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Fio de Prumo



Domingo, 06.01.08

Reis, Presidentes e Índios

 
Juan Carlos de Espanha é um homem pouco mais velho do que eu (somente mais quatro anos, feitos no dia de ontem). Podemos dizer que somos da mesma geração. Várias diferenças nos separam. As principais são que ele é rei de Espanha e eu sou rei de mim mesmo, ele é o generalíssimo dos Exércitos de Espanha e eu sou um coronel da Força Aérea Portuguesa na situação de reforma, ele tem uma significativa fortuna pessoal e eu vivo de uma parca pensão e do pagamento das aulas que lecciono na Universidade, ele vive num palácio e eu num pequeno apartamento, ele tem empregados para o servirem e eu tenho, duas vezes por semana, uma auxiliar de trabalhos domésticos, para fazer as limpezas e lavagens mais pesadas, ele é convidado para grandes acontecimentos nacionais e internacionais e eu só sou convidado para lançamentos de livros, ele diz-se católico apostólico romano e eu sou agnóstico. Haverá outras diferenças, mas não vale a pena enumerá-las.
Com esta aparentemente longa introdução quero deixar claro que sou capaz de o perceber enquanto homem, porque vivemos as mesmas épocas, os mesmos acontecimentos e, curiosamente, quase teremos frequentado os mesmos ambientes, pois foi criado e educado bem próximo de Lisboa, no Estoril, conhecendo por dentro a ditadura de Salazar enquanto terá estudado a de Francisco Franco.
 
Há já várias semanas foi notícia, diria, mundial, a célebre interrogação de Juan Carlos a Hugo Chavéz ocorrida na cimeira ibero-americana. Não quis, na altura, pronunciar-me e trazer para aqui a polémica e popular questão, porque era necessário deixar arrefecer as emoções. Julgo que chegou o momento oportuno para os meus habituais leitores tomarem conhecimento do que penso sobre a ocorrência.
 
Juan Carlos, Rei de Espanha por vontade do generalíssimo Francisco Franco — que assumiu o Poder de forma ilegítima e sanguinária à frente de uma revolta militar contra o Governo republicano, legal e legítimo, o qual, por seu turno, se havia sujeitado ao voto popular depois do rei Afonso XIII ter fugido e deixado cair o trono — é um dos poucos monarcas existentes numa Europa fundamentalmente republicana. As pernas do trono onde se senta Juan Carlos mergulham muito fundo em milhares de mortos resultantes de uma tremenda guerra civil e de uma brutal repressão que se prolongou, em assassinatos políticos, até 1945. Juan Carlos era já, então, um menino crescidinho e com alguma capacidade para perceber o que acontecia no seu país. A Espanha aceita a Monarquia, porque ainda tem bem presente o que foi a guerra fratricida que opôs republicanos a tradicionalistas. A Espanha não discute o regime, porque ainda não sararam por completo as feridas deixadas pela guerra e as perseguições que se lhe seguiram; não discute, porque, acima de tudo, actualmente, na União Europeia, é insignificante e indiferente um Estado ser Monarquia ou República — é o que já está, não vale a pena mudar!
Isto, que é pacífico — ou quase — para os Espanhóis, não o é, todavia, para as antigas colónias americanas. Com efeito, a luta pela independência fez-se, em cada Estado da América, para libertar o território da alçada de uma coroa e para impor um novo ideal de regime que era, no século XIX, o republicano. A República representava, para os Americanos, uma libertação do colonialismo e, ao mesmo tempo, uma entrada na democracia, ou seja, no governo do Povo pelo Povo. O Brasil foi o único Estado sul-americano que se libertou da situação colonial, mantendo um regime monárquico.
 
