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Fio de Prumo



Domingo, 27.05.07

Bocas, notícias e informações

 
GNR e Forças Armadas
 
Em Setembro do ano transacto interrogava-me aqui, numa crónica subordinada ao título «Quem tem medo das Forças Armadas?», sobre qual o motivo porque a Guarda Nacional Republicana (GNR) — força policial destinada à segurança interna, pese embora o estatuto que lhe querem atribuir de força militar — estava a aumentar de efectivos desmesuradamente, dando a parecer que se tinha como meta ultrapassar os das Forças Armadas. A resposta começa a ganhar contornos.
 
Há, talvez, mais de dois meses foi dada à estampa, nos jornais, uma notícia que pretendia passar despercebida do grande público. Publicitava-se à Nação que se estava a equacionar a possibilidade de a GNR ser comandada por um general de quatro estrelas, ou seja, segundo o novo modelo de designação dos oficiais generais (major-general, tenente-general e general) por um general.
Ora, como é sabido, só atinge o posto de general cada um dos Chefes de Estado-Maior de cada Ramo. Assim sendo, estava-se, sub-repticiamente, a deixar passar a ideia da criação do quarto ramo das Forças Armadas.
 
Liguemos este dado à campanha de destruição das Forças Armadas, que de há quase dois anos a esta parte se está fazendo, e perceberemos os contornos do quadro, possivelmente, delineado nos espíritos dos governantes deste país: reduzir a Armada, o Exército e a Força Aérea a núcleos de força pouco mais do que simbólicos, numa aposta de que, na conjuntura presente da União Europeia, é inútil a defesa externa — a qual deve ser vista, em Portugal, como uma mera extensão da política de representatividade do Estado português nas missões de paz — passando a apostar-se forte na segurança interna, através do reforço dos meios da GNR e esvaziamento dos da PSP e polícias municipais.
Em abono desta ideia, o excelente blog «A Voz da Abita (na Reforma)», numa pequena transcrição do Art.º 43.º do projecto de Lei aprovado em conselho de ministros no dia 3 de Maio, chama a atenção para a criação da Unidade de Controlo Costeiro sob comando e direcção da GNR.
Isto é inaudito e nunca foi visto em tempo algum em Portugal!
 
A ditadura socialista
 
Esta ditadura socialista só não se assume com maiores poderes, porque, estando na União Europeia, tem de se disfarçar sob a capa da matriz plural. Cavaco Silva e a sua maioria laranja foram, em conjunto, verdadeiros meninos do coro se comparados com esta nova maioria, agora, dita socialista. José Sócrates tem o verdadeiro perfil de um demagogo, que exige obediência cega em troca de protecção política… e é bom que haja muitos Mários Linos a dizerem asneiras, a cometerem gafes, a, como soe dizer-se, «meterem os pés», pois quanto mais se «enterram» mais pode Sócrates segurá-los e comprar-lhes a colaboração silenciosa e passivamente obediente.
 
Forças Armadas
 
Mas o ataque às Forças Armadas não fica por aqui!
O Correio da Manhã de dia 24 de Maio anunciava que está em estudo, no âmbito do Ministério da Defesa Nacional, o alargamento de tempo de serviço dos militares com vista a passar de 36 anos para 40. Exactamente como no tempo de Salazar!... Mas com diferenças! Eu explico.
 
Depois do 25 de Abril de 1974, quando se reformularam os conceitos estratégicos de defesa nacional, de acordo com a nova realidade geopolítica — isto é, com a redução do território à área peninsular e Regiões Autónomas e, também, maior empenhamento nas missões definidas pela OTAN — entendeu-se por bem reduzir o tempo de serviço e baixar o limite de idade em cada posto de modo a garantir um rejuvenescimento dos quadros das Forças Armadas. Passou-se de 40 anos de serviço para 36 com obrigação de transição para a reserva a todos os militares que fossem atingidos pelo novo limite de idade atribuído a cada posto. Pessoalmente, essa medida levou a que eu não pudesse nutrir esperanças de alguma vez ser promovido a oficial general. Eu e tantos outros oficiais. Sacrificaram-se interesses individuais em nome do interesse colectivo. E fazia todo o sentido que assim fosse em nome de uma maior e melhor qualidade de serviço das Forças Armadas.
Mas acontecia, também, que a passagem à situação de reserva não desligava imediatamente o militar do seu Ramo, nem da sua arma, serviço ou classe, continuando o pagamento da respectiva pensão de reserva a ser encargo do ministério da Defesa Nacional até aos 70 anos de idade, altura em que, compulsivamente, o militar passava à situação de reforma.
 
