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Fio de Prumo



Segunda-feira, 30.06.08

As Associações Profissionais Militares

 

 
Os militares, estejam na situação de activo, de reserva ou de reforma, não carecem de ter sindicatos. Todavia, precisam de ter associações profissionais. Associações orientadas para fins comuns e fins divergentes; comuns, porque tratam em conjunto aquilo que é património de todos e divergentes, porque resolvem aquilo que só a determinado grupo pode interessar. A divergência, como se compreende facilmente, não terá de ser — nem é — antagonismo; pelo contrário, pode ser, até, complementar. Tomemos como exemplo a Associação de Praças da Armada (APA) e a Associação Nacional de Sargentos (ANS); há pontos em comum e outros que são específicos de cada grupo. Confundi-los era, associativamente, calamitoso, pois as problemáticas profissionais dos sargentos não são, de certeza, em tudo iguais ou, até mesmo, semelhantes às das praças da Armada.
Entre a Associação de Oficiais das Forças Armadas (AOFA) e a ANS ou a Associação de Militares na Reserva e Reforma (ASMIR) há diferenças, tal como há semelhanças.
 
O ponto de maior comunhão entre todas as Associações Profissionais Militares (APM’s) é, sem dúvida, o interesse que todas têm em preservar as condições sócio-profissionais dos elementos castrenses que representam. Dito de outra maneira, dar voz mais forte a cada um dos grupos junto dos vários quadrantes sociais. Como é natural, por se tratarem de associações, quando levantam um problema — seja de que natureza for — ele terá de ter mais visibilidade social do que se fosse colocado individualmente.
As APM’s não são sindicatos, por isso não se limitam a preservar os seus associados da acção patronal do Estado; elas asseguram, também, a imagem castrense junto da opinião pública e complementam, nalguns casos e situações, a acção de comando que parte do topo da hierarquia militar (estou convicto que se esta última vertente não acontece com frequência é mais por culpa de quem comanda do que por relutância dos órgãos associativos).
 
 
Politicamente as APM’s desempenham um papel importantíssimo, pois polarizam descontentamentos dentro da única organização que detém a máxima capacidade de violência dentro do Estado. A Democracia não pode dispensar as APM’s, porque um descontentamento que é encaminhado para elas e por elas gerido é um descontentamento que se não desenvolve, ao sabor de todas as aventuras, dentro dos muros dos quartéis.
A cultura ditatorial portuguesa herdada do Estado Novo e ainda presente na mentalidade de bastantes militares e de muitos responsáveis civis leva a que se não consiga ver nas APM’s um excelente instrumento estabilizador da política nacional; pelo contrário, esses mesmos saudosistas das soluções silenciadoras gostariam de calá-las esquecendo — ou acreditando — que certos compromissos políticos internacionais e o Regulamento de Disciplina Militar eram suficientes para travar reivindicações e dignidades feridas. Estão muito enganados os que assim pensam.
 
Olhando individualmente as APM’s percebe-se que, quanto mais uniforme for a massa dos seus associados, mais homogéneas serão as posições adoptadas. Contudo, alguma diversidade é, também, importante existir para estabilizar as directrizes resultantes da acção associativa. A abertura da AOFA, da ANS e da APA a militares na situação de reserva e reforma obriga-as à adopção de comportamentos que as afasta de posturas tipicamente corporativas no sentido mais restritivo da palavra. Mas esta diversidade gera, também e contraditoriamente, um movimento de uniformidade dentro de cada uma, pois agrupa interesses, direitos e desejos de quem serve nas fileiras com os de quem já serviu.
 
Só uma cautelosa capacidade de gestão de vontades, por vezes antagónicas, consegue manter agregados os associados das APM’s e só um grande sentido do interesse nacional pode permitir o saudável entendimento entre todas as APM’s. É ele que deve constituir o traço de união entre as diferentes APM’s de modo a que seja possível encontrar o máximo multiplicador comum de vontades, porque só o sentido do interesse nacional, afinal, define a existência da Família Militar; são as cedências desejáveis e as intransigências admissíveis que dão base ao regular funcionamento de órgãos democráticos. O excessivo temor, a aumentada prudência de alguns tem de ser compensada com a ousadia de outros numa busca sensata dos meios-termos exequíveis, porque o progresso não se faz só com progressistas nem o conservadorismo só com conservadores. O progresso resulta da simbiose inteligente que sabe levar até ao limite do razoável o conjunto das forças progressistas e conservadoras.
 
As APM’s, no seu caminhar em democracia, pisando um terreno difícil de ser trilhado, têm sabido desempenhar-se da sua missão e, cada vez mais, é necessário que se imponham na defesa de direitos que um Governo supostamente socialista está apostado em retirar aos militares na situação de activo, de reserva e de reforma.

