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Fio de Prumo



Sábado, 19.04.08

As inconsequências de uma atitude

 
No dia 18 do corrente mês de Abril, o ministro da Defesa Nacional veio dar o dito por não dito. Se não fosse um assunto muito sério parecia que o ministro andava a brincar com a tropa.
O leitor que se interessa por assuntos de natureza militar ou somente por política nacional pode ir ver, clicando aqui, o Expresso on-line e consultar a notícia na qual Severiano Teixeira, ao cabo e ao resto, diz, por outras palavras, que o anteprojecto de RDM era só um teste à capacidade de entendimento e, talvez, de reacção das Associações Militares e, por outro lado, se pode concluir que se demarca da atitude do CEMFA, deixando-lhe o ónus de uma atitude inesperada e inusitada.
 
Realmente, ao apreciarmos a acção política deste Governo, parece que estamos a olhar para um carrossel em andamento: umas vezes a girafa está lá em cima cheia de força e vontade de saltar e outras está cá em baixo receosa de dar um passo em frente. Atente-se no que aconteceu com o Ministério da Saúde, com o da Educação e, agora, com o da Defesa… Isto no mínimo!

 

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por Luís Alves de Fraga às 22:26


21 comentários

De Camoesas a 19.04.2008 às 23:30

Nuno Severiano Teixeira, este "rapazola" (porque já passou a idade de ser mancebo, actualmente designados por "cidadãos"...) filho de militar, tem idade para ter sido também ele militar (obrigatóriamente, como todos os outros, não deficientes ou "objectores de consciência") mas não foi, na altura em que se combatia, se ficava deficiente e morria no Ultramar pela conservação das nossas colónias...

Ele não foi militar! Mas parece que sabe muito do assunto; ele faz conferências, escreve livros e até chegou a ministro de uma coisa que nunca foi; militar.
Talvez o pai lhe tenha ensinado algo que ele agora (polítco) usa como se fosse seu ou das suas experiências vivido...

Sinceramente não sei se pai de tal pessoa ainda vive (espero que sim, tenho consideração pelos militares) se fôr o caso, não terá gostado que o fruto do seu esperma o queira agora (que é "poderoso" e fazedor de legislação) calar até à morte.

Se, por acaso Severiano Teixeira (o militar), já se conta entre os falecidos, os meus sinceros sentimentos a todos os familiares à excepção do filho ministro, que não merece o pai que com tal "profissão" lhe garantiu e facultou as condições para chegar a um cargo que não merece, não sabe nem tem condições para.
À semelhança do anterior ministro da mesma pasta e indo mais além...

Afinal, O senhor ministro "da tropa", não foi " tropa "
porquê??? Qual a deficiência de que sofria ou sofre, ou que religião finge professar?

De Camoesas a 20.04.2008 às 00:15


Severiano Teixeira (Ministro da Defesa):
(Boy on the job)

"A UE não pode continuar a não considerar a sua dimensão militar, mas talvez tenha chegado o momento em que a segurança e defesa são fundamentais na construção da Europa política", declarou. "

Este ministro no mínimo é um pretenso candidato ou substituto no "cargo" de "melhor cómico Nacional", a contas com o famoso ( e creditado, este pelo menos com antecedenes e provas dadas na Arte de Fingir/Mentir/Aldrabar) Herman José...

" (...) não considerar a sua dimensão militar(...)"

Como pode alguém (sinceramente acho que é ninguém, mas oficialmente é "alguém"...) "mandar uma papaia " destas???

"(...)não considerar a sua dimensão militar.(...)"

Como pode o "responsável" máximo da Defesa de um país comunitário, que minimiza,despreza, insulta e desacredita tal função e "funcionários", "parir" tal ideia, sugestão ou crítica aos seus..."iguais"???

"(...)não considerar a sua dimensão militar.(...)"

Já vi coisas destas...

...Mas foi no circo!

PALHAÇO!!!


De Fernando Vouga a 20.04.2008 às 00:58

Caro Alves de Fraga

Apesar de ter quase jurado que, após a minha passagem à reforma, deixaria de me interessar por assuntos militares, o tristíssimo episódio do seu processo disciplinar fez-me, por agora, mudar de ideias.
Nesses termos, tenho dedicado algum — não muito — tempo a comparar o actual RDM com o anteprojecto do próximo. Neste, pese embora o facto de ainda contemplar a limitação da liberdade de expressão, parece-me que é mais "suave" que o antigo. Limita as penas dos reformado às repreensões e, a maior parte dos deveres, são só aplicáveis quando haja um "vínculo de serviço efectivo". Ficando assim de fora, claramente, o dever de obediência.
Não sou jurista, mas parece-me que a hipótese de punição de um militar na reforma, passa a ser ainda mais teórica do que o é actualmente.
Porém, tal não significa que se deixe de fazer uma oposição firme à intenção de se limitar a liberdade de expressão dos militares reformados.