Durante a ditadura da maioria social-democrata, chefiada por Cavaco Silva, foi determinado que a situação de reserva durasse simplesmente 5 anos, findos os quais o militar transitava para a situação de reforma e, por conseguinte, a ser suportado pela Caixa Geral de Aposentações o encargo da respectiva pensão. Libertavam-se, deste modo, os Ramos de um peso excessivo com encargos de pessoal efectivamente inactivo. Cortava-se, assim, com uma tradição que vinha já desde o tempo da Monarquia, que havia atravessado a 1.ª República e o Estado Novo. A isto eu chamo, truques de ilusionismo barato. Truques, pois o que interessava era que, no fim de cada ano fiscal, o rácio das despesas com o pessoal estivesse equilibrado com os do material e do pagamento de serviços vários.
 
Esqueceram todos — e aqui incluo as chefias militares da altura e os políticos — que tinham de arcar com a herança de umas Forças Armadas desmedidamente exageradas, que durante 13 anos estiveram calculadas para fazer a guerra colonial. Como não era possível mandar fuzilar todos os graduados militares, nem passá-los compulsivamente à reforma, nem se soube estabelecer um programa de reconversão de quadros para, sem perdas de direitos legitimamente adquiridos, os transferir para outras actividades produtivas do aparelho do Estado — medida que não colhia o apoio dos partidos, porque lhes retiraria a possibilidade de satisfazer as exigências das suas clientelas — tomaram-se decisões enviesadas (como a chamada «Lei dos coronéis» a qual facilitou a passagem à reforma de muitos militares que hoje vêem as suas pensões inalteradas e cada vez com menor capacidade aquisitiva).
 
Onde está, agora, a coerência da política de rejuvenescimento das Forças Armadas? Foi pelo cano abaixo, porque, afinal, era uma mentira, tal como é mentira a decisão de ser mais conveniente alargar, agora, o limite de tempo de serviço para 40 anos.
 
Os Governos usam e brincam com as Forças Armadas democráticas — com a total conivência dos generais e de todos os chefes militares — porque elas constituem o único agrupamento sócio-profissional dependente do Estado que, em nome de uma suposta disciplina, acata passivamente todas as arbitrariedades que lhe imponham.
 
Associações Militares
 
É de louvar a acção desenvolvida pelas mais representativas associações militares, as quais, incansavelmente, têm vindo a público reclamar contra as medidas ilegais e ilegítimas que a ditadura socialista, através dos ministros da Defesa Nacional — Luís Amado e Severiano Teixeira (este mesmo, filho de um coronel de quem não parece ter herdado qualquer sentimento de respeito pela Instituição que lhe garantiu o sustento enquanto jovem e dependente da família e que, mais tarde, pela mão do falecido general Themudo Barata — à memória de quem deveria estar sempre agradecido — conseguiu lugares com boas e notórias vantagens) — vem aplicando às Forças Armadas.
Sem discutir ou pôr em causa o valor e o empenho de todas as restantes associações militares — antes pelo contrário — gostaria de enaltecer o papel da Associação dos Oficiais das Forças Armadas (AOFA) — cujo site, na Internet, merece demorada visita — que, nas últimas semanas, tem desenvolvido um forte empenhamento junto dos partidos políticos, na Assembleia da República, e junto de algumas chefias militares.
 
E, a este propósito, endereço, exactamente, aos Chefes dos Estados-Maiores de cada Ramo e ao do Estado-Maior General o pedido de saberem auscultar as associações militares, pois nelas, ao invés de encontrarem adversários, descobrirão óptimos aliados para a luta e campanha de dignificação das Forças Armadas. E, nunca é excessivo recordar, dentro de poucos anos, também os Chefes de hoje serão oficiais reformados, inactivos e deitados para o caixote das inutilidades pelos políticos que continuarão na sua luta por se manterem alcandorados em boas situações financeiras pagas pelo Estado ou por empresas a ele ligadas. Meus caros camaradas, não se esqueçam disto! E, pelo menos, mais tarde, tenham vergonha, e não venham dizer que não fizeram ou não apoiaram quem quis lutar, porque «mais não podiam fazer»!
 