 

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por Luís Alves de Fraga às 16:18


14 comentários

De Desmancha-prazeres a 30.06.2008 às 20:31

Senhor Coronel
Não me atrevo a comentar o que diz acerca das APM´s e das plataformas de entendimento "possível" entre elas. No entanto, não estou a ver a AOFA abrir mão dos seus hierárquicos e conservadores pergaminhos...
A recente tibieza, com que se manifestou no seu processo disciplinar (tratando-se, até, de um par inter pares), é bem reveladora das (in)sensibilidades que por ali campeiam...
As mudanças que se operaram, fruto do processo revolucionário gerado pela queda do anterior regime, ainda não encontraram o ponto geométrico de uma estabilidade credível e credibilizadora.
Sendo a Organização Militar um pilar fundamental da Soberania, descurar o seu regular funcionamento, é o mais grave erro em que o Poder (político e militar) pode incorrer.
Em Democracia, é preciso que se Saiba, e Queira, Quem é Quem.
Olhando a foto, que encima o seu texto, mais me convenço que muita coisa anda, ainda, muito baralhada.
Ao tempo em que enverguei uma farda, a Espada era um símbolo de Comando, cuja entrega, aos nóveis Oficiais, era objecto de responsabilizante e relevante Cerimónia.
Como explicar - sem demagógica modernice - que um praça-sentinela faça uso de um símbolo que não lhe pertence nem se lhe adequa?!
Talvez seja, por estas e por outras, que um recruta parece general, e se escolham os generais (leia-se Chefes) dentre os que, ao fim e ao cabo, nunca ultrapassaram a mentalidade da recruta...
Isto digo eu, que sou quem sou.

De Pica-Miolos II a 01.07.2008 às 20:08

Sr. Desmancha-Prazeres
Mentalidade de Recruta?! Qual Recruta!!!
Diga, antes, mentalidade de Impedido.
Não é muito mais condizente?
Bem me parecia...

De Fernando Vouga a 01.07.2008 às 23:02

Caro Desmancha Prazeres

Só um pormenor meramente técnico, que não pretende deslustrar a sua interessante dissertação. Trata-se de um soldado da polícia Militar. Esta, por assim dizer, é um "derivado" da Cavalaria. Como em tempos idos os soldados de Cavalaria eram armados de espada, alguém entendeu manter a tradição, mas apenas no cerimonial militar.

De Desmancha-prazeres a 02.07.2008 às 20:40

Senhor Coronel Fernando Vouga
Agradeço a correcção técnica que fez o favor de colocar.
Só é pena que, neste país, as coisas nunca se façam por inteiro (a não ser as malfeitorias).
Assim sendo, o brioso sentinela, deveria cumprir aquela missão...a cavalo.
Porém, desconfio que o rapaz nunca montou na vida...
A cavalo, claro está.
Isto digo eu, que sou quem sou.

De Fernando Vouga a 03.07.2008 às 17:16

Caríssimo

O que define uma Arma não é o meio de locomoção mas o tipo de missões a desempenhar. As missões tradicionaos da Cavalaria (excluindo a PM) são o Choque (Cavalaria pesada), o reconhecimento, a segurança e a economia de forças (estas 3 para a Cavalaria ligeira). Estas missões são executadas a cavaleiro de uma plataforma que pode ser o cavalo, o carro de combate (vulgo tanque) ou o helicóptero. A menos que haja alguém que se deixe montar...

De Carlos Malheiro a 05.07.2008 às 12:43

Sr Coronel Vouga
Claro que concordo com as rectificações técnicas. Nem outra coisa seria de esperar de um Prof do ex-IAEM. Só há um pequeno senão. O sentinela ao que me parece não é um sold PM. É antes um sold do EREC da Brig Aerotransportada que está aquartelado no RC Estremoz. Embora a PM ou PE actualmente, não seja cav pura, sempre teria um pouco mais de apresentação. Embora o tema do post não seja uniformes, a imagem suscita-me alguns, bastantes reparos á proliferação actual de uniformes e ao seu mau uso, como é o caso presente( mistura de uniforme de campanha com artigos honorificos, espada e botas baixas, etc)que contraria a definição de uniforme. Mas deixemos este assunto para melhor oportunidade.Viva a cavalaria. Carlos Malheiro,-oficial de cavalaria de complemento licenciado

De jose antonio borges da rocha a 01.07.2008 às 08:52

Meu Prezado Coronel
NUNCA o associativismo militar teve tantas razões para andar como actualmente e o que se vê? PASSO DE CARACOL...

Na verdade, nos tempos de hoje, em que a acção das chefias militares está "condicionada" e "subjugada" à conjuntura governativa; e com um Chefe Supremo que "NÃO EXISTE", a IM, isto é o corpo de militares que a servem nunca como hoje tiveram necessidadde de uma Trincheira Associativa que, infelizmente não têm...especialmente os oficiais cuja AOFA "reudeu-se".