De Luís Alves de Fraga a 20.04.2008 às 09:33

Caro Fernando Vouga,
O Art.º 5.º é muito claro quanto à matéria dos reformados e é ele que inclui a falta de liberdade de expressão, de opinião e isenção partidária para os reformados. Ora, é admissível que um militar reformado tenha direito a inscrever-se num partido político sem disso ter de dar cavaco a ninguém; é admissível que um reformado possa dar a sua opinião sobre questões de defesa sem ter de pedir licença a ninguém. O anteprojecto não deixa, tal como o anterior, inconstitucionalmentem não deixava... Mas havia como que um acordo tácito na sua não aplicação aos militares na reserva e na reforma.
Se se está a mexer no RDM tem de ser para o colocar dentro dos limites constitucionais e não, seguindo o exemplo do anterior e o princípio de que o precedente «faz lei» repetir a inconstitucionalidade.
Um abraço

De Zé Tavares a 20.04.2008 às 13:11

Sr COR F.VOUGA
À guisa de achega do que escreve informo-o que o famigerado "RD/GNR "que aboliu o RDM, se aplica na íntegra aos reformados. E já alguns foram punidos com base nele. As penas têm repercussão nas respectivas pensões de reforma. Como vê eles arranjam sempre maneira de tramar o pagode.Julgo que em tempos foi suscitada a inconstitucionalidade desta disposição mas acabou por ficar tudo na mesma.Note-se que na elaboração deste aberrante documento estiveram oficiais do exército. Portanto não se admire que agora as FArmadas se confrontem com a mesma situação. Cumprimentos. Zé Tavares

De Fernando Vouga a 20.04.2008 às 23:24

Caro Zé Tavares

Nunca servi na GNR e não fazia a mínima ideia de que o RD /GNR permitia tal medida. É uma vergonha.
Espero que a reacção a este escandaloso processo disciplinar movido contra o autor deste blogue venha a contribuir para acabar com tais injustiças.
Cumprimentos.

De Jerónimo Sardinha a 20.04.2008 às 01:27

Caro Coronel Alves de Fraga.
Não sei quem apreciar mais. Se o militar se o intelectual. Bem, não dissociemos um do outro. Só temos a ganhar com isso. A sua comparação com o "carrossel" é extraordinária, mas com sua autorização, eu faria a comparação com o velho "carrossel oito" da nossa juventude.
A destempo, mas PARABÉNS pelo encontro do Martinho. Terá tido peso no tal "esclarecimento" ministerial ? E agora como ficam as «estrelas» ?
Melhores cumprimentos.
Jerónimo Sardinha.

De Carlos rebola a 20.04.2008 às 01:38

A velha estória do apapalpar do pulso...
Ou então a história maldosa de se lançar o boato, e esperar o resultado... uma faca de dois gumes.
Um abraço Comandante
Carlos Rebola

De António José Trancoso a 20.04.2008 às 01:46

Se La Fontaine estivesse entre nós, havia de nos presentear com mais uma das suas memoráveis fábulas, cujo título não andaria muito longe do seguinte:
" O Touro Enraivecido e a Raposa Matreira".
E, está mesmo a ver-se qual o fim, e a moral, dessa estória...
Até parece que, no aproveitamento de um oportuno deslize, algum ajuste, de acumuladas e pequenas contas, estará já em marcha...
Na eminência do "crash"...o pára-quedas não está onde era suposto estar!!!
Desapareceu!!! E agora?!

De Eira-Velha a 20.04.2008 às 10:49

"Vivem obcecados com a propaganda. Anunciam a ideia, anunciam o projecto, anunciam a correcção, anunciam a revisão, anunciam o concurso, anunciam a adjudicação, anunciam a decisão prévia, anunciam a nova correcção, anunciam a primeira inauguração, anunciam a segunda inauguração..."
http://sorumbatico.blogspot.com/2008/01/os-trapalhes.html
Quem disse isto foi António Barreto, sociólogo, ex.ministro socialista, no blog acima identificado e que eu copiei para o meu tasco.
Só não vê quem não quiser ver, porque não há pior cegueira do que esta...
Saudações, meu Coronel!

De J. Casimiro a 20.04.2008 às 10:53


O Sr. Severiano Está no govrno certo e no lugar certo.

Este Governo é um Governo do faz de conta.

Enj, que não se sabe se é ou não ?????????????
Enj. Já Mééé !!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Economia, Calçado Italiano%%%%%%
Finanças, quer por todo mundo na prisão$$$$$$$$
Justiça, quer toda gente fora da prisão&&&&&&&
Educação, é preciso é passar a malta @@@@@@
Saúde, fecham hospitáis, abrem agencias funerárias ++++++++++++++++
Defesa, Ministro = Sargentão (sargente+ão) Oficial sem curso regular,ou de culturaescassa ou nula.<<<<