Olhando para o imenso Brasil, percebe-se a mistura étnica que por lá ocorreu durante os 300 anos de colonização portuguesa e percebe-se, acima de tudo, que mesmo tendo havido formas de genocídio de índios elas foram atenuadas — graças, em especial à acção da Companhia de Jesus. Por outro lado, percebe-se, também, que a riqueza esteve sempre nas mãos dos colonos ou dos seus descendentes. Contudo, se olharmos para a maioria dos Estados oriundos da colonização espanhola já se não nota um tão elevado grau de miscigenação étnica: há uma bem demarcada diferença entre colonos europeus e índios americanos. Por outro lado, percebe-se que a riqueza está só nas mãos dos descendentes dos colonos europeus e que a pobreza é domínio dos índios. Naturalmente, isto não invalida a existência de pobres entre descendentes de velhos colonos; mas a condição de pobre é apanágio dos índios. Em comum, todos os Estados ibero-americanos têm o facto de a independência ter sido proclamada pelos grupos economicamente dominantes em cada um deles.
 
Arrumado este aspecto, notemos a curiosidade da seguinte situação: no Brasil foi um filho do Rei quem proclamou a independência; nos Estados colonizados pelos Espanhóis foram os grandes agrários ou os seus representantes quem lutou pela independência. Acresce que Portugal é hoje uma República e a Espanha uma Monarquia — o regime político que oprimiu e colonizou o Brasil já não vigora em Portugal, contudo subsiste em Espanha.
 
Hugo Chávez, independentemente do seu comportamento político e dos seus ideais sócio-económicos, descende de índios, logo, do grupo social mais oprimido tanto pela antiga metrópole colonizadora como pelos descendentes dos colonos bem instalados. Hugo Chávez é o porta-estandarte de um todo social que foi sendo brutalmente morto, espoliado do seu território e reduzido à miséria. E isto é histórico; isto é a verdade de um comportamento que leva cerca de 500 anos de existência.
Quando o Rei de Espanha interroga o Presidente da República da Venezuela sobre a razão pela qual ele não se cala tem por trás de si, pelo menos, 300 anos de colonização opressora e disso Juan Carlos deveria ter-se lembrado antes de abrir a boca.
Acresce que a discussão entre Zapatero e Chávez resultava da crítica que o segundo vinha fazendo ao sistema neoliberal hoje em desenvolvimento — um sistema que, de novo, está pronto a colonizar e submeter povos e Estados em nome da liberdade de produzir e comerciar. Era uma discussão entre condutores de políticas — já que Chávez, constitucionalmente, é o presidente do Executivo venezuelano — e não entre Chefes de Estados, daí que a intervenção de Juan Carlos tenha pecado, logo, por inoportuna.
 
É conhecida a tendência espanhola para o tutear — prática que entre nós não é vulgar — no entanto, mesmo que em privado Hugo Chávez e Juan Carlos se tratem por tu, é diplomaticamente incorrecto que o Rei de Espanha tenha tratado um Chefe de Estado soberano e independente por tu. Esse tu, dito naquele momento, naquelas circunstâncias e naquele tom, soa a uma superioridade histórica que não é admissível.
Juan Carlos deixou transparecer o pior de si, da sua geração, da sua arrogância, quando interrogou imperativamente Hugo Chávez que se terá sentido mais índio, mais colonizado, mais subordinado do que o necessário e conveniente. Os povos do mundo inteiro que foram vítimas de colonialismo devem — e com razão — ter-se sentido solidários com o Presidente da Venezuela. Juan Carlos, um Rei aparentemente moderno, deixou cair a máscara da simpatia, do companheirismo e do populismo para se tornar digno de um qualquer seu antecessor tirânico, despótico e arrogante.
À luz da História e por causa de todas as implicações que expus, não ficaria mal a Juan Carlos apresentar um pedido formal de desculpas a Hugo Chávez ou, por um qualquer outro processo, mostrar ao mundo que sentia o peso do seu erro enquanto homem, Chefe de Estado e descendente de uma família com velhos pergaminhos.
 
Será que temos de continuar a admitir que de Espanha não nos chega nem bom vento nem bom casamento?

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por Luís Alves de Fraga às 21:59


14 comentários

De joão a 07.01.2008 às 21:19

Todo esse tempo já passou...há muito...!!!

De António José Trancoso a 08.01.2008 às 19:47

Pois claro!!! A argumentação histórica, para explicar o presente e perspectivar o futuro, é uma realíssima treta, não é verdade?!
Como o entendo...