Hospitais Militares
 
Foi, com grande interesse e agrado, que li, no blog «Água Aberta… no OCeano II», da autoria dos camaradas oficiais do curso de entrada na Escola Naval no ano de 1962, uma pequena referência à dificuldade na marcação de consultas no Hospital de Marinha; mais em concreto, à demora em ser atendido em uma qualquer consulta externa que ficou, afinal, telefonicamente marcada para 19 de Julho.
 
Têm sorte os camaradas da Armada! Tem-na, porque conseguem fazer marcações telefonicamente! Nós, na Força Aérea, pelo telefone já foi! Agora só pessoalmente e indo às 6 e meia ou 7 horas, da manhã, claro está, para a porta de entrada do edifício onde se marcam as consultas, formados em fila indiana, à chuva, ao vento, ao frio, ao calor ou ao que quer que seja, porque há dias precisos para o efeito e vagas delimitadas para as consultas. E tudo isto, segundo me disse um antigo alto responsável na hierarquia da Força Aérea, por causa dos cabos! Note-se bem que não me refiro a cabos eléctricos, nem a cabos de amarração, mas tão simplesmente aos militares com a graduação de cabos que prestam serviço no Hospital daquele Ramo das Forças Armadas! Espantoso, não é?! Contudo, esse tal camarada acrescentava que os médicos não estão todo o dia no Hospital e quem, de facto, acaba por nele mandar são os ditos cabos porque, afinal, são eles os que cumprem o horário completo!
Não quero acreditar nesta explicação. Mas se ela tem algum fundamento de verdade, pergunto-me qual é a posição que o Estado-Maior da Força Aérea toma perante o assunto ou, pelo menos, qual é o parecer da Direcção de Saúde da Força Aérea, tudo isto para não ter de responsabilizar o General CLAFA (Comandante Logístico da Força Aérea) pelo péssimo funcionamento do serviço de marcação de consultas no HFA.
Será oportuno perguntar: — O Hospital da Força Aérea existe para servir, em primeiro lugar, os militares daquele Ramo, depois os seus familiares e, na capacidade sobrante, por ordem, os restantes militares dos outros dois Ramos, e suas famílias e, finalmente, os funcionários do Estado ou para estar aberto, sem critério, a todos quantos dele desejarem usufruir?
Gostava de saber, embora, de antemão, admita que ninguém me vai responder…
Pelo sim, pelo não, passei a consultar médicos civis nos seus consultórios particulares. Fica mais caro, mas sempre sou tratado com a deferência que a idade já me dá direito. Ao menos, valha-me isso!
 
E pronto, por hoje, desabafei!

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por Luís Alves de Fraga às 22:21


13 comentários

De vasconcelos a 28.05.2007 às 16:38

Infelizmente continuamos com oficiais-generais que se põem de cócoras perante o poder, mas pronto, o deles está garantido, porquê preocupar-se com os outros? A passagem para os 40 anos é um erro e só vai servir para atrofiar ainda mais os quadros. Penso que de facto as F.A. tem pessoal a mais e deveria mesmo ser reduzida em mais de 40%. Não se justifica por exemplo que o exército em tempo de paz tenha 22 mil homens. Com menos pessoal, uma carreira mais curta, com 36 anos de serviço ou mesmo 30 mais 5 ou 6 anos na reserva, com menos mais melhores meios, o rejuvenescimento dos quadros far-se-ia de forma rápida e permitiria melhores salários, ou seja: poucos... mas bons.

De Fernando Vouga a 28.05.2007 às 23:01

Meu caro Luís Fraga

Sabe melhor do que eu que o problema da existência e adequação das Forças Armadas é complexo.
Hoje em dia, nos países ditos civilizados, há uma grande tendência para não se reconhecer devidamente a necessidade de Forças Armadas, tal como as concebemos tradicionalmente. Por um lado, elas devem estar preparadas para dissuadir ou enfrentar ameaças externas que exijam o recurso à intervenção armada. Por outro lado, as ameaças convencionais tendem a desaparecer ou a tomar outras formas, muito fluidas e diversificadas, para as quais não se antevê qual o tipo de reacção a ter em caso de ameaça visível ou mesmo agressão.
Veja-se o caso do Iraque. As forças aliadas venceram brilhantemente as tropas iraquianas mas não conseguira vergar o povo. E a guerra está mais que perdida, a despeito dos biliões de dólares investidos.
Tudo porque os soldados aliados estão lá a cumprir um dever e os iraquianos a lutar pela sua dignidade. Ou por outra coisa qualquer. Mas estão dispostos a morrer por isso.
A lição que se pode tirar desta guerra, e de tantas outras no passado, é que o figurino a que estamos agarrados poderá não servir para nada.
Sou cavaleiro e tive a oportunidade de fazer grande parte dos meus estudos militares nas melhores escolas dos EUA, incluindo a Escola de blindados de Fort Knox. Mas ainda não percebo bem o que fazem os carros de combate em Portugal. Os modelos anteriores (Centauro, Valentine, Sherman, Sheridan, e M47) foram abatidos sem nunca entraram em combate. E os M60A3 vão pelo mesmo caminho.