Um Abraço

De Carlos Nuno a 20.04.2008 às 20:41

Óbviamente que a definição que o senhor Casimiro atribui à Defesa só pode ser uma metáfora. Como metáfora é aquele senhor ministro que para mim ,e outros como eu, não tem argumentos e já agora, que fui no activo o tal Sargentão , se o senhor não sabe e decerto que o senhor MDN também não, eu dou-lhe umas dicas. Comi o pão que o Diabo amassou até chegar a Sargentão . Para ingressar na F.Aérea tive que apresentar certo nível de habilitações; frequentei vários cursos técnicos em Portugal e no estrangeiro ao nível do acordo NATO ; o que fiz para o posto superior da carreira tinha, além das disciplinas da especialidade, outras de nível nuclear como a matemática, portugues, ingles, psicologia, socilogia, organização, ética e moral ou seja, ultrapassa em muito o tempo em que bastava saber ler e escrever. O ultimo curso que prequentei, para desempenhar as funções de professor, incluía todo o ramo pedagójico necessário a essa função ( como eu compreendo os professores) Além disso, fiz duas comissões em África com tudo o que isso implicou de alteração em todo o aspecto em especial no de instabilidade familiar. Eu vim inteiro mas, os que lá deixaram a vida ou pedaços do corpo? E o Senhor Ministro da Defesa preocupa-se com uma coisa com realidades que ele desconhece totalmente? E qual tem sido a postura dos governos em especial o actual? Tirar, tirar, amesquinhar, enxovalhar. Caro senhor, juro que a sua expressão não me amofinou, até lha agradeço porque me deu esta oportunidade de deixar aqui estas dicas, como outras mais que poderia dar.

De Eira-Velha a 21.04.2008 às 09:55

Uma resposta de mão-cheia. Tal como o sr casimiro há muita gente, inclusive na hierarquia militar, que subestima os Sargentos, ao contrário de outros países onde são considerados quadros técnicos de referência, a avaliar pelo relato de altas patentes das nossas Forças Armadas que vão ao estrangeiro frequentar acções de formação ministradas, em grande parte, por Sargentos. Mas por cá continuamos a desbaratar recursos só para garantir lugares para as elites...
Parabéns Chefe Nuno.

De Anónimo a 22.04.2008 às 12:10

Sr. EIRA-VELHA:

Descupe-me o trato, mas não tenho outra identificação sua.

Sou o J.Casimiro que enviou para o blog do Sr. coronel Fraga a defição deste Governo.

Defini o MDM= Sargentão. (OFICIAL SEM CURSO REGULAR, OU DE CULTURA ESCASSA OU NULA.) Esta è a minha definição do MDM.

Se o Sr .consultar o dicionário verá que não denegri a imagem dos Sargentos, até porque eu próprio sou Sargento da Marinha.
Respodi para o mesmo blog a explicar ao Sg.Chefe Carlos Nuno, mas ainda não foi publicado e não sei se será, por isso gostaria de fazer chegar esta mensagem ao mesmo. Pesso desculpa por ter sido mal intrepertado.

Junto lhe envio a mnha identifivação.
Pedro Jorge Casimiro Cardoso S.Mor Marinha.


Grato pela sua atençao receba


UM GRANDE ABRAÇO

Pedro Cardoso

De Carlos Nuno a 23.04.2008 às 16:39

Caro camarada Casimiro. Não há problema. Eu entendi, depois, o que pretendia dizer e também concordo com a sua definição só que, à partida, ela parece ser outra. Estamos no mesmo barco e esperemos que esta tempestade não lhe altere o rumo porque, como o Snr Cor. Fraga, nós e outros, tudo faremos para que ele se mantenha.
Um abraço.

De Jacinto Fidalgo a 05.11.2008 às 09:50

Bons dias a todos e todas, estou feliz de cair nesta página, e comentar a resposta do Sr . Pedro Jorge, o qual eu sou amigo da marinha desde 1967, e natural da mesma vila, perdemo-nos de vista , gostaria de renovar contacto com ele meu Email jacintofidalgo@free.fr.
Agradeço imenso se a minha minha mensagem for publicada, para todos o meu grande abraço.
Jacinto Manuel Fidalgo

De Henrique Monteiro a 20.04.2008 às 11:56

É a velha táctica destes senhores: prometer o inferno para dar o purgatório!

De Carlos Nuno a 20.04.2008 às 19:31

Prezado "comparsa"?. Como tudo na vida é aprender até morrer : que as ilusões não passam disso, que as ideias se esvaem, que as esperanças se perdem. Mas quem nasceu vertical como o Senhor e, perdoe-me a imodéstia, como eu, jamais se vergará. Dos poucos mais anos que espero viver, além dos 74 actuais, quero levar uma consolação para a qual o Senhor tem contribuído. Primeiro, com o apoio e divulgação que deu à minha carta, depois com a postura de homem de luta, fazendo jus à consolação que quero levar comigo que é de que lutar vale a pena.Contra a injustiça, a prepotência e o abuso de poder. Foi e será com o espírito de luta que temos demonstrado, e com os apoios recebidos dos vários quandrantes e origens que o governo, nos seus mais diversos e contestados sectores, terá que arrepiar caminho de que espero seja mais um exemplo esta aberração do projectado RDM e no processo que lhe moveram. Como dissemos um ao outro no Martinho. Cá estamos. Um abraço.

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