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Fio de Prumo



Terça-feira, 03.04.07

Ser ou não ser engenheiro

 
Tenho sido bombardeado de toda a maneira — na rádio, na televisão, nos jornais, na Internet — com a extraordinária problemática de José Sócrates ser ou não ser engenheiro.
 
Confesso que estou farto. E estou farto, porque neste país de muitos analfabetos e de elevado grau de iliteracia, se dá importância excepcional ao facto de se ter ou não ter um grau académico do falso nível de Dr. — falso, na medida em que todos quantos respondem a esse título são meros licenciados, às vezes mestres.
 
Se ser licenciado em engenharia não é o mesmo que ser-se engenheiro isto representa, para a grande maioria dos portugueses, uma questão difícil de explicar, porque, afinal, todos vivemos num país de faz de conta. País de faz de conta?!!!!
 
Mas está claro que é assim, tal e qual como acabo de dizer!
Porque é que José Sócrates não se há-de intitular engenheiro se, para o fisco, os grandes empresários, os bancos, os administradores e gestores públicos quase são mendigos? Se toda a gente diz a sua mentira fiscal — a começar nas empregadas domésticas que não passam recibo verde e não estão colectadas até aos médicos que, afinal, são simples sócios de «empresas» onde exercem a sua actividade clínica — qual a razão por que Sócrates não pode dizer que é engenheiro? Aliás, já viram a dificuldade que se passa a ter chamando-lhe licenciado José Sócrates! Ou, então, senhor licenciado José Sócrates? Não dá jeito!
 
Como todos somos coniventes com as aldrabices de todos — quando aceitamos ir almoçar à tasca da esquina e não exigir a factura devidamente certificada ou liquidar ao mecânico a revisão do automóvel sem pedir o comprovativo legal do pagamento que fizemos — que justificação arranjamos para embirrar com o engenheiro/licenciado José Sócrates?
 
Deixem o homem em paz! Chamem-lhe qualquer coisa, mas de preferência não lhe chamem socialista, nem líder de um partido de esquerda. Isso não! Isso ele não é! Podem chamar-lhe aldrabão, mas tenham cuidado, verifiquem bem as últimas mentiras que disseram ou as últimas aldrabices com as quais foram coniventes, pois não há maior mentira do que a de se mentir a nós mesmos!

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por Luís Alves de Fraga às 22:29


23 comentários

De Nuno Costa a 03.04.2007 às 22:50

Ora aqui está um dos melhores post que li acerca do assunto eng . é ou não è ?... Parabéns eu acho que você viu o que realmente tem interesse e é realmente importante, afinal do que nos interessa um rotulo se o produto não for bom, ou vice versa? Pois é o "Zé Portuga " gosta é de aparência , sem olhar ao conteúdo , se em vez disso olhar para a figura que faz, talvez ajude não só o SR.Licenciado como também o país...

De vasconcelos a 03.04.2007 às 23:05

Num País que aclama por Salazar ou Fátima Felgueiras e bate palmas pelo autarca que afinal a conta que tinha era do sobrinho na Suiça , que importância tem se o homem é ingenheiro ". Parece que já estou a ver, o homem a vir na televisão a confirmar que afinal não é ingenheiro " e o povo: sócrates , sócrates , sócrates ,... Este povo tem o que merece

