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Fio de Prumo



Sábado, 09.02.08

Um grito de revolta

Fotografia n.º 2

 

Fotografia n.º 3

 

Fotografia n.º 4

 
É com muita honra que publico no meu blog este grito de revolta do Sargento-Chefe Carlos Sousa da Silva Nuno, reformado da Força Aérea Portuguesa.
Recebi esta carta aberta pela Internet, acompanhada das fotografias que se seguem.
Aqui fica um testemunho do sentimento de mais um militar que foi capaz de o expressar por escrito e com respeito.
Honra lhe seja feita
 
 
Excelentíssimos Senhores
Em boa verdade nem eu próprio sei como classificar o teor desta carta. Os Senhores lhe darão a classificação que entenderem. RECLAMAÇÃO? LAMENTO? PEDIDO? REVOLTA?
REVOLTA pela maneira como eu e mais uns milhões de portugueses fomos enganados nas promessas eleitorais do Senhor 1ºMinistro. Se V. Ex.ª tivesse dito que ia tirar, em vez de dizer que dava, não estaria certamente no lugar que ocupa. Enganou-me, tirou-me e continua a tirar-me porque eu sou um dos elos mais fracos e a quem é mais fácil chegar, fácil e cómodo. Pertenço à classe dos militares reformados, a classe a que o Governo chama funcionários públicos dando-lhe nitidamente a conotação, que havia antigamente, do chamado manga-de-alpaca. V. Ex.ª faz-me lembrar o indivíduo alcoolizado que chega a casa e desata a bater na mulher e nos filhos que é quem tem mais à mão e em quem é mais fácil, descarregar as iras. V. Ex.ª fá-lo em relação aos mais necessitados pois, como há dias disse publicamente o Sr. general Garcia Leandro, é um escândalo o que se paga a membros de certos cargos. Mas esses estão salvaguardados, com o futuro bem garantido porque parece que são intocáveis, se calhar por pertencerem às mesmas famílias políticas que têm constituído os governos. Quero informar que não sigo em rigor nenhuma linha política mas, de facto, nunca esperei vir a ser tão humilhado e enxovalhado, na qualidade de velho militar de carreira e agora votado a quase completo abandono e desprezo por parte do Governo. REVOLTA por constatar que V. Ex.ª, Senhor 1º Ministro, não gosta de nós, nós que lhe demos a possibilidade, em 25 de Abril de 1974, de agora estar no Governo com todas as prerrogativas de fazer o que muito bem entende. REVOLTA pela maneira como funciona o serviço da ADM ao qual eu tenho pleno direito mas que parece ser um favor que me está a ser concedido. Classificou de privilégios os direitos adquiridos ao longo dos anos e que o Governo, abruptamente, entendeu retirar como medida absolutamente populista, aliás como é apanágio do Senhor 1º Ministro e que é anunciar coisas que caem bem na opinião pública mas alheando-se, ou fingindo que não percebe, que tem TODOS os ramos de actividade do país em protesto. LAMENTO porque anui de alma e coração aos ideais do 25A, do MFA, não enjeitando porém, a honra de ter participado na guerra do Ultramar, em que se dizia, então, na defesa da Pátria. Cumpri como me competia e é com orgulho que ostento nos meus documentos condecorações e louvores. E V. Exª onde estava? Sabe o que foi ser militar nesse tempo? REVOLTA por agora ser tratado como lixo que já não presta e que se deita fora com o maior despudor e indiferença. A ADM, integrada no IASFA, não dá conta do recado, fruto de uma alteração forçada no sistema de saúde para a qual ninguém estava preparado. Veja-se o que se passa no Hospital da Força Aérea ao qual recorro. Para marcar algumas consultas é preciso ir para a Porta de Armas às 5 ou 6 horas - (no dia 6 éramos cerca de 60 pessoas) - Foto n.º 2 - esperar que o sentinela nos deixe entrar às 7H30, esperar depois à entrada do edifício - Foto n.º3 para às 7H45 entrar então para a sala - Foto n.º4, onde se começam a tirar as senhas e depois às 8H30 começarem as marcações que, não raras vezes, já não se conseguem. Mesmo as que se conseguem são, em média, para daí a 2 meses. Em Gastro só há um médico a dar consulta; sabe-se que não há ordem para contratar médicos para substituir os que se vão embora, como sucedeu recentemente em Urologia. Houve um médico que me disse que ia deixar de dar consulta e quando lhe perguntei o que seria dos doentes respondeu com a maior descontracção - "isso é problema da Força Aérea" .É este o apoio que os reformados militares têm, depois de anos e anos a servir o País? Já nos retiraram as comparticipações que tínhamos nos medicamentos, dizem que sou aumentado mas há dois anos que recebo menos dinheiro ao fim do mês. V Ex.ª, Senhor 1º Ministro, costuma dizer que é natural que ninguém goste de perder privilégios. E o Senhor gosta? Se não, porque se serve deles? Como acha que era um privilégio o que os militares tinham vou só lembrar-lhe um episódio. Quando V. Ex.ª teve o acidente, nas férias na Suíça, e precisou de ser intervencionado recorreu ao hospital da sua zona de residência? Foi para a Porta de Armas do Hospital da Força Aérea, como eu, para marcar consulta? Não. V. Ex.ª beneficiou do privilégio e foi imediatamente atendido. Só por curiosidade gostava de saber, além de não ter tido o incómodo de estar junto de mim na rua, ao frio ou à chuva às 6 horas, qual o cartão que o credenciou e qual a taxa moderadora que pagou. Sim, porque que me conste o Senhor não é e julgo que também não foi militar, portanto estará ao nível de beneficiário da ADSE. Também o posso informar que o Senhor, quando foi operado, passou à minha frente que aguardava vaga havia cerca de um ano para também ser operado a um joelho. E porquê? Por ser 1º Ministro? Mas o Senhor, tal como todos os outros membros do Governo são pagos por mim e pelos outros contribuintes, portanto não têm o direito de atropelar quem lhes paga. Como V. Exas. calcularão esta carta, bem como as fotos, vai circular na Internet e pode ser que alguém resolva faze-la chegar à comunicação social. Eu não o faço por vergonha, pois basta ver o meu orgulho ferido quando os autocarros da Carris passam junto ao H. da F. A. e se nota que alguns passageiros fazem chacota ao ver aquela gente ali, na rua, na sua maioria velhos como eu. È este o " reconhecimento " do Governo que, ao invés de se orgulhar e compensar os velhos militares de carreira os humilha desta maneira? PEDIDO, que V. Exas. sejam breves nas represálias que pretenderem exercer sobre mim. É que vou a caminho dos 74 anos; já fui operado 17 vezes; já nada cá ando a fazer; já não tenho quem dependa de mim; já nada me importa em termos de futuro e, se demorarem muito tempo, já não lhes darei o prazer de me verem espernear de raiva, de dor, de sofrimento e de arrependimento por ter ajudado à possibilidade de V. Exas. me enxovalharem como têm feito. Mais uma vez evoco as palavras do Sr. General Garcia Leandro: "Isto tem que mudar "e não seria boa imagem para o seu ego ter que fazer como o outro que, em desespero, incendiou Roma para mostrar o seu poder.
Respeitosamente
Carlos Sousa da Silva Nuno
Sargento-Chefe OPCOM/Reformado

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por Luís Alves de Fraga às 08:20


22 comentários

De António José Trancoso a 09.02.2008 às 16:02

O Sargento-Chefe Silva Nuno tem razão em tudo o que escreve, mas, por omissão, salvaguarda o verdadeiro responsável pelo estado de coisas a que se chegou: o eleitorado.
Por variados motivos, desiganadamente pelo atraso cívico-cultural de um povo (que enfatua o "chico-espertismo" em detrimento da educada e inteligente reflexão), interiorizou-se a peregrina ideia de que o espectro do Poder não deve ultrapassar as duas faces da mesma moeda.
Ora mando eu, ora mandas tu.
Ora coças tu, ora coço eu.
O espectáculo encenado na Assembleia (onde muito poucas vozes discordantes são "abafadas" pela imensa maioria dos "actores" contratados) constitui a maior das ofensas aos que, Civis e Militares, de boa fé, tudo arriscaram para dignificar uma Nação, secularmente, vilipendiada.
A plêiade de Tartufos, à qual o nosso destino colectivo é confiado, de quatro em quatro anos, na alternância de sempre, não será a prova, provada, do expoente máximo de uma corrupção consentida?!

De Sargento a 10.02.2008 às 16:09

Já muitas vezes estas e outras situações tem sido expostas pelos sargentos ...Agradecam aos srs Generais Chefes... aos actuais e aos anteriores...

De Luís Alves de Fraga a 10.02.2008 às 18:49

Estas situações têm sido expostas por sargentos e, também, por oficiais (eu próprio já a denunciei aqui neste blog).
Não acho que seja este o momento nem o lugar próprio para se fazerem acusações veladas a quem quer que seja.
A nossa indignação deve voltar-se contra os Governos que nos têm limitado os direitos que legalmente possuíamos.

De Outro Sargento.... a 10.02.2008 às 18:52

Caro Coronel...ao ler o justo comentário de um Sargento ao lamento de outro, não posso deixar de pensar que se acaba por ter aquilo que se merece...
Se tiverem a fineza de correr a Internet, poderiam contar as dezenas de blogs e artigos de Escuteiros e Escoteiros indignados por supostamente terem sido enxovalhados por um anuncio da Media Market., de tal forma que em poucos dias arranjaram mais de 7000 assinaturas numa petição ao PR, para defenderem a sua honra...
Os Militares e as suas associações tem-se pautado por uma "delicadeza" que roça a cobardia...para já não falar nos seus Chefes perfilados a espera de promoção ao posto seguinte.
Se os militares lhes atirassem para os pés com as espadas, espadims, medalhas e outras merdas que não valem um chavo e lhes escarrassem em cima, assim talvez o protesto chegasse a algum lado,,, Doutra forma é aguentar e morrer de pé.
Isto está bom é para os desertores, para os que foram para a Argélia, para os que se promovem uns aos outros, para os que andaram na venda das batatas...



De António José Trancoso a 08.03.2008 às 02:35

Sr. Outro Sargento
"Isto está bom é para os desertores, para os que foram para a Argélia, para os que se promovem uns aos outros, para os que andaram na venda de batatas..."
Permita-me que lhe observe o desnorte em que incorreu neste seu último parágrafo que retira força à legítima indignação patente no corpo deste seu comentário.
Para que não subsista qualquer equívoco, informo-o que não desertei (fiz a Guerra Colonial, de 1965 a 67), nunca estive na Argélia, nunca pertenci a nenhum "clube de promoções" e, em matéria de negócio de batatas, comi as que me competiam na ração regulamentar.
Posto isto, parece-me incorrecto vilipendiar os que entenderam ser mais úteis à restauração da Liberdade, sujeitando-se ao exílio e à ausência dos seus familiares, por tempo determinado apenas pela Esperança. É claro que, a estes, não os misturo com os protegidos do regime, postos a salvo na Europa Civilizada ou, quanto muito, em QGs...trajando Farda Branca.
Noutra perspectiva, seria eu, igualmente injusto se lhe retorquisse com o "negócio mercenário" que, para alguns, possa representar o actual voluntariado para as missões humanitárias em que Portugal participa.
Por favor não confunda coragem com cobardia, nem meta no mesmo saco, valentes e valentins.
Às vezes o que não parece, É.

De JCAS a 10.02.2008 às 19:15

Não importa sol ou sombra
camarotes ou barreiras
toureamos ombro a ombro
as feras.
Ninguém nos leva ao engano
toureamos mano a mano
só nos podem causar dano
espera.
Entram guizos chocas e capotes
e mantilhas pretas
entram espadas chifres e derrotes
e alguns poetas
entram bravos cravos e dichotes
porque tudo o mais
são tretas.
Entram vacas depois dos forcados
que não pegam nada.
Soam brados e olés dos nabos
que não pagam nada
e só ficam os peões de brega
cuja profissão
não pega.
Com bandarilhas de esperança
afugentamos a fera
estamos na praça
da Primavera.
Nós vamos pegar o mundo
pelos cornos da desgraça
e fazermos da tristeza
graça.
Entram velhas doidas e turistas
entram excursões
entram benefícios e cronistas
entram aldrabões
entram marialvas e coristas
entram galifões
de crista.
Entram cavaleiros à garupa
do seu heroísmo
entra aquela música maluca
do passodoblismo
entra a aficionada e a caduca
mais o snobismo
e cismo...
Entram empresários moralistas
entram frustrações
entram antiquários e fadistas
e contradições
e entra muito dólar muita gente
que dá lucro as milhões.
E diz o inteligente
que acabaram asa canções.