É preciso não esquecer que a Europa está minada por dentro. Albergamos milhões de pessoas, aparentemente pacíficas e cordatas, mas que ninguém nos garante que, num futuro próximo, não participem na barbárie dos fundamentalismos religiosos.

Tudo aponta para a necessidade de um esforço no plano interno em detrimento das ameaças externas.
Mas atenção, não podemos perder de vista que tal medida pode ser aproveitada por mentes oprtunistas e tortuosas que usem essa força para consolidar o seu poder pessoal.

De António Viriato a 29.05.2007 às 23:42


Caro Amigo Luís Alves Fraga,

Dou-me por informado com o seu circunstanciado relato das preocupações dos que, com honra e distinção, serviram as FA e se vêem agora pouco mais que tolerados, como pesando no sempre manipulado Orçamento de Estado.

Só estes novos mandarins nunca pesam em nada, na sua insustentável leveza profissional, política e ética. Desta, então, nem vale a pena falar, tal é a sua negação.

Por isso mesmo, continuamente tenho suscitado a velha questão, que já foi revolucionária, mas pertence hoje ao património cultural da Humanidade : Que fazer, para que surja uma alternativa política válida ? Eis a eterna, mas inevitável pergunta !

Um abraço.

De Camoesas a 31.05.2007 às 15:38

Meu caro Alves de Fraga,

Não questionando sequer o direito ou o porquê do nosso senhor (nosso senhor ou, nosso-senhor?) primeiro-ministro, usufruir dos serviços do hospital em referência, questiono-me o que aconteceria se o acidente que sofreu nos Alpes Suíços (as famosas muletas) acontecesse hoje...
Para tornar a usufruir do Hospital da Força Aérea, o nosso-senhor, também teria agora de : "...pessoalmente e indo às 6 e meia ou 7 horas, da manhã, claro está, para a porta de entrada do edifício onde se marcam as consultas, formados em fila indiana, à chuva, ao vento, ao frio, ao calor ou ao que quer que seja, porque há dias precisos para o efeito e vagas delimitadas para as consultas"???

E da outra vez, como foi feita a marcação, as consultas e tratamentos? Integrou-se na fila por entre os militares na reserva e reforma e esperou pela sua vez?
Soubemos na altura pelos OCS, que o nosso-senhor se serviu do Hospital da Força Aérea, só ficámos sem saber os pormenores...

De carla santos a 14.02.2008 às 19:11

É simplesmente lamentável a conotação que este senhor aplica a classe de cabos da FA , pois de certo não teve a honra e o prazer de fazer parte de tão nobre classe, pois só mesmo alguém muito ignorante poderà dar alguma importância à informação neste blog, ao que os cabos da FA diz respeito, os referidos militares só fazem o que lhes é indicado, pois na tropa existe uma hierarquia , que e respeitada, e não e por vontade do cabo, que o serviço de marcação de consultas só abre as 8.30, ou que a porta de armas só abre as 7.30, ou que para determinado medico só se marca um determinado numero de consultas por mês , fui cabo dessa instituição com muito orgulho, agora e lamentável ler o que este senhor tem o descaramento de escrever, confundindo um posto com cabos de electricidade ou outro tipo de cabos.. existe outro tipo de cabos (vassoura) que certamente muita falta lhe faziam..