De antonio.trancoso@netmadeira.com a 04.04.2007 às 01:41

Meu Caro Alves de Fraga
A questão não me parece que seja essa.
Toda a gente sabe (ou deveria saber) que há Licenciados em Direito que não são Advogados, Licenciados em Medicina que não são Médicos, Licenciados em Engenharia que não são Engenheiros,...
A verdadeira questão reside na suspeição que paira, já, na Opinião Pública, se o 1º Ministro adquiriu a Licenciatura em Engenharia, pela Universidade Independente, através de normais e legítimos cânones.
Há, de facto, indícios de situações pouco consentâneas com o normal funcionamento administrativo, v.g., a emissão, do documento comprovativo da aquisição do grau, ter sido efectuada num Domingo( !?!!), bem como, também constar, haver discrepâncias entre classificações constantes (ou não) nas pautas e as que, posteriormente, foram objecto de certificação.
São, na verdade, procedimentos que não se coadunam com o rigor que constitui, desde sempre, apanágio da generalidade dos Estabelecimentos de Ensino, de todos os graus.
E, para agravar a suspeição normativa (que põe em causa a legitimidade...),há que, forçosamente, estabelecer-se uma conotação com a turbulência que decorre das "excentricidades", vindas a público, que vêm afectando a credibilidade daquela Universidade.
Posto isto, e dada a lentidão que o rápido esclarecimento impunha, não é de estranhar que perpasse pela mente, de muita boa gente, se não terá havido uma "construída" formatura !?!...
Embora, neste País, já nada espante, bom será que a Legitimidade, inequivocamente, se verifique e, desse modo, uma aldrabice, deste jaez, não venha aumentar o rol do Nosso descontentamento e o desprestígio internacional.
De sinal contrário, conhecemos nós, demasiado bem, um outro caso, ocorrido em 1965, que, covardemente, continua por, mínina e moralmente, reparar. A respectiva denúncia aguardará a oportunidade certa.
Já esteve mais longe...

De antonio.trancoso@netmadeira.com a 04.04.2007 às 01:44

Meu Caro Alves de Fraga
A questão não me parece que seja essa.
Toda a gente sabe (ou deveria saber) que há Licenciados em Direito que não são Advogados, Licenciados em Medicina que não são Médicos, Licenciados em Engenharia que não são Engenheiros,...
A verdadeira questão reside na suspeição que paira, já, na Opinião Pública, se o 1º Ministro adquiriu a Licenciatura em Engenharia, pela Universidade Independente, através de normais e legítimos cânones.
Há, de facto, indícios de situações pouco consentâneas com o normal funcionamento administrativo, v.g., a emissão, do documento comprovativo da aquisição do grau, ter sido efectuada num Domingo( !?!!), bem como, também constar, haver discrepâncias entre classificações constantes (ou não) nas pautas e as que, posteriormente, foram objecto de certificação.
São, na verdade, procedimentos que não se coadunam com o rigor que constitui, desde sempre, apanágio da generalidade dos Estabelecimentos de Ensino, de todos os graus.
E, para agravar a suspeição normativa (que põe em causa a legitimidade...),há que, forçosamente, estabelecer-se uma conotação com a turbulência que decorre das "excentricidades", vindas a público, que vêm afectando a credibilidade daquela Universidade.
Posto isto, e dada a lentidão que o rápido esclarecimento impunha, não é de estranhar que perpasse pela mente, de muita boa gente, se não terá havido uma "construída" formatura !?!...
Embora, neste País, já nada espante, bom será que a Legitimidade, inequivocamente, se verifique e, desse modo, uma aldrabice, deste jaez, não venha aumentar o rol do Nosso descontentamento e o desprestígio internacional.
De sinal contrário, conhecemos nós, demasiado bem, um outro caso, ocorrido em 1965, que, covardemente, continua por, mínina e moralmente, reparar. A respectiva denúncia aguardará a oportunidade certa.
Já esteve mais longe...

De Camoesas a 04.04.2007 às 10:40

Caro Fraga, a questão não é o grau académico do senhor J.S. Pinto de Sousa, de facto isso não nos afecta uma vez que (felizmente) nunca terá exercido.
Trata-se sim da questão dos subornos, das pressões políticas, das falsificações e além de tudo isso da credibilidade do referido cavalheiro.
Nem sequer está em causa o senhor J.S. Carvalho Pinto de Sousa primeiro-ministro, isso é facto e é-o por votação democrática, primeiro-ministro ele é!
Trata-se de uma questão de verdade, honra, dignidade e sobretudo de frustração de quem acha que para ser credível teria de ser "engenheiro".
Trata-se de uma questão de uso e abuso de algo a que não tem direito, trata-se de usar o cargo ou função para obter e parecer aquilo que se não é.

Temos por outro lado, nas Foeças Armadas, profissionais habilitados e formados com qualificações que não lhes são reconhecidas, principalmente na Força Aérea como é de todos sabido... Sabemos por exemplo que (talvez o caso mais caricato) a Força Aérea tem Controladores Aéreos que não são reconhecidos pelo INAC ou pela NAV, sabemos pelas notícias que vêm a público; quando a Força Aérea enviou Controladores para o Afeganistão com o intuito de formar Controladores Afegãos. Quando Aterrou aquele avião na Base das Lages sem combustível e só passados dois anos se veio a saber que afinal o "herói" tinha sido um controlador de radar, português e militar. Soubemos quando houve aquele incidente entre um avião da TAP e um outro mais pequeno, que causou feridos, a NAV veio logo a público dizer que estavam sob o Controlo Milita (não ouvimos depois a divulgação nos OCS do relatório final que iliba o Controlo de qualquer falha). Sabemos que durante o Euro-2004, os aviões civis de passageiros aterraram em Bases militares e foram controlados por...Controladores Militares!

Isso sim é problemático, não reconhecer habilitações a bons profissionais qualificados e que de facto EXERCEM com qualidade uma profissão que não lhes é reconhecida.
Não nos preocupemos com o senhor licenciado J.S. Carvalho Pinto de Sousa, ele nunca fez ou fará o projecto de uma ponte por onde nós tenhamos de passar...
Felizmente para nós!

Camoesas

De Um silenciado a 04.04.2007 às 18:25

Nem só os controladores são reconhecidos "lá fora". Com os mecânicos passa-se o mesmo. Dá-se ainda o caso mais caricato de serem os sargentos a qualificar os praças, a ensiná-los a trabalhar...e depois quando eles saiem da Tropa têm carteira profissional enquanto que quem os ensinou e qualificou não têm direito a nada. Porquê? Porque assim não há hipoteses de se pensar num trabalho cá fora, bem melhor remunerado para as mesmas qualificações. é mais uma forma de prender as pessoas não vá acontecer o que acontece com os pilotos.

De Carlos Ferreira a 04.04.2007 às 15:13

Fuga de militares das ex-colónias

Eu não sei que idade tem o Sr. Zé Portuga, mas não deve ter a suficiente para saber o que foi a decolonização que os comunistas e socialtas de então fizeram.

A história um dia divulgará o que se passou e punirá a titulo postumo os culpados com nomes e tudo. Sabe meu caro porque razão não se divulgam agora, naõ sabe? Pela mesma razão que o Sr. sócrates não quer que se nomeie uma Comissão de acompanhamento para analisar e fiscalizar as obras da Ota.

Pois bem o que se passou com os nossos militares bem ladeados por oficiais comunistas, foi francamente huçilahnte e isso veio em todos os jornais diários da época sobretudo no Républica de esquerda e no Diabo de direita. Se fôr aos arquivos do hospital militar poderá mesmo ir mais longe e verificar as atrocidades que grande parte dos homens de uma companhia em Moçambique foi alvo. Não gostaria de entrar em pormenores como o Sr. Zé Portuga pretende ter para se rir, concerteza, à fartazana como se de um filme cómico se tratasse. Foi muito triste, meu caro, e porque não haverá punições, que só poderia passar ou amenizar, se se infligisse a pena de morte aos culpados porque os há, o melhor é nem sequer se falar nisto sob pena de traumatizar os já traumatizados que ainda não morreram.

Foi horrivel meu caro, e eu vi alguns ex-companheiros chorarem de vergonha contando a maneira como as forças cubanas invadiram os terriotórios com o unico objectivo de pilharem tudo quanto se poderia carregar nos barcos que os tarziam, no minimo espaço de tempo possivel, e meu caro nem as fardas dos nosso soldados se safaram.

Fiquemos por aqui, leia a imprensa internacional da época meu caro se souber lêr inglês ou francês. Passe uns bons dias em bibliotecas e quando fôr a Londres dê um salto à biblioteca nacional e peça para vêr os artigos publicados sobre as colónias portuguesas e a sua guerra civil a partir do 26 de Abril. Vai vêr que não terá mais coragem de questionar uqem sabe o que diz. Carlos Ferreira

De Português em Portugal a 05.04.2007 às 14:15

Nota-se um certo ataque propagandistico de um site brasileiro com intuito de se fazer notado e assim visitado.
Comenta posts fora de tempo, no local errado e arbitráriamente. Responde a comentários sob vários pseudónimos e tem sempre o mesmo objectivo; conspurcar e fazer-se notado!
De português mostra apenas o estandarte e de oportunismo, publica (com alterações e títulos desapropriados) comentários soltos feitos aqui no Fio-de-Prumo, sem qualquer referência ao site.
Cada um mostra a sua maneira de ser português...

De Camoesas a 05.04.2007 às 21:53

De facto, fui espreitar a "coisa" e reparei que fui "promovido" a Coronel...
Além de que, transcreveram textualmente um meu comentário, com os erros ortográficos (velocidade de pensamento a mais para as teclas...) e tudo, mas, alteraram logo o início e incluíram algo que eu não escrevi!
Meu amigo Fraga, não sugiro que faça censura mas, controle de algum modo, esta invasão publicitária do site que quer atraír os seus leitores assíduos...
É estranho que tanta "gente" de repente tenha começado a postar aqui e todos eles têm em comum o link para um site, nem sequer endereço próprio possuem (possui?)!

De Nuno Tavares a 06.04.2007 às 23:12

visão abrilina
"conquistas revolucionárias"
From: Nuno Tavares

Senhor Coronel - suponho que será) Alves Fraga: com que então, a "fundação da Universidade de Lisboa" em "1290"!!!???... Essa é de almanaque... Porventura, (mais um) afloramento da visão abrilina do passado... Deus conceda discernimento a V.Exª...
Somos, por coincidência, da mesma idade: cadete e, depois, aspirante e alferes miliciano, tive ocasião de me cruzar com diversos ornamentos intelectuais da Corporação Militar que, andariam metidos no PREC. Com raríssimas excepções, umas pobres criaturas:os melhores, como pessoas e como militares - sobretudo, em termos d e carácter e de patriotismo! - estavam entre os que embarcaram (com que santa ingenuidade!...) no "golpe das Caldas", ou que foram cobardemente afastados na sequência do 28 de Setembro e do 11 de Março, pela canalha à solta - mal fardada, cabeleiras porcas ao vento, serventuários do PC e adjacências (muitos deles, hoje gente cosmopolita, bem-falante e melhor ataviada!...). Mais não fizeram que cobrir de ignomínia uma Instituição, antes respeitada (e respeitável!). Não ensinaram os senhores, na Academia Militar a seguirem exemplos como os da geração africana dos finais do séc. XIX/princípios do séc. XX (Mouzinho, Aires de Ornelas, Caldas Xavier, Paiva Couceiro, outros mais?... Estes, se prenunciassem "os netos", teriam fugido espavoridos - a "tiritar de coragem", como em 74... E que dizer, até, dos grandes vultos republicanos (da 1ª e da 2ª República, vulgo "Estado Novo"), apologistas da presença de Portugal em África. Certamente que corrigindo erros, castigando os criminosos plutocratas, punindo exemplarmente os abusos da Administração, a qualquer nível. Sinceramente: não sentem remorsos, vergonha, pelas consequências de todo o esterco moral que provocaram? Não entendem que é de ter vergonha ter-se colaborado no processo que, desde 1917, provocou o maior descalabro anti-ocidental e pro-soviético - e a maior sucessão de crimes que a História regista desde o termo da 2ª Grande Guerra?... Revolução "sem sangue?... Que na Sua misericórdia infinita, Deus Nosso Senhor vos perdoe...
E, por favor, deixe os seus Camaradas Lencastre Bernardo e Brandão Ferreira - a quem peço licença para cumprimentar - escreverem à vontade: não se excite - que, na nossa idade, ainda lhe dá alguma coisa......

De Luís Alves Fraga a 06.04.2007 às 23:19

Senhor Casimiro,
Agradeço que dê a publicidade devida à resposta que me mereceram as palavras do senhor tcoronel Brandão Ferreira e que por intermédio do senhor coronel Bernardo (que havia prometido um silêncio de seis meses... como o tempo passa a correr!!!!) lhe chegaram às mãos. Com os melhores cumprimentos,
Segue o texto: Brandão Ferreira
Não pretendo alimentar uma polémica que me rouba tempo e paciência e não acrescenta nada ao meu conhecimento, mas não posso deixar passar em claro as afirmações feitas pelo tcoronel Brandão Ferreira em resposta ao artigo que, sobre ele e a conferência que proferiu, publiquei no meu blog. Em primeiro lugar, o «mau gosto» e a «fronteira do insulto». Questões de estética – porque o bom ou mau gosto é disso que tratam - são subjectivas. O que é para o tcoronel Brandão Ferreira «mau gosto» pode ser para mim «aceitável gosto». Assim, não compreendo o que ele quer dizer com a afirmação que faz.
Quanto à «fronteira do insulto», é melhor não falarmos disso, porque o tcoronel Brandão Ferreira tem larga experiência em trilhar essa senda nos escritos que dá a público. Leia-se o que este publicista faz publicar no Diabo, e em outros jornais que se alimentam de escândalos políticos! Ao pé dele – pesem embora os meus sessenta e seis anos de idade – sou um verdadeiro menino de coro. Assim, temos arrumado este ponto. Pessoalmente não induzi ninguém a pensar que a comunicação do tcor. Brandão Ferreira saía fora do tema do colóquio («A Oposição Político-Militar ao Estado Novo no 3.º Quartel do Século XX», com os subtemas: «O Golpe da Sé», «A Abrilada de 1961» e «O Assalto ao Quartel de Beja» e, sobre isto, dizia-se no prospecto – na elaboração do qual tomei parte activa - divulgador do colóquio a seguinte frase: «Queremos enquadrar historicamente estes acontecimentos, os seus antecedentes e consequências»), não induzi, porque basta lê-la com olhar atento. Começa por recuar ao tempo de D. Dinis e chega a 25 de Abril de 1974! Convenhamos que, como antecedentes do «Golpe da Sé» (o primeiro do conjunto dos movimentos do 3.º quartel do século XX) é excessivo. Olhem se estivéssemos a estudar a fundação da Universidade de Lisboa (1290)… o tcor. Brandão Ferreira iria falar-nos do tempo dos dinossauros, de certeza absoluta! Mas hoje temos processos mais sofisticados para determinar o rigor do que afirmei, e não induzi: é que, de um total de 5.009 palavras que tem a sua comunicação 4.409 são dedicadas a uma revisão da História de Portugal e somente 600 ao tema concreto do colóquio, isto é, «A Oposição Político-Militar ao Estado Novo no 3.º Quartel do Século XX» e respectivos acontecimentos mais marcantes! Mais linear do que isto não posso ser! Mais claro do que isto também não! E não venha o tcor. Brandão Ferreira dizer que há aqui sofisma de qualquer espécie. O texto está publicado para quem quiser ler. O resto da carta-resposta do tcor. Brandão Ferreira dou-o de barato, porque – essa sim - ronda a provocação arruaceira para as quais já não tenho paciência. Prefiro guardar-me para a análise da comunicação, gastando, também, pouco tempo nesse fastidioso trabalho. Das 5.009 palavras que escreveu transparece – aos olhos de quem com recta intenção as ler – transparece, dizia, que o autor se balança entre a admiração do sistema político monárquico absoluto (o liberalismo está, segundo ele, eivado de defeitos) e das ditaduras republicanas. E isto é tão verdade, que na exaltação que faz do general Pimenta de Castro se esquece de dizer que se propôs governar sem o apoio do Parlamento e que Sidónio Pais foi o percursor do tipo ditador fascizante mergulhado em banhos de massas populares. E limito-me a referir estes exemplos! Mais grave é a sua descarada alusão à revolta de 25 de Abril de 1974. Claro que, nessa época, era um jovem e inexperiente alferes, sem passagem pela guerra colonial e sem conhecimento dos meandros da conspiração. Por isso – com ou sem recta intenção – atribui aos militares de Abril causas corporativas para o desencadear da revolução. Nisso ele e o coronel Varela Gomes estão de acordo, pese o abismo ideológico que entre ambos se cava – é bem evidente que os extremos se tocam!

Na verdade, o tcor. Brandão Ferreira, quando atribui causas corporativas ao

De Luís Alves Fraga a 06.04.2007 às 23:24

(Finalização)
Na verdade, o tcor. Brandão Ferreira, quando atribui causas corporativas ao golpe militar de 25 de Abril, está, clara e deliberadamente, a escamotear a parte mais substancial da verdade, enviesando, uma vez mais, a História.

Agradeço o conselho – com a provocação «barata» e pouco delicada – de uma visita ao oftalmologista, mas como pior cego é aquele que não quer ver, sugiro-lhe que trate dos dois olhos, pois o tcor. Brandão Ferreira anda há muitos anos – anos excessivos – a ver mal a História deste Povo que teve de sofrer o peso da canga de todos os ditadores que tanto merecem a sua admiração.

Passe bem. Luís Alves Fraga

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