobia para o lado

De Camoesas a 27.07.2008 às 21:53

"Mas através do croqui elaborado pelos companheiros foi possível resgatar os restos mortais, 35 anos depois. A operação, desenvolvida pela União Portuguesa de Pára-Quedistas e pela Liga dos Combatentes"
(...)
"Além dos familiares, estiveram também presentes o secretário de Estado da Defesa, João Mira Gomes, e o Chefe do Estado-Maior General das ForçasArmadas, Valença Pinto.
"
Daqui:
http://www.correiodamanha.pt/noticia.aspx?contentid=B29A04D9-F433-4614-9ACA-96EDA044D762&channelid=00000010-0000-0000-0000-000000000010

Pergunto eu:

"(...)o secretário de Estado da Defesa, João Mira Gomes, e o Chefe do Estado-Maior General das ForçasArmadas, Valença Pinto. "
Qual destas personalidades é representante da União Portuguesa de Pára-Quedistas e qual outra representa a Liga dos Combatentes ??? Porque foram estas figuras destacadas pela Comunicação Social?

Pois!
Eles assinaram, têm o mérito e o poder da assinatura.
Como de costume; uns cultivam para que outros colham...

De Camoesas a 27.07.2008 às 22:28

"A trasladação foi paga através de uma subscrição organizada pela União dos Pára-quedistas portugueses."
Daqui:
http://www.correiodamanha.pt/noticia.aspx?contentid=B29A04D9-F433-4614-9ACA-96EDA044D762&channelid=00000010-0000-0000-0000-000000000010

Afinal, as "figuras" políticas foram "cobrar" uma factura indevida, nem essa despesa foi assumida pelo Estado que os alimenta...

Li num local qualquer (peço desculpa mas não o reencontro e quem assistiu poderá confirmar ou desmentir) que D. Januário terá referido os cobrantes (políticos), na homilia. Tenho-lhe muito respeito e consideração, não lhe perdoo essa submissão aos poderes instituídos, muito acima do Deus que representa.

Como militar que é, percebo mas, como homem de Deus ...

Quem sou eu, para não perdoar a um Homem de Deus?

De Desmancha-prazeres a 31.07.2008 às 15:01

Senhor Coronel
Essa cambada de hipócritas deveria ser recebida com uma chuvada de tomates e ovos pôdres.
Apropriaram-se de um Portugal, que se queria Livre e Democrático.
Cambada essa que, ao invés de considerar todos os que foram obrigados a participar numa guerra injusta, distribui obscenas benesses aos seus apaniguados parasitas.
Mas a malta vota neles, não vota?!
Isto digo eu que sou quem sou.

De blogdaportugalidade a 01.08.2008 às 17:05

Pois é Sr " Desmancha prazeres",mas tal como o asfalto,em Portugal,se esgotou para a via do socialismo,também os tomates se esgotaram para repôr agora a democracia apregoada no 25 A....

De Carlos Nuno a 14.08.2008 às 16:01

Caro Amigo. Acompanhei as notícias deste caso antes de me ausentar. Após o regresso não posso deixar de lamentar a hipocrisia mais uma vez evidenciada por este governo. Há uns anos atrás houve um tipo, português, que assassinou no Brasil alguns compatriotas. As vítimas estavam em passeio ou em negócios, não interessa. Logo o governo se disponibilizou para colaborar na transladação dos corpos . Tudo bem. Então e os nossos combatentes mortos pela Pátria? Que moralidade é esta e que lata nojenta para aparecerem na cerimónia das exéquias?.Em cada exemplo, em cada atitude, é notório o desprezo por aqueles que lutaram pelo seu país, enquanto alguns dos que agora nos governam se limitaram a usar de todos os estratagemas, incluindo a deserção. É triste, é nojento.

De Jofre de Lima Monteiro Alves a 17.08.2008 às 01:49

São os famosos penetras que vemos também nos casamentos e festas, gentalha que força as fotografias, as ocasiões, sem qualquer sentido de presença, em nome da representatividade do Estado, mas somente quando é politicamente conveniente, claro. É preciso aparecer, tal como o famoso “emplastro” lá do Porto. Vai a todos e “eles” também. Dizia a minha santa avó que «a festa, casamentos e funerais nunca se vai sem ser convidado», e ela sabia muito, daquela sabedoria milenar e aldeã! Boa semana com tudo de bom.

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