De Luís Alves de Fraga a 14.02.2008 às 23:01

Carla Santos,
Não tenho por hábito responder aos comentários deixados no meu blog... Cada um pode fazer os juízos que quiser, desde que use a inteligência e a atenção como deve de ser usada. A Carla Santos está a usá-la mal, porque leu mal o que escrevi ou, pior, porque não percebeu o que eu escrevi. Não leu o que eu disse: «Não quero acreditar nesta explicação.» E, a seguir pergunto, se ela tem algum fundamento, porque é que a hierarquia não funciona?
Percebe que não estou a culpar os cabos, mas sim a hierarquia se, de facto, fosse verdade que era por causa dos cabos que as coisas funcionavam mal no HFA?
Se não conseguiu perceber esta explicação, então, só posso culpar, mais uma vez, as Chefias da FAP por a terem aceite para servir no mesmo Ramo das Forças Armadas onde eu servi durante 40 anos, chegando de alferes a coronel!... E tem razão em falar em cabos de vassoura, porque há 47 anos, quando eu fui alferes, os cabos do chamado Serviço Geral serviam para coordenar as equipas de soldados que estavam encarregues de varrer a parada e as outras instalações das Bases Aéreas...
Ora leia com calma e com inteligência o que eu escrevi na postagem e pense no que lhe acabo de explicar e de dizer agora neste comentário. Se tiver humildade suficiente, perceberá que perdeu uma excelente oportunidade de estar calada.

De carla santos a 24.02.2008 às 22:58

Desde ja muito boa noite Sr . "Coronel"
Agradeço desde já a consideração pela sua resposta, não lhe posso deixar de dizer que não é muito agradável ofender-se verbalmente quem nem se conhece, mas enfim, temos que saber lidar com estas adversidades da vida, no que a inteligência ou habilitações literárias diz respeito, posso lhe dizer Sr. " Coronel" que ainda no tempo que servi na força aérea , iniciei o curso de direito, que com algum empenho e dedicação acabei, exercendo actualmente como delegada do MP em lx, mas isso não é de todo relevante, quanto a chamada de atenção no que ao meu entendimento do texto o Sr. "Coronel" faz referencia, bem sei que foram informações por si recolhidas por uma alta patente da FA , mas a infeliz comparação dos cabos como referi é de sua inteira responsabilidade, e isso não o pode negar, mas enfim. Dá para perceber pelo que li em notas anteriores do seu blog Sr. "Coronel" que para si só a categoria de oficiais tem alguma importância na hierarquia militar, pois algumas paginas antes tem um texto bastante interessante e mesmo a tocar no inconveniente no que aos sargentos diz respeito, pois não sei se é do conhecimento do Sr. "Coronel" que por ex no que á Saúde diz respeito os sargentos da FA são todos licenciados, pois são mesmo ENFERMEIROS e não só sargentos, grau académico esse que nem todos os oficiais possuem, possivelmente nem o Sr. "Coronel".
Mas émuito fácil as pessoas "esconderem-se" atrás de uns galões e tentar impô-los (quando disso necessitam) , pois só mesmo na vida militar o conseguem fazer, pois na vida civil, um SARGENTO ou um CABO, (não de electricidade nem de amarração ), é Homem/Mulher como os Srs. Oficiais. Posso dizer-lhe que fico ansiosa pela sua resposta, pois como um oficial que se preza não deixará certamente uma Sr. ª sem resposta.
Mais uma vez, muito obrigado pela resposta Sr. "coronel"

De Luís Alves de Fraga a 27.02.2008 às 01:02

Sr.ª “Delegada”
Fico muito contente que tenha feito o curso de Direito e tenha conseguido chegar a “delegada” do Ministério Público. Fico, naturalmente, contente por si, pois prova que é uma mulher com vontade! Todavia, não devo ficar feliz pelos infelizes que lhe passam pela frente no desempenho das suas funções! Porque – não sei se sabe… talvez saiba – a função do Ministério Público exige mais do que papaguear uns quantos artigos dos Códigos (coisa que qualquer individuo sem grande inteligência, mas com boa memória consegue fazer)… Exige muita perspicácia, muita inteligência, muita sagacidade, bom senso, gosto pela pesquisa e muita ponderação. Ora, pelos seus escritos e comentários (e pelas interpretações que faz do que escrevo) demonstra que tem um grande deficit destas qualidades… Facto que, por si só, não se consegue com graus académicos, mas com muita humildade! E, já agora, Sr.ª “delegada” posso dizer-lhe, com vaidade, que, graus académicos tenho-os superiores à sua simples licenciatura e que licenciados «faço-os» às dezenas há várias dezenas de anos… Talvez mais do que aqueles que a Sr.ª “delegada” tem de idade.
Podia referir-lhe o meu longo currículo, mas seria imodéstia da minha parte! Há quem me conheça na Força Aérea; há quem me conheça na vida civil; e pode-se saber coisas sobre mim através do mais simples motor de busca da Internet ou de qualquer pesquisa aos catálogos da Biblioteca Nacional. E para saber da Sr.ª “delegada” será tão simples assim ou ter-se-ão de percorrer algumas prisões para ouvir falar de si a marginais?
Os seus “julgamentos” insensatos, imponderados e apressados levam-na a concluir que eu possa desconhecer que os sargentos enfermeiros são licenciados!!! Está a ver a razão pela qual a julgo mal no seu plano profissional?! É que ainda a Sr.ª “delegada” andava a saltar à corda ou a brincar à macaca, lá na sua rua ou aldeia, já eu tinha conhecimento da existência do grupo de trabalho que estudou a licenciatura para os sargentos enfermeiros!!!
E, já agora, para lhe provar como está errada sobre a minha posição quanto à classe de sargentos, posso adiantar-lhe que sou, com muita honra e orgulho, filho de um 1.º sargento… por acaso, enfermeiro naval… os únicos dos enfermeiros militares que, há muitos anos, eram assim reconhecidos pelo Sindicato Profissional…
Seja mais humilde e não julgue os outros tão apressadamente e com tão poucas provas, porque isso não vai abonar nada em favor da tão mal tratada Justiça portuguesa.
Aqui tem, afinal, a resposta de um oficial (e não só) e cavalheiro que merece respeito, mesmo de uma “delegada” do Ministério Público.
Passe bem.

De Carla Santos a 29.02.2008 às 15:36

Posso lhe confessar Sr ., "Coronel" que é com grande alegria que recebo as suas respostas, pois outra coisa não seria de esperar de um "oficial e cavalheiro" dos novos tempos. Oficial esse que mais uma vez e de forma subtil, fugiu a questão da ofensa directa e objectiva à classe de cabos da FAP , com uma manobra digamos que fraca e pouco cordial, optando por mais uma vez tentar "atacar-me" directa e objectivamente, pois bem Sr . ."Coronel" correndo o risco de mais uma vez ser mal interpretada por Vª Ex. quem tem vindo a papaguear à imenso tempo em blogs, é exactamente o Sr ."Coronel" pois talvez sem outra forma plausível de se fazer ouvir, acaba por desabafar num simples blog, mas em medidas de desespero todas as formas de expressão são aceit á veis , portando esta não foge a essa simples regra.
No que a minha actividade profissional diz respeito, Sr ."Coronel" é com agrado que vejo mais uma vez a leviandade na sua avaliação de carreiras alheias á de oficial das FA , mas sou-lhe sincera Sr . "coronel" outra coisa não esperava de si, pois nunca se sabe com as voltas que o mundo d á não tera o prazer de se cruzar comigo em qualquer barra de tribunal deste pais, e ai ver á o que é uma mulher EX.CABO da FA a papaguear decretos e leis, (decoradas e claro) com uma forma clara e concisa da realidade da nossa justiça. Pois nessa altura Sr ."Coronel" nao ter á o prazer de me chamar "O NOSSO CABO" mas sim de uma forma muito mais subtil com por Ex a Sr ª. DELEGADA ou Sr ª Drª Carla Santos
Em certa altura da sua resposta fala em ter formado muitos licenciados, permita-me a curiosidade mas gostaria imenso de saber em que tipo de licenciaturas? pois com o seu elevado nivel de avaliação, poucos seriam os "alunos" com positiva na sua cadeira, a não que esteja a falar um uma qualquer academia militar, que tão nobres Homens tem formada, mas na ideia do Sr ."Coronel o simples facto de ser um futuro "oficial" seria sem duvida motivo para uma excelente nota.
Outro campo de vou tocar com todo o respeito que me é devido, não só pelo Sr . "coronel" mas também pelos seus familiares, mais uma pergunta deixo para sua "avaliação" sendo o Sr . seu pai um ex 1 sargento, intriga-me de certa forma o texto que tem sobre os sargentos de antigamente serem lateiros e outro termo que agora não me acorre....
Relativamente ao currículo do Sr ."Coronel" não lhe vou dizer que não fiquei curiosa, mas depois de varias pesquisas no motor de busca google , nada de relevante encontrei , nem mesmo na biblioteca nacional, ter á o Sr ."coronel" um nome artístico ? peço-lhe portanto o favor de mencionar o link onde est á disponível essa informação .
intrigante é também a forma que o Sr ."Coronel" fala em humildade, pois de todo e qualidade que consiga demonstrar no seu discurso de quem através do meio militar atingiu alguma coisa a nível pessoal, mas que na vida civil não passa de um simples homem como j á tive a oportunidade de lhe dizer.