A TOURADA
José Carlos Ary dos Santos

De Anonimo a 10.02.2008 às 19:22

Curiosamente, foi neste HFA que, após ter ido esquiar para a Suíça e caído( Não foi acidente em serviço), o cidadão José Sócrates Carvalho Pinto Sousa, fez uma ressonância magnética e foi submetido a uma artroscopia. Segundo os dados conhecidos, não consta que o cidadão em causa tenha apresentado o seu cartão da ADSE, marcado consulta e ficado a aguardar por uma data na agenda do médico.
Não é ao que conste, militar de carreira ou na reserva, aviador ou paraquedista para ter o privilégio de ser imediatamente consultado, operado e assistido no HFA. Também não consta que tenha pago taxa moderadora...

De Camoesas a 10.02.2008 às 22:37

Infelizmente, nos OCS estas fotos teriam um efeito contrário...
Infelizmente, a desgraça já é tanta que os portugueses se sentem bem e melhor quantos mais forem os que estão mal.
Infelizmente, todos aqueles que vão para as filas dos centros de saúde, ficariam satisfeitos porque os militares reformados também fazem fila.
Infelizmente, já nos comportamos como os cães, já lutamos e nos mordemos para disputar os ossos que nos atiram.
Infelizmente, vivemos num "socialismo" que nada tem de social, não cuida dos velhos nem dos doentes. Vivemos numa "democracia" em que temos medo de falar e medo que nos ouçam.

Vivemos num "socialismo" em que até os socialistas originais fazem recomendações aos "socialistas" no poder, os socialistas de outrora já se demarcam e sentem vergonha deste "socialismo"...

A velhice e a pobreza são um peso para estes governantes; Pobres e velhos são um fardo, se além disso ainda forem militares, o rancor é total e nem merecem o ar que respiram.

Não nos preocupemos porque o governo do senhor Pinto de Sousa já está a negociar um novo "simplex" na área da saúde.
Não faltará muito para que os pobres deixem de fazer fila; até os cegos, acamados e paralíticos terão a possibilidade de marcar consultas ...

...pela Internet...

Não me gozem!

De Outro Sargento Ainda a 11.02.2008 às 19:39

Não posso deixar de concordar com os meus camaradas. Principalmente com aquele que muito lucidamente põe o dedo na ferida. Se os chefes estivessem lá para proteger os seus subordinados nada disto aconteceria.
Acho também que já chega de falar com meias palavras, nem só os politicos têm culpa naquilo que acontece, não há hoje em dia nenhum sargento que esteja enganado em relação a quem os comanda...

De António José Trancoso a 12.02.2008 às 01:03

Caro Senhor (Outro Sargento Ainda)

Tem a certeza de que os Militares que, ao longo da vida, deram provas de defesa das justas causas dos seus subordinados, são aqueles que os Governos (eleitos pelo povo) escolhem para as Chefias?
Se se der ao trabalho de tirar conclusões da sua própria resposta...
Parece-me que se insiste em querer curar uma expansiva furunculose com litros de mercurocromo...

De Outro sargento ainda a 12.02.2008 às 19:45

Caro senhor, claro que os bons para uns serão sempre maus para os outros. Apenas constatei uma realidade que não deve ser escondida nem ter vergonha em falar nela.

De António José Trancoso a 14.02.2008 às 20:09

Caro Senhor (Outro Sargento Ainda)

Tem, parcelarmente, razão.
É que não basta denunciar uma realidade espúria.
Para além disso - parece-me - é necessário encontrar formas de impedir que tal aconteça.
Ninguém, melhor que os próprios Militares, saberá, quais os que, dentre si, reúnem as condições (profissionais e humanas) que caracterizam um Chefe.
E, no entanto, passivamente (salvo opinião contrária, que desconheço), entregam, de mão-beijada, a capacidade de escolha, e indigitação, a quem serve a vil subserviência, derrogadora do respeito aos seus pares e, até, à Nação.
Não será tempo de iniciar um combate que altere esta arbitrária disposição "legalista"?!
Pois...não é fácil.
Dirão os "interessados" que tal coisa seria subverter toda a Organização e Cadeia de Comando ( como se a decência nos procedimentos não fosse o melhor dos suportes de quem se arroga o direito de ser a "Reserva Moral da Nação").
Se uma das virtudes do Bom Militar é ser cumpridor, o pior dos defeitos será deixar-se transformar num obtuso e oportunista burocrata.
Mas não sei do que falo, pois não?