Digo com frontalidade de quem é sócio (ou foi: pois ainda não recebi qualçquer resposta ao meu pedido de demissão de associado!) que discordo com a estratégia "SUAVE" com que a AOFA interpreta a agudeza e a crueldade actual onde os militares sãop tratados como "DESPEZA PÚBLICA", quando lhes convém ou como "FEITOS VALOROSOS" quando a oportunidade reclama...
Eu explico: se falecer um Coronel eu (Major)que comparece no funeral, nomeado em representação do CEME e mais nenhum militar comparece a não ser os eternos amigos do falecido; no entanto se morrer um SOLDADO na Bósnia vai o Pimeiro Ministro, o Minstro da Defesa, o CEMGFA, o CEME e todo o séquito de "servilistas" como se a Pátria tivesse sido espoliada de um heroi.
NOTA: não quero, nem pretendo beliscar a dignidade e a honra, assim como a exéquia do militar em causa: ANTES DENUNCIAR UM PIMBALHISMO OPORTUNISTA que não tem sido e devia ser convenientemente explorado para desmistificar e que tanto mal tem feito ao...

De António José Trancoso a 01.07.2008 às 19:31

Meu Caro Alves de Fraga
Regressado de férias, tive o cuidado de ler tudo o que aqui se expôs.
A intranquilidade e o desencanto que grassam no seio da Família Militar é visível.
Porém, salvo algumas pistas diluídas no "muro das lamentações", nenhum dos comentadores apresenta um projecto mobilizador, capaz de forçar o (des)governo a arrepiar um caminho que tanto ofende a Condição Militar.
Aliás, diga-se, não é só esta que é maltratada; é toda uma população, arredada da esfera da teia de "amistosos interesses", que sofre e paga para a obscena abundância clientelar.
Em meu (fraco) entender talvez não fosse má ideia a união de esforços, das APM´s, no sentido das Forças Armadas recuperarem o Direito de escolherem os seus lídimos Chefes.
Bom será que os Militares não esqueçam que "Um macaco vestido de seda...não deixa de ser macaco".
Um abraço.

De Camoesas a 02.07.2008 às 02:52


Caro amigo Fraga,
Tal como a quase totalidade dos comentadores até agora fizeram, também eu não vou comentar o Post “As Associações Profissionais Militares”.

Parece-me que os comentadores estarão mais preocupados com a imagem que escolheu (felicitações pelo facto e escolha) e as divagações que originará que, com o sentido ou texto que escreveu; aparentemente sem conteúdo, a julgar pelos comentários.
Será provavelmente natural uma vez que “Toca” (a imagem) as sensibilidades do escalonamento, competências e hierarquização dos militares.
Digo nada! Nada digo no que respeita à imagem; não me ofende e pensando de modo hierarquizado como alguns aqui gostam de “pensar em voz alta”, a “culpa “ não será do militar na imagem que se me afigura aprumado/honrado e cumpridor das “superiores determinações”. Não me parece “um macaco vestido de seda”, talvez um assim vestido o tenha determinado!
Se o Praça faz uso indevido de um símbolo dos que mandam (de facto não sei nem quero saber), suposta e não simbolicamente, os mandantes deveriam isso saber fazer; mandar! Não o sabendo fazer, valerão menos (os mandantes) que o praça que cumpre e honra a sua missão como dever de todo e qualquer militar que o sabe ser.

Comentando agora concretamente o post, creio ser facto que a ANS surgiu antes da AOFA o que, a ser verdade, “envergonhará” os “nóveis oficiais” legítimos portadores da espada como símbolo de liderança e chefia, neste caso (como em tantos outros) seguidores dos Sargentos.
Nunca a Instituição Militar conseguirá de volta a sua Dignidade e Honra, enquanto os “protagonistas” se digladiarem. Nunca enquanto as Associações se não conseguirem alhear da sua condição de mandantes ou mandados (enquanto sócios profissionais e não militares); como Associações que são (ou pretendem ser) a hierarquia militar não se lhes aplica, de outro modo não seriam Associações Profissionais mas sim “Sindicatos de Classe” o que é proibido por lei e o poder político perfeitamente sabe e muito com isso goza.
Sargentos que “saem à rua” em defesa de um Oficial reformado e senhores Oficiais que “cautelarmente” se alheiam de um seu par … Sinceramente!
Claro que a classe política se aproveita dos OCS, claro que se valoriza e vende o figurão ao povo, os militares apesar de terem um objectivo comum, não unem esforços para o alcançar…

De António José Trancoso a 03.07.2008 às 02:28

Camoesas
Como saberá - ou deveria saber - as leituras apressadas geram distorções ao sentido das mensagens.
Nunca me passou pela cabeça atribuir, ao sentinela, a condição de macaco, como, apressada e levianamente, suspeita.
Leia com atenção, para concluir com acerto:
"...das Forças Armadas recuperarem o Direito de escolherem os seus lídimos Chefes.
Bom será que os Militares não esqueçam que "Um macaco vestido de seda...não deixa de ser macaco".
Ou será que discorda do facto de um "Chefe", escolhido à revelia dos seus, não passar de um amestrado mico de circo?
Estamos entendidos?