De Luís Alves de Fraga a 29.02.2008 às 23:01

Sr.ª “Delegada”,
Como ainda sou eu o dono deste blog e sou eu quem decide que comentários se publicam ou não, vou deixar passar este seu, por três motivos:
1.º Para mostrar aos meus leitores o nível intelectual de uma “delegada” do Ministério Público (desde escrever há do verbo haver sem h, até uma péssima construção de frases, tem de tudo e, por isso, se tivesse sido minha aluna na Universidade onde lecciono há 16 anos… jamais teria passado do 1,º ano de Direito… daí, não teria chegado a “delegada”!);
2.º Para mostrar até ao fim a sua incapacidade de perceber seja o que for, porque está disposta a distorcer tudo o que lê ou lhe dizem. Assim, não lhe vou explicar o trocadilho que empreguei no caso dos cabos (que só na sua cabeça pode tomar uma forma ofensiva) nem o termo «lateiro» para os sargentos (que demonstra a sua falta de conhecimentos do passado e das tradições linguísticas castrenses);
3.º Para que os meus leitores possam apreciar o que vai de distorcido no espírito de alguém que se diz fazer parte da jurisprudência nacional, que usa a ameaça pouco velada contra mim. Podia dizer-lhe mais, mas não digo, porque não gosto de gastar o meu “latim” com quem tem a sua estrutura e estatura moral, cultural e cívica.
Escusa de responder, porque eu tenho, aqui, o direito a dizer a última palavra.

De António José Trancoso a 01.03.2008 às 02:04

Senhora D.Carla Santos

Já o Pedagogo Elias Blanco, há muitos anos, postulava (se a memória não me atraiçoa) o seguinte: "Um Homem Educado é, necessariamente, Instruído; mas, um Homem Instruído não é, necessariamente, Educado".
A Vida, através de múltiplos exemplos, dá-lhe razão.
Também é sabido que a Mentalidade é, das características humanas, a mais morosa a modificar-se.
Não creio que, Sua Excelência, o Coronel Alves de Fraga, pretendesse ofender a Classe de Praças, designadamente os Cabos, mas, tão só, confrontar as entidades responsáveis com o deficitário funcionamento de um Estabelecimento Militar tão sensível como é um Hospital.
E se este pode ser gerido por Cabos, então, para tudo o mais, desnecessários serão os outros Cabos. Os de Guerra.
Bem sei que Hitler (antes de se intitular Führer) também era Cabo, mas, da sua Nobreza, a História está, razoavelmente, bem documentada.
Note-se que o homem até tentou instruir-se.
Convencendo-se Culto, também se aventurou na Escrita, mas, a pobreza franciscana, que, em termos literários, percorre o seu "Mein kampf", é, simplesmente, confrangedora.
Afinal, nem Instruído, nem Educado.
Porém, a Mentalidade, essa, a de Cabo, exponencialmente megalómana, estava lá toda.
Pense nisso...antes de levar a mão à pena.
Passe bem.

De Eu a 02.10.2008 às 15:19

Pois é Carla, você perdeu mesmo uma boa oportunidade de estar bem caladinha...
Já leu com atenção o artigo de opinião do senhor Luís Fraga?
E já teve a humildade de apresentar desculpas?
Ficava-lhe muito bem, sabía???

De Zé Militar a 02.03.2008 às 10:30

Srª Drª Carla
Licom muita atenção todos os comentários que estão antes deste e perguntei aos meus botões: será que esta senhora doutora sabe ler? E escrever?
Fiz esta pergunta porque a senhora doutora de certeza que não sabe interpretar o que lê. É que até eu que não tenho mais do que o 9º ano de escolaridade percebi tudo o que estava escrito especialmente pelo sr. coronel Fraga e pelo sr. Trancoso porque o que a senhora doutora escreveu é uma ganda confusão. Olhe que eu sou militar e não vi onde é queo senhor coronel ofendeu os cabos. Só na sua cabeça há qualquer ofensa.
Há cada senhora doutora!!!!

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