De Camoesas a 07.01.2008 às 22:34

Raciocínio "nú e crú", espectacular!

De Fernando Vouga a 08.01.2008 às 21:41

Caro amigo

Detestei a intervenção do monarca espanhol. Foi inoportuno, inconveniente e insensato.
O que não quer dizer que o Presidente venezuelano não o tenha merecido. Não passa de um tiranete desbocado que em muito faz lembrar o estilo do líder madeirense...
Creio sinceramente que Chavez passará à História ao lado de Bokassa , Mugabe e tantos outros. Vai decerto ser a desgraça da Venezuela .

De antonio.trancoso@netmadeira.com a 09.01.2008 às 04:12

Caro Monteiro Vouga
Concordo com a sua observação no que se refere à atitude do Monarca Espanhol.
Porém, permita-me que o mesmo não se passe relativamente às considerações que tece, nos seus parágrafos seguintes, porquanto se me afiguram algo contraditórias.
Se tiver a gentileza de ler o que acabei de comentar, aí encontrará algumas das razões que, em minha opinião, traduzem a discordância.
Dando de barato os comportamentos disparatados, concedo, tanto do Presidente Chavez (não do ÍNDIO Chavez) como do Rei de Espanha (na faceta de Delfim de Franco), só na forma, que não na essência, se poderá estabelecer uma comparação entre Chavez e Jardim.
Os valores defendidos, por um e por outro, não são comparáveis.
Se Chavez, como Presidente, no futuro, será bom ou mau, para o seu País, ainda é cedo para o afirmar. Mas o Chavez, índio venezuelano, tem carradas de coerente razão. Não me parece que os Venezuelanos, os deserdados na sua própria Terra, estejam contra ele...Pelo contrário consideram-no um dos seus. E quem já nada tem a perder... só pode ganhar.
Do mesmo modo, porém nos antípodas, situa-se Jardim, que "tudo" tendo perdido em Abril de 74, rapidamente, se "converteu" à odiada Democracia, (sob o divino manto do Bispo Santana) para, através da generosidade democrática, encentar, sem olhar a meios, um processo revanchista que, trinta e três anos de inimagináveis benesses e sinecuras, não abrandou.
Sem decoro, nem vergonha, arvora-se em paladino de uma Autonomia, que, até à queda do Estado Novo, não fazia parte do seu projecto de vida.
Na realidade, sempre defendeu os, então, seus pares...e, nunca se lhe ouviu, ou leu, uma palavra contra os verdadeiros saqueadores do Povo Madeirense.
Agora, em Democracia, quando não consegue os milhões, com que sustenta a vasta corte, ofende e enxovalha, desabridamente, gritando roubos passados, de que só tardiamente "se lembrou", omitindo, convenientemente, o aval político que, ideologicamente, lhes deu.
A imagem que dá da generalidade dos Madeirenses, envergonha e menoriza.
Chavez está no início da sua governação; Jardim está(?) no seu final.
A factura Jardinista, que as próximas gerações terão de pagar, talvez coloquem o seu mentor na galeria de "heróis" que o meu Caro Amigo vaticina para companheiros de Chavez.
O Tempo o dirá.
Ressalvada a frontalidade, que nos é comum, queira aceitar o meu abraço amigo.


De António José Trancoso a 09.01.2008 às 12:29

Corrigenda.
Onde de lê "encentar" deverá ler-se ENCETAR.
Pelo descuido, na revisão do escrito, apresento-lhe as minhas desculpas bem como ao Autor do Blog e aos seus Leitores.

De Fernando Vouga a 10.01.2008 às 22:56

Meu caro António Trancoso

Se há coisa que aprecio é a frontalidade. E, no seu caso, cumpre-me elogiar a sua habilidade para manter as discordância no campo das ideias e não em ataques pessoais (isto não é piada à Assembleia Regional).