De Camoesas a 03.07.2008 às 17:25

Caro José António Trancoso,

Sei, de facto, que as leituras apressadas geram esses problemas de comunicação, não foi o caso. Li atentamente o post e os comentários e pareceu-me que esses, se concentravam mais em alvos dispersos como a escoha das chefias e a espada do sentinela, que nas Associações de militares (o post que supostamente se deveria comentar, claro que a imagem também dá um "rosto" ao texto)...

Assim, apressada, não foi a minha leitura e leviana também não nem alguma vez o poderia ser. Educação é algo que me foi dado e alguma adquiri, cultivo e tento semear, impede-me e veda-me ao uso ou abuso da leviandade.

Quanto à escoilha das chefias, duvido (não acredito mesmo e acho que é contra a sua própria natureza) que a instituição militar consiga ser assim tão "democrática" que permita os que o são, escolher quem os lidera. A não ser, claro, que quando diz os "seus" se refira aos iguais e não aos militares em geral; uma espécie de "democracia" em que todos são azuis, uns azul claro e outros azul escuro...

Que me desculpe o amigo Fraga pelo abuso na utilização do seu espaço para me permitir esclarecer que "estamos entendidos".

Os melhores e mais cordiais cumprimentos.

De António José Trancoso a 03.07.2008 às 23:19

Caro Senhor Camoesas
Não o quis melindrar mas tão só alertá-lo para um facto que poderia ser usado contra si por quem consigo não concorde.
Já agora (embora isso não tenha importância) não fui baptizado como José António...
Como vê, são coisas que acontecem...mesmo aos mais atentos.
Cumprimento-o.

De Paulo Contreiras a 03.07.2008 às 13:57

Caro Coronel Luís Alves de Fraga
Não posso deixar de o cumprimentar mais uma vez pela sua análise.
É inequívoca a força e o significado de uma iniciativa em que surgem lado a lado as quatro APMs , num posicionamento comum e transversal a todas as classes e categorias.
Como diz e muito bem, não é fácil gerir tantas sensibilidades e maneiras de estar
É muito mais fácil olhar para o que nos separa, do que para aquilo que nos une, e isso até nos comentários anteriores se nota (perdoem-me os digníssimos comentadores).
Contudo é de importância vital que saibamos apresentar uma Instituição Castrense unida contra a política miserabilista que a tenta cercear dos seus parcos direitos e da sua dignidade.
É nesse sentido que são "gastas" muitas horas de reuniões entre as Direcções das APMS, no burilar das diferenças e na tentativa de construção de "pontes".
A ANS tudo continuará a fazer para que não se consiga fracturar e dividir o movimento associativo sócio-profissional militar, e para que, cada APM, mantendo a sua agenda e identidade próprias, consiga nos momentos necessários surgir em unidade com as restantes, na tentativa de resolução dos graves problemas que a todos nós afectam.
Saudações cordiais e até uma próxima crónica caro Coronel Fraga.

Paulo Contreiras

De F.Coutinho a 15.07.2008 às 00:55

Shr . Cmd. FRAGA:
Este tema não poderia ser mais bem escolhido, pois penso eu ,ser por aqui, pelas associações militares, que teremos que encontrar respostas firmes e eficazes para enfrentar este ódio que a actual classe governante nutre pelos militares.
No entanto, aquilo que á partida parece ser de fácil assimilação por todas as classes e respectivas associações, tem a prática demonstrado ser um autentico calvário, para aqueles que , como eu, vêm defendendo a actuação em conjunto.
Pergunto: Como é possível, a parceria com uma direcção , que tem como Presidente, alguém, que sistematicamente boicota as constantes tentativas de unidade? e que até já teve o descaramento de defender numa das acções de luta, que aqueles que puniram a mando governamental, estão inocentes? e até deu o seu próprio exemplo, de que também já teria sido alvo de um processo. Claro que ficou por dizer, em que ficou o mesmo e porquê? Assim, não vamos lá. Parece-me que tudo isto está nas mãos dos respectivos associados , e são eles que deverão estar atentos e decidir, em consonância ou não com as direções.
Para terminar, penso ser uma boa dica , que se reflectisse aqui sobre estas questões e sobre as razões pelas quais surgiram as associações.
Um grande abraço.
P.S: tb . o fenómeno , que se tem verificado cada vez mais ,de Oficiais dos vários ramos, aderirem em massa ás acções da ANS e OPA.

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