De anonimo a 23.02.2008 às 16:38

Realmente os militares ainda conseguem ser uns privilegiados , em que hospital publico se marca consultas a 30 dias?
60 utentes em fila de espera? Eram todos para a consulta de urologia? Porque é que foram às 6 da manha, se existiam 80 vagas em oferta podiam ir as 8,30h , se foram as 6 foi porque quiseram, são livres de o fazer, mas não se queixem.

De Luís Alves de Fraga a 23.02.2008 às 23:33

Este anónimo perdeu uma excelente oportunidade para ter ficado calado. É melhor nada dizer quando não se percebe nada de um assunto.
Autorizei a publicação para poder ter oportunidade para este comentário.

De Carlos Nuno a 25.02.2008 às 23:38

É evidente que o comentador anterior não sabe do que fala. Claro que não eram 60 candidatos à consulta de urologia. Ninguém falou para que especialidade eram as 60 pessoas. Era para vários serviços.

De Militar anónimo a 26.02.2008 às 21:02

Aquele senhor que fala nas consultas de urologia não diz: Que para essa especialidade, bem como para a Gastro, para dar só este exemplo, têm dias marcados do mes ou da semana para as marcações.Que as vagas são poucas e que por isso é que as pessoas se juntam na porta àquela hora.Que os ultimos já não conseguem consulta.Que não são 30 dias mas no mínimo 60. Que Otorino tambem é para 60 dias.Que a Imagilogia funciona bem, mas depois espera-se imenso tempo pelos relatórios dos médicos que ultrapassam normalmente o prazo indicado. Que quem precisa de ser operado em oftalmoloçia terá que o fazer nas Torres de Lisboa,por um dos médicos do HFA que, entretanto, já informou que o contrato com a ADM vai acabar em 31 de Março. O que mais interessa esclarecer junto da opinião pública é que o serviço de saúde dos militares não é o que se pensa. O autor da carta só aflorou o que se passa que é muito mais do que isto.Agora adoptaram um operação de cosmética, retirando dos placards a lista dos médicos por especialidade bem como a lista dos doentes em cada dia de consulta. É para esconder algo.

De anonima a 21.05.2008 às 18:32

caro anonimo ...

Relativamente as filas de espera que começas as 6:30, tem uma razão muito lógica muito raramente existem vagas para as consultas e as que há esgotam logo. Ainda caso não esteja recordado a bem pouco tempo algumas pessoas passaram uma noite a porta do HFA , para poderem marcar uma consulta para o aparelhos dos dentes... será que se lembra? das pessoas que passaram lá a noite em saco cama?
Por falar assim não foi certamente um deles.

De Anónimo a 31.03.2008 às 22:55

Sou Oficial Superior da Força Aérea, no activo.
Há cerca de 1 mês quis marcar uma consulta de especialidade: «estamos a marcar para daqui a 3 meses Sr...»

O pisado

De C.Nuno a 01.04.2008 às 10:49

Para urologia só marcam à 2ª e 3ª feira, 5 vagas, para Dr. P.Gumarães e para 3 meses depois. Como é que se admiram de o pessoal ir para lá de madrugada. E o Senhor Oficial Superior protestou,? Fêz alguma coisa?. Eu fiz.

De Militar a 01.06.2008 às 23:57

qual a diferença entre uma oficial, sargento e praça quando todos estão doentes?

De reporterxyz a 18.04.2008 às 14:11

Gostaria de aqui expressar a minha solidariedade para com os o autor da carta e seus colegas. A liberdade de expressão é um bem tão precioso quanto a própria democracia.
Colocámos as fotos e o teor da carta no nosso portal dedicado ao jornalismo-cidadão ( www. reporterX.com ), na esperança que alguém nos abra um processo [in]disciplinar... Eu sei que não é motivo de riso...mas lá que apetece rir, apetece!.
Está na hora de Mudar.

Jorge Van Krieken
jornalista
www.reporterX.com

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