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Fio de Prumo



Terça-feira, 04.12.07

Desemprego e Eurostat

 
Ontem a oposição caiu, durante a tarde, em cima do Governo, porque o Eurostat havia anunciado o aumento da taxa de desemprego, em Portugal, para 8,5%.
 
Afinal, ao fim do dia, fez a correcção: a taxa não era de 8,5%, mas sim de 8,2%!!!
Continuamos a ser o terceiro Estado da União com mais desemprego; na zona euro somos o segundo, logo a seguir à Grécia e antes da França.
O número de licenciados sem emprego compatível cresce assustadoramente. Entretanto, o Governo manda fechar maternidades em vez de avaliar cautelosamente a quantidade de Universidades e Institutos Politécnicos existentes neste pequeno país. Para além disso, não faz a análise dos cursos que se leccionam nem corrige a fórmula de empregabilidade que as empresas utilizam: estão engenheiros a desempenhar funções de gestores de empresas, gestores de empresas a fazer o trabalho de gestores de recursos humanos, psicólogos a seleccionarem trabalhadores, licenciados em Direito a ocupar cargos de gestores de empresas ou de licenciados em Relações Internacionais e, no meio de tudo isto, estão licenciados em qualquer coisa a vender bicas ao balcão das pastelarias ou como «caixas» em supermercados. Mas faltam médicos. Faltam, porque o grupo de pressão chamado Ordem impõe números restritos de admissões não se vá banalizar a profissão e os rendimentos individuais baixarem.
 
Onde estão as promessas de milhares de empregos feitas com um ar sério e seguro pelo, então, candidato a primeiro-ministro José Sócrates?
Onde estão as verdadeiras linhas e medidas estruturantes do desenvolvimento económico de Portugal?
 
Não, José Sócrates ficou obcecado com o deficit e, obedientemente, sem pestanejar, vá de cumprir as determinações de Bruxelas e impor à débil economia nacional os padrões neoliberais. Na sua fúria de aluno cumpridor, atacou o Serviço Nacional de Saúde, ferindo-o de morte, arrasou o sistema de assistência sanitária dos militares, não fazendo justiça a todos quantos já velhos e incapacitados deram a sua juventude ao serviço da Pátria nem a todos os que estão dispostos a servi-la incondicionalmente, liquidou a Caixa Geral de Aposentações não sem que permitisse que a classe política dela usufruísse à larga, ameaçou a Caixa Nacional de Pensões de a reduzir a nada, mas não soube legislar contra os imensos lucros obtidos pelos bancos e companhias seguradoras enquanto fez subir todos os impostos indirectos.
 
E o Eurostat apresentou desculpas por causa de diferença de 0,3%, um pequeno erro que neste mar de injustiças possibilitou à oposição clamar contra o Governo!
É tempo de os Portugueses tomarem consciência. E mais não digo.

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por Luís Alves de Fraga às 17:23


1 comentário

De Camoesas a 04.12.2007 às 23:18

"Eduardo Catroga aposentou-se em Abril com 9693 euros, que junta regimes público e privado"

http://www.correiodamanha.pt/noticia.asp?id=268295&idCanal=181

Alguém (muitos milhares de militares que os nossos actuais gvernantes promoveram a "ninguém") pagará com a sua miséria/fome/demência, a pensão deste senhor "servidor" da nação...

...NOVE MIL EUROS por mês, de reforma!!!

Pagos por uma entidade "falida" para a qual muitos milhares de militares continuam a descontar...


Os Oficiais reformados serão presos por posse ilegal de arma branca ( espadim ), os Sargentos não possuem esse símbolo de autoridade e os Praças do Q.P. só ainda existem na Armada...
...GUARDEM OS CORTA-UNHAS! Serão necessários para esta luta desigual.

Que vergonha!

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