Na minha maneira de ver, as grosserias de Chavez não se podem justificar com os erros do passado colonialista. Penso mesmo que dum modo geral, será errado tentar "emendar" a História. Porque não me parece justo que se castiguem as gerações presentes pelos erros das anteriores. Para lá de me parecer impraticável.
Será que os italianos nos devem devolver o ouro que nos foi roubado durante a dominação romana? Será que os franceses e ingleses nos devem devolver o que os soldados de Napoleão e de Wellington nos pilharam durante a guerra peninsular? Será que nos compete devolver o ouro que roubámos no Brasil? Será que os europeus das Américas terão de regressar à Europa? E os Africanos que foram forçados a ir para lá?
Hugo Chavez pode ser um revoltado por causa do que sofreram os seus antepassados desde a colonização espanhola. Mas, como Chefe de Estado, terá que compreender que a História existe para que não se repitam os erros do passado e não para exercer vinganças.
A minha leitura é bem diferente. Ele está a explorar demagogicamente o filão da revolta para criar divisões entre os seus cidadãos e assim consolidar o seu poder. E só lhe falta chamar "povo superior" aos índios...
Tal como AJJ, Chavez está a semear ventos. Espero bem que me engane, mas estou convencido que a Venezuela está condenada a colher as respectivas tempestades.

Um abraço amigo

De António José Trancoso a 11.01.2008 às 14:15

Caro Monteiro Vouga
Agradeço a gentileza da sua resposta ao comentário que me permiti fazer à sua intervenção.
Como terá reparado, tive o cuidado de distinguir a dupla personalidade interveniente (a do Presidente e a do Índio) no lamentável debate com a representação Espânica.
O Presidente Chavez não deveria ter comtemporizado com o desabafo de revolta do Índio Chavez.
Ao fazê-lo, deixa, de facto, antever o que poderá ser uma postura condizente com a tendência ditatorial que, desafortunadamente, tem afectado a América Latina (Noriega, Somoza, Macoute, Pinochet,...).
Com a diferença, porém, de o poder vir a ser, à revelia dos "suportes" em que a maioria daqueles se alcandoraram ao Poder.
Se o excesso de Chavez é reprovável, não o será menos a, deslocada e inapropriada, intervenção do Rei.
A um disparate não se contrapõe outro, sob pena, dos seus autores, se equivalerem e nivelarem.
Havendo culpas no cartório, competia ao Monarca a sábia contenção que, infelizmente, malbaratou.
Em vez de um salutar sarar de feridas, reabriram-nas, sabe-se lá com que futuras consequências...
E isso é que deve ser motivo de grande preocupação.
Afinal, por diferentes caminhos, parece-me não serem tão grandes as nossas "divergências"...
Retribuo o seu fraterno abraço.

De António José Trancoso a 09.01.2008 às 02:06

Meu Caro Alves de Fraga
O comentário que pretendo fazer poderá parecer consequência das posições díspares que, até o momento, foram dadas, aqui, à estampa. Não o é.
Contrariamente ao teu pressuposto de que as "preconceituosas paixões" estariam arrefecidas, verifica-se que assim não acontece, como era, aliás, e indubitavelmente, previsível.
O teu texto merecia, e merece, uma leitura mais atenta, concordante com a serena honestidade intelectual que percorre a tua análise.
Mas, cada um sabe de si, e Deus, se existe, saberá de todos...
Para uns poderá parecer que se pretende legitimar a ausência da elegância (hipocrisia ?!) que caracteriza a relação diplomática, da qual, o Presidente Chavez, fez tábua rasa;
Para outros, não subsiste qualquer dúvida, que a atitude, do ÍNDIO, mais não foi que a explosão (emcional e "diplomaticamente" descontrolada, conceda-se) das humilhações e tensões, acumuladas por séculos de alheia, cínica e inumana, exploração; exploração que, os conluiados, Bush e Aznar, congeminavam prosseguir...
(Bom será que não se esqueça que o Direito à Indignação "ainda" é... um Direito Democrático... mesmo para um Índio).
Juan Carlos "esqueceu" esse "pormenor"... cometendo uma "real" gaffe, que remete a sua elevada condição, não para o "Direito Divino", mas para a vontade, arbitrária, de um homem que a História já rotulou, ou, inevitavelmente, virá a classificar, na pleiade dos Criminosos.
A Espanha não merecia isto.

De João a 11.01.2008 às 23:24

deixem lá o Rei dos outros e olhemos para a nosa Casa...!!!

De Fernando Vouga a 12.01.2008 às 12:31

Caro João

Hoje em dia vivemos num mundo de interdependências e o que se passa fora das fronteiras pode ter um efeito muito significativo nas nossas vidinhas. A vizinhança e o poder de Espanha condicionam fortemente as nossas opções. Quanto à Venezuela, há lá muitos milhares de portugueses que podem estar em risco de ficar na miséria e ter de regressar.
Por outro lado, olhar para "a nossa Casa", como recomenda, não é muito motivador, tal é a desgraça que por aqui vai...

De António José Trancoso a 12.01.2008 às 18:31

Exmo. Senhor João
A sua visão estratégica é deveras notável.
Muitos parabéns.

De jose antonio borges da rocha a 13.01.2008 às 13:31

Desculpe deslocar-me do tema, mas a culpa é do Dr. Jorge Sampaio que nunca mais se cala de vez?


Diz o ex-PR que a política de saúde conduzida pelo actual Governo está certa.

Claro que está pois os cidadãos ATÉ JÁ MORREM DENTRO DOS HOSPITAIS POR FALTA DE ASSISTÊNCIA, APÓS QUATRO HORAS DE ESPERA PELO ATENDIMENTO QUE NÃO CHEGOU.

Esperemos que com este impulso dado pelo ex-PR os cidadãos passem a ganhar uma hora e deste modo morram apenas após três horas de espera.

É triste ter de ouvir quem devia estar calado, por tão e tanto mal ter feito ao País.

Durante dez anos foi o principal responsável pela Liberdade e pela Democracia e NADA FEZ, a não ser deixar, com o seu beneplácito, que o País tivesse chegado onde chegou: HOJE ROUBA-SE À LUZ DO DIA, AINDA QUE ESTEJAM A SER VISTOS. Eu falo com experiência de causa, onde vivo é o caos. Sai-se da garagem e é-se imediatamente assaltado ficando apeado sem carro e sem dinheiro.

A saúde em falta, que o ex não diz, por cobardia, é a saúde do regime, que já colapsou, já apodreceu e nesta agonia tenta sobreviver através de beneplácitos comprometidos.

GRAÇAS A DEUS QUE O POVO ESTÁ A ABRIR OS OLHOS E JÁ NÃO ACEITA ESTAS DESCULPAS DE "MERDA".

SEJAM CORAJOSOS E FAÇAM O REFERENDO AO TRATADO E DEPOIS VEJAM O QUE ACONTECE? UM DEBATE ONDE O EURO (A MOEDA) IA FAZER IMPLODIR A DISCUSSÃO E AVIVAR CONSCIÊNCIAS PARA A MAIOR FRAUDE E O MAIOR EMBUSTE A QUE O PAÍS FOI CONDUZIDO POR VIA DA ADESÃO AO EURO.
TUDO PASSOU A SER COBRADO PELO DOBRO, ENQUANTO OS VENCIMENTOS BAIXARAM, ESTA É QUE É A REALIDADE.

QUANDO ME REFIRO A VENCIMENTOS É CLARO QUE FALO DO POVO HUMILDE, SÉRIO E TRABALHADOR: NÃO DOS OUTROS, OS DE SEMPRE, OS QUE BENEFICIAM DO REGIME COMO SE O PAÍS FOSSE UMA COUTADA.


Saudação a todos os que não têm culpa pela mixórdia a que isto chegou.

De agapito a 14.01.2008 às 16:33

Sr Major Borges da Rocha

Estou plenamente de acordo com o que escreve. Só é pena que os PORTUGUESES continuem adormecidos e a aceitarem acomodadamente que os ignorem em nome de quê? Mais uma vez interrogo se foi para isto que se fez um 25 de Abril? Parece estar na altura de se dar um volta nisto. Mas com quem? Saudações Agapito

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