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Fio de Prumo



Domingo, 25.03.07

As conferências, o salazarismo e as provocações

Têm estado a decorrer, em Lisboa, nas antigas instalações da vetusta Cooperativa Militar — hoje um dos edifícios do Instituto de Acção Social das Forças Armadas (IASFA) — um ciclo de conferências subordinado ao título genérico «A oposição político-militar ao Estado Novo, no 3.º quartel do século XX», tendo como esteios temporais mais marcantes «O golpe da Sé», «A abrilada de 1961» e «O assalto ao quartel de Beja».
 
 
                                                                       
Quer a designação, quer o conteúdo do desdobrável que faz publicidade ao evento — que acolheu mais de meia centena de assistentes tanto no dia 20 como no dia 22 do corrente mês de Março (vai continuar nos dias 27 e 29) — são suficientemente explícitos: o tema central do colóquio (porque de um colóquio se trata) é a oposição político-militar ao Estado Novo, no 3.º quartel do século XX. Isso se desejava ver analisado e isso se quer ver discutido por quem estudou ou viveu o tempo em questão.
 
Se na primeira sessão — do meu ponto de vista — só um orador conseguiu atingir, em absoluto, o objectivo proposto, falando da oposição, de quem a protagonizava e como o fazia para, depois, explicar o que procurou ser o «Golpe da Sé» — os restantes expuseram ou factos já conhecidos ou particularismos por eles vividos, mas sem fazerem a ligação ao contexto geral da época — já na segunda tudo descambou para a grande confusão. Com efeito, um dos oradores, o primeiro — tenente-coronel piloto-aviador reformado, Brandão Ferreira — invocando o facto se estar a enviesar a análise da História e dos acontecimentos, optou por fazer uma exposição generalista — enviesada do princípio ao fim — e enaltecedora das qualidades de Salazar e do Estado Novo.
Parecia que estávamos a viver um dos comícios «espontâneos» dos anos cinquenta do passado século quando algum «situacionista» entoava loas ao ditador, que o escutava com enfado, sabendo antecipadamente o final das louvaminhas.
O grande pecado deste reformado oficial é que confunde nacionalismo, patriotismo e salazarismo, metendo tudo no mesmo saco e distribuindo a bel-prazer cada ideia misturada nas restantes, tal como o fizeram os propagandistas baratos que construíram o precário edifício do Estado Novo.
Patriotas houve-os sempre e não foi Salazar quem os inventou; nacionalistas nem sempre existiram e os que surgiram foram fruto das correntes fascizantes que assolaram a Europa e, em certa medida, o mundo, nas décadas de trinta e quarenta do século passado; salazaristas, como é evidente, só surgiram quando, entre nós, se desenvolveu o culto da personalidade de António de Oliveira Salazar. Mal vão os contemporâneos que não sabem destrinçar o saudável e desejável patriotismo do abjecto nacional-salazarismo.
 
Se Brandão Ferreira é, sem sombra de dúvida, um high-profile do salazarismo contemporâneo, já o coronel piloto-aviador reformado, Nabais quis passar, no colóquio, por um low-profile desse mesmo salazarismo que elogiou com cautelas que poderiam ser tomadas como uma certa forma de se esconder atrás de quem faz História científica e imparcial.
 
No meu entendimento, a Democracia é, também, o regime da brandura e do cinismo; a primeira, porque admite todo o tipo de especulações e desregramentos verbais, apoiando-se somente na crença da operacionalidade do Poder Judicial… Mero engano! O segundo, porque sendo um regime ingénuo, se deixa enganar por todos quantos, rodeados de falsas roupagens democráticas, cinicamente se preparam para o apunhalar. E foram embalados por estes sentimentos pouco acautelados e cautelosos que os organizadores do colóquio permitiram a presença de comunicações provocatórias. Tivessem agido como no tempo de Salazar — o Salazar louvado pelos dois oradores — e lhes aplicassem a censura prévia, talvez começassem a compreender o que o Estado Novo fez a quem dele discordava. Mas voltemos ao tema do colóquio.
 
Não seria interessante que todos quantos apresentaram — e vão apresentar — comunicações estivessem do mesmo lado da barricada, isto é, fossem, em uníssono, façanhudos opositores da ditadura; faltaria o chamado «contraditório». Mas teria havido necessidade de definir o que se deveria compreender por «contraditório».
 
Realmente, quando se pretende falar e ouvir falar da oposição político-militar ao Estado Novo, o «contraditório» não é o louvor desse hediondo regime. Isso não contradita a oposição. O que, em meu entender, se contrapõe àquela é a enumeração das razões que originaram os falhanços dos golpes e das intentonas. Perceber o que correu mal, o antecipado conhecimento das autoridades, as traições, os desentendimentos entre conspiradores, tudo isso é que constrói a teia «contraditória», a explicação dos factos. Só assim se pode fazer a História dos movimentos político-militares de oposição ao Estado Novo, no 3.º quartel do século XX.
 
Dar voz aos saudosos do salazarismo é colaborar com o próprio salazarismo ao abrigo de uma Democracia que se não respeita. Ponham-se os olhos na Bélgica onde, ainda há trinta anos atrás existiam Belgas a quem a Democracia não reconhecia o direito de cidadania, excluindo-os dos actos eleitorais por terem sido colaboracionistas durante a invasão nazi e, contudo, o Estado belga mantinha, já nessa época, relações diplomáticas estreitas com a Alemanha Democrática. Estas são Democracias que se respeitam e fazem respeitar… A nossa, acoitada por trás das silvas dos brandos costumes, deixa-se corromper, tal como as falsas virgens se prostituem, sob a capa de vários amores, nos vãos de escada, nos quartos de hotel e nos bancos dos automóveis de todos quantos as querem usar sem a elas juntarem as suas vidas.

Autoria e outros dados (tags, etc)

por Luís Alves de Fraga às 13:49


20 comentários

De Carlos Pereira a 25.03.2007 às 15:41

caro senhor Fraga
não podemos ir com versos, nem somos ignorantes. Salazar foi um dos maiores políticos de sempre
pela sua honestidade. É assim que nós o vemos,pela segurança -a insegurança, pelas finanças, nós tinhamos o escudo forte, agora estamos de "tanga", tinhamos o horror da DGS. a, lembremo-nos da Carbonaria(Caso não se lembre), informo que a DGS eram uns meninos de coro em relação à Carbonaria. Não quere alongar muito mais. Obrigado .Carlos Pereira

De Fernando Vouga a 25.03.2007 às 20:27

Meu Caro Carlos Pereira.

Considero a sua opinião respeitável. Porém, parece-me que o seu conceito de honestidade é demasiado restritivo. A honestidade não se restringe ao dinheiro. Há, por exemplo, a honestidade intelectual (estou a lembrar-me de um falso engenheiro...) e há a honestidade relacionada com muitos outros aspectos da vida.
.A pobreza de Salazar faz-me lembrar a virgindade de Maria. Na prática não beneficiou ninguém! E, no caso vertente, apenas serviu para construir a imagem do ditador.
Para terminar, só lhe faço umas poucas perguntas, das muitas que há para fazer:
Acha honesto fazer trapaça nas eleições?
Acha honesto perseguir quem não tem as mesmas ideias?
Acha honesto mandar para o Tarrafal e para as masmorras de Peniche e outras prisões miseráveis os dissidentes políticos?
Acha honesto prender pessoas por tempo indeterminado sem culpa formada?
Acha honesto levar à miséria Sousa Mendes, o diplomata português que salvou a vida milhares de seres humanos?
Acha honesto consentir que se torturem dissidentes políticos (muitos deles morreram)?
Os meus cumprimentos

De António José Trancoso a 26.03.2007 às 00:58

Sr. Carlos Pereira
Permita-me que discorde do facto de não querer alongar-se no seu comentário. Creio que muito mais haveria a dizer para enaltecer a figura ímpar do maior português de todos os tempos. Lá irei.
Para começar, o ciclo de conferências em curso, constitui, por si só, a prova provada da ingratidão de todos os que, ainda hoje, se recusam ao reconhecimento dos inatingíveis méritos daquela personagem (exceptuando-se, claro está, as corajosas e referidas intervenções dos dois PA - leia-se Pilotos Aviadores e não o que possa subentender-se como se fosse a primeira sílaba de uma adjectivação pouco abonatória à virilidade dos ditos PA - Brandão Ferreira e Nabais).
A muito custo, teremos de reconhecer, meu caríssimo senhor, que estas duas comunicações não se enquadravam no tema em análise, mas há que aproveitar todas ocasiões designadamente aquelas em que a complacente ignorância da entidade moderadora é manifesta... Ninguém a obrigou, e... quem não quer ser lobo não lhe veste a pele...
Enfim, para quem assistiu, especialmente, à segunda sessão, foi delicioso verificar a pujança dos calorosos e vibrantes aplausos de um número significativo de fidelíssimos correligionários daqueles dois PA.
Ai, que saudade!
Que saudade da obediência serena e cordata (qual "come e cala"), dos safanõezinhos atempados (qual tortura, qual carapuça), da justiça plena (maldosamente apelidada de plenária), do cuidado extremoso da saúde mental e cultural dos Portugueses (qual censura, qual bastante escrever- escrevinhar, ler- soletrar e contar-avaros tostões), do desiquilibrado superavit orçamental (quais toneladas de ouro nazi do espoliado e desdentado holocausto), da decência e bons costumes ( quais pedófilos, quais proxenetas, quais prostitutas, quais homosexuais, quais Felisminas, Lauras, Júlias, astrólogas-videntes, qual virgem-complacente Maria versus a outra de Fátima, qual "passe-presidencial" Hotel Borges), das sessões de Psicologia Aplicada no Laboratório da António Maria Cardoso e dos Retiros-reflexão para os mal informados (qual Pide-DGS, qual Aljube, qual Peniche, qual Tarrafal), ...
Felizmente os "idiotas"(ideólogos!?!) de um "Portugal Livre" e da "Democracia" (como se a Orgânica não fosse, já e então, um seu estádio superior) foram, e estão, sendo relegados para a prateleira da, por ora, consentida subalternidade. Bem feito, para não serem parvos...
Entretanto, ultrapassadas as tenebrosas ameaças do 25 de Abril de 74, nem tudo é mau.
Os sucessivos governos, designadamente os mais recentes, têm vindo a recuperar padrões, comportamentais e processuais, da antiga ordem e progresso. Atente-se, por exemplo, na criteriosa escolha das Chefias militares, que, tal como noutros e saudosos tempos, distingue os melhores entre os melhores.
Haja esperança, haja esperança...

De Fernando Vouga a 25.03.2007 às 20:30

Caro Fraga

Não deixa de ser estranho o aparecimento desta corrente defensora do salazarismo. Penso que não passará de uma reacção a toda a desonestidade que hoje impera nesse pequeno mundo da política portuguesa.
Um abraço

De António José Trancoso a 26.03.2007 às 02:11

Meu Caro Fernando Vouga
Acabo de assistir na TV, sem surpresa, à eleição do Botas como o maior português de sempre.
Pobre povo, pobre país.
Pobre país, pobre povo, que se vê forçado, pela mais abjecta negativa, ao protesto veemente contra a classe parasitária que, em plano cada vez mais inclinado, vem (des)governando o seu nebuloso destino.
Assisti, em Lisboa, às duas primeiras sessões do ciclo de conferências " A oposição político-militar ao Estado Novo, no 3º quartel do século XX" e fiquei, pura e simplesmente, boquiaberto.
Percebi e comprovei, agora muito claramente, que a tacanhez, o arbítrio, a prepotência, a desvergonha e a mediocridade, não são características exclusivas da antiga Brigada do Reumático;
A Brigada "Democrática" pede-lhe meças e acrescenta-lhe o temor reverencial, calculista, oportunista, COVARDE e INJUSTO, pelo PRECEDENTE.
Sou o que não me deixaram ser.
Quarenta e dois anos depois (completados ontem), não o lamento.
Um abraço.

De portugal@portugalclub.org a 27.03.2007 às 02:05

Conferências da Cooperativa Militar - 2007

Resposta ao Coronel Luís Alves Fraga

O texto de 25-3-2007 deste oficial da Força Aérea, Mestre em Estratégia e autor de vários trabalhos da História de Portugal / Sec. XX, é simplesmente espantoso. Já há muito tempo que não se viam argumentos deste tipo: a democracia é um regime ingénuo, que se deixa enganar por todos quantos rodeados de falsas roupagens democráticas, cinicamente se preparam para a apunhalar!!!

Vir em pleno século XXI fazer afirmações antifascistas, daquelas que os líderes do PCP nos encheram os ouvidos durante mais de 30 anos é de muito mau gosto. Dar a entender que as pessoas, como eu ou o Coronel Brandão Ferreira, que, ao colocarem em pé de igualdade os crimes praticados pelos nazis e pelos comunistas, no século XX, estão a dizer um grande disparate, e que a nossa democracia de brandos costumes se deixa corromper, tal como as falsas virgens se prostituem nos vãos de escada, nos quartos de hotel e nos bancos dos automóveis!!!

As afirmações de Alves Fraga é que são completamente enviesadas, notando-se até alguma falta de honestidade intelectual ao afirmar que um dos conferencistas se esconde atrás de quem faz História científica e imparcial (!!!) e que os organizadores foram pouco cautelosos ao permitirem comunicações provocatórias (!!!)

Eu assisti à sessão do dia 22 de Março e, no papel em que pediam o meu comentário, escrevi quais foram os dois melhores momentos: as conferências de Brandão Ferreira e de Pezarat Correia. Apesar de discordar totalmente deste último, em termos ideológicos (apenas recordo que foi o braço direito de Rosa Coutinho, na descolonização de Angola), tal não me impediu de o considerar um bom conferencista neste dia.

Se me permitem, considero que Alves Fraga deve ser mais isento nas suas opiniões (e também menos “antifascista” militante), pois, para quem pretende doutorar-se em História, o texto remetido ao portugalclub julgo não poder considerar-se um bom exemplo e motivo de orgulho para qualquer historiador.
Cor. Manuel Amaro Bernardo
(27-3-2007)

De António José Trancoso a 27.03.2007 às 13:35

Senhor Coronel
Diz o ditado que "Não há maior cego que aquele que não quer ver". Daí à assunção de posições sectárias vai um simples e auto- invisível passo.
Tal como V.Exa ., como já o disse em comentário anterior, assisti às duas primeiras sessões das Conferências. Concedendo, eventualmente excessiva, a forma imagética utilizada pelo Autor, reconheço-lhe inegável razão.
De facto, na sua mais pura essência, a Democracia até permite que os seus detractores a utilizem, sem escrúpulos, para a vilipendiar, derrubar e destruir.
Aí reside, paradoxalmente, a sua maior fragilidade mas, ao mesmo tempo, a sua Beleza e Superioridade sobre todos os outros modelos organizacionais da Sociedade.
Porém, não se espere que àquela "fragilidade" se não oponha, nos mesmos moldes democráticos, o desmascaramento das oportunistas e, aí sim, enviesadas e soezes provocações.
Tendo presente o Tema, em apreciação e debate, a deslocada pseudo-comunicação , do Senhor Tenente-Coronel Brandão Ferreira, não passou disso; de uma pseudo-comunicação e de uma primária e grosseira provocação.
Proposta a reflexão sobre "Alhos", aquele Senhor (tal como, mais maviosamente, o Senhor Coronel Nabais) perorou sobre "bugalhos".
A isto, para além da deselegância, chama-se desonestidade intelectual. O que, por si só, corresponde a uma falta, grave, de respeito pela audiência.
Por minha parte relevo a ofensa, na medida em que conheço as inculcadas e naturais limitações decorrentes de uma contínua, fayolizada e estanque, deformação socio-profissional.
Felizmente, como em quase todas as circunstâncias, há excepções a confirmar a regra.
De resto, Senhor Coronel, como diria Scheeller:
"Contra a estupidez até os Deuses lutam em vão".

De Cor, Manuel Amaro Bernardo a 27.03.2007 às 14:01

Conferências da Cooperativa Militar - 2007
Resposta ao Coronel Luís Alves Fraga

O texto de 25-3-2007 deste oficial da Força Aérea, Mestre em Estratégia e autor de vários trabalhos da História de Portugal / Sec. XX, é simplesmente espantoso. Já há muito tempo que não se viam argumentos deste tipo: a democracia é um regime ingénuo, que se deixa enganar por todos quantos rodeados de falsas roupagens democráticas, cinicamente se preparam para a apunhalar!!!

Vir em pleno século XXI fazer afirmações antifascistas, daquelas que os líderes do PCP nos encheram os ouvidos durante mais de 30 anos é de muito mau gosto. Dar a entender que as pessoas, como eu ou o Coronel Brandão Ferreira, que, ao colocarem em pé de igualdade os crimes praticados pelos nazis e pelos comunistas, no século XX, estão a dizer um grande disparate, e que a nossa democracia de brandos costumes se deixa corromper, tal como as falsas virgens se prostituem nos vãos de escada, nos quartos de hotel e nos bancos dos automóveis!!!

As afirmações de Alves Fraga é que são completamente enviesadas, notando-se até alguma falta de honestidade intelectual ao afirmar que um dos conferencistas se esconde atrás de quem faz História científica e imparcial (!!!) e que os organizadores foram pouco cautelosos ao permitirem comunicações provocatórias (!!!)

Eu assisti à sessão do dia 22 de Março e, no papel em que pediam o meu comentário, escrevi quais foram os dois melhores momentos: as conferências de Brandão Ferreira e de Pezarat Correia. Apesar de discordar totalmente deste último, em termos ideológicos (apenas recordo que foi o braço direito de Rosa Coutinho, na descolonização de Angola), tal não me impediu de o considerar um bom conferencista neste dia.

Se me permitem, considero que Alves Fraga deve ser mais isento nas suas opiniões (e também menos “antifascista” militante), pois, para quem pretende doutorar-se em História, o texto remetido ao portugalclub julgo não poder considerar-se um bom exemplo e motivo de orgulho para qualquer historiador. Cor. Manuel Amaro Bernardo
(27-3-2007)

De António José Trancoso a 27.03.2007 às 19:04

Senhor Coronel Amaro Bernardo
Será que, porventura, V.Exa. acredita nas práticas extremistas que transformam uma mentira, mil vezes repetida, numa "verdade"?!

De Luís Alves de Fraga a 28.03.2007 às 19:26

Coronel Manuel Amaro Bernardo
Se é frequentador assíduo deste blog, terá já reparado que não é meu hábito dar resposta aos comentários aqui deixados. Cada um é livre de dizer o que melhor achar!
Abro, desta vez, uma excepção para lhe dar a resposta que merece segundo o meu conceito.
Diz-se espantado com a minha prosa, pois deixe que lhe retribua o cumprimento, porque, desde o tempo da vigência da famigerada Legião Portuguesa (de triste memória), não via concentradas em tão poucas linhas tantos ataques pessoais, usando de uma retórica tão viscosamente peçonhenta.
Como o coronel Bernardo escreve rápido, mas sabe pouco, vou começar pelo fim.
Para que possa ficar espantado, eu fiz parte da organização dos colóquios a que foi assistir, como diz, pelo menos à sessão de dia 22. Desde Maio do transacto ano que tenho o grato prazer de colaborar na organização deste colóquio. Como vê, eu também faço parte dos «organizadores». Também me culpo por não ter prevenido a possibilidade de aparecerem comunicações que, não representando o efectivo contraditório ao tema do colóquio (recordo para o caso de ter esquecido: «Oposição político-militar ao Estado Novo no 3.º quartel do século XX»), fossem comunicações apologéticas do Estado Novo e do salazarismo. Ou será que contraditar, no caso vertente e na opinião do coronel Bernardo, é aplaudir o Estado Novo? Pessoalmente não entendo o contraditório dessa maneira. Explico-me. Se eu quisesse contraditar a «oposição político-militar ao Estado Novo no 3.º quartel do século XX» iria demonstrar que não tinha assistido razão de espécie nenhuma a essa oposição; que agindo, essa oposição, tal como agiu, prestou à Pátria um mau serviço. Essa seria a forma de correcta de contraditar. Outro modo de contraditar seria demonstrar a inconsistência organizativa dos movimentos oposicionistas e golpistas; a sua falta de oportunidade. Tudo isto seria, de facto, contraditar.
Mas não foi isto que o tcoronel Brandão Ferreira e o coronel Nabais fizeram! O que fizeram foi o discurso apologético do regime salazarista. Isso não é, realmente, contraditar. Isso é aproveitar uma oportunidade, que democraticamente se abre para uma discussão saudável, para, reavivando o salazarismo, denegrir o regime democrático que, repito, ingenuamente, dá oportunidades de ouro a todos aqueles que não as deram quando eram Poder.
Explicado este ponto, vamos à sua prosa.
Sibilinamente deixa escapar a ideia de que eu possa ser comunista. Importante, era, no tempo de Salazar, deitar a mancha sobre os homens de coragem, enxovalhando-os. Se possível, da maneira mais traiçoeira de modo a que não pudessem demonstrar a mentira. Não, coronel Bernardo. Não sou comunista! Mas, também não sou nem oportunista nem situacionista. Sou um Homem Livre que não se deixa amarrar a não ser pelos ditames da sua consciência. Não fui salazarista. Não estive com estes e depois com aqueles, porque sempre estive só e somente comigo.
Na sua prosa, descontextualiza imagens de retórica para me pôr a ridículo. Naturalmente, o ridículo cai-lhe em cima, porque é fácil aos leitores interessados irem contextualizar as frases às quais quis retirar o verdadeiro sentido.
Mas afirma textualmente «Dar a entender que as pessoas, como eu ou o coronel Brandão Ferreira, que ao colocarem em pé de igualdade os crimes praticados pelos nazis e pelos comunistas no século XX, estão a dizer um grande disparate (…).».
Coronel Bernardo, o senhor dá-se uma importância que, de facto, não tem. Não tem, porque não usou da palavra no colóquio e na sessão que eu comentei e porque não o ouvi nunca fazer as afirmações que diz serem iguais às do B. Ferreira. Além do mais, o coronel Bernardo ouviu uma coisa que eu não ouvi!!! Porque, na verdade, o tcoronel B. Ferreira não fez a afirmação que acabei de transcrever. Pelo menos, não a fez no colóquio nem na sessão a que eu assisti.
Interessante, não pode deixar de ser, a afirmação com que (não satisfeito em me atacar) mimoseia o mgeneral Pézarat Correia («braço direito do Rosa Coutinho (…)»).
Finalmente, atribui-me a remessa para um tal PortugalClub de um texto que efectivamente publiquei aqui, no meu blog e alguém, abusivamente e sem dar indicação da origem, fez publicar nesse tal PortugalClub.

De António Viriato a 27.03.2007 às 23:50

Caro Amigo Alves Fraga,

Começa a tornar-se difícil o debate sereno, no meio de tanto processo de intenção.

Será fascista o que se nega a classificar de fascista o regime de Salazar ?

Será comunista o que apoda de Ditadura o Salazarismo, ainda que considere este regime muito mais benigno do que qualquer das extintas ou das sobreviventes Repúblicas Populares Democráticas ?

Será culpa dos salazaristas todo o lodaçal que vemos por aí criado, hoje, quase 40 anos depois da morte de Salazar ?

E poderia continuar no mesmo estilo, formulando as perguntas que qualquer cidadão aprendiz de livre pensador é capaz de formular.

Direi só mais isto : A cada um ou a cada regime a sua responsabilidade ou a sua culpa...

Saudações democráticas. Sem ponta de ironia.

De António José Trancoso a 28.03.2007 às 17:51

Senhor António Viriato
Também "sem ponta de ironia" permita-me uma pequena observação:
O debate sereno de qualquer tema polémico só é possível entre interlocutores eivados de recta intenção, logo e consequentemente, portadores de uma argumentação séria e sólida.
Condescender com a má fé ou, no mínimo, com a tacanha falta de coerente inteligência, para além de, imperdoavelmente, se negligenciar os valores democráticos, será dar credibilidade a quem não faz por a merecer. A Frontalidade Democrática deve manifestar-se com vigor, e rigor, mesmo correndo o risco de, com tais figurantes- porta-vozes, se "perder tempo, água e sabão". Note-se que a respectiva táctica se consubstancia na reiterada acção do "ataca e foge", absolutamente imcompatível com um regime Democrático; e, ainda menos, por quem, livremente, optou por integrar-se na suprema Dignidade de Reserva Moral da Nação.
Lodaçal?!! Tem toda a razão.
Eis o legado cultural de oito séculos de promíscua Monarquia, três de "divina" Inquisição, meio de Salazarismo e cerca de vinte anos de medíocre e oportunista Compadrio.
Para quando a definição de um Objectivo e de um sério Rumo, neste Jardim à beira-mar plantado?!

De Manuel Amaro Bernardo a 30.03.2007 às 19:24

A Frontalidade Democrática

Manuel Amaro Bernardo
Não costumo fugir a uma boa polémica, desde que as pessoas se comportem de maneira civilizada, como aconteceu recentemente com Almeida Santos, ex-Presidente da AR e que trancreverei no meu próximo ensaio em Outubro próximo.
Agora, ler alguns escritos em que os termos utilizados roçam o insulto não agrada a ninguém. Foi o sucedido com um elemento de direita, que irá responder em tribunal por prática de crime de difamação contra mim, nos OCS.
Em relação ao Cor. Alves Fraga dou por encerrada a discussão, lamentando que, para alguns democratas, as críticas ou opiniões de certos comentadores de direita sejam consideradas como acções de provocação e que eles não têm o direito de as apresentar publicamente, por, na sua opinião, serem "defensores de ideologias fascistas".
Tal já passou de moda!!! Isso sucedeu há mais de trinta anos, quando os comunistas acenavam com o "papão do fascismo"!!!
Cor. Manuel Amaro Bernardo
A Frontalidade Democrática
www.portugalclub.org portugal@portugalclub.org

De Manuel Amaro Bernardo a 30.03.2007 às 19:45

A Frontalidade Democrática

Manuel Amaro Bernardo
Não costumo fugir a uma boa polémica, desde que as pessoas se comportem de maneira civilizada, como aconteceu recentemente com Almeida Santos, ex-Presidente da AR e que trancreverei no meu próximo ensaio em Outubro próximo.
Agora, ler alguns escritos em que os termos utilizados roçam o insulto não agrada a ninguém. Foi o sucedido com um elemento de direita, que irá responder em tribunal por prática de crime de difamação contra mim, nos OCS.
Em relação ao Cor. Alves Fraga dou por encerrada a discussão, lamentando que, para alguns democratas, as críticas ou opiniões de certos comentadores de direita sejam consideradas como acções de provocação e que eles não têm o direito de as apresentar publicamente, por, na sua opinião, serem "defensores de ideologias fascistas".
Tal já passou de moda!!! Isso sucedeu há mais de trinta anos, quando os comunistas acenavam com o "papão do fascismo"!!!
Cor. Manuel Amaro Bernardo
A Frontalidade Democrática
www.portugalclub.org portugal@portugalclub.org

De António José Trancoso a 31.03.2007 às 02:18

Senhor Coronel Amaro Bernardo
Permita-me V.Exa. a intromissão, no seu solilóquio
(creio não estar errado uma vez que endereça o comentário a si próprio), justificando-a pela seguinte ordem de razões:
Em primeiro lugar, para lhe manifestar o meu reconhecimento pela importância que entendeu conferir à expressão por mim utilizada (Frontalidade Democrática) para titular o seu escrito.
Qualquer pessoa, menos bem intencionada, apressar-se-ia a acusá-lo de deselegância (senão mesmo de plágio) pelo facto de não citar o seu autor, em anterior comentário. Não será o meu caso, porque, ao longo de muitos anos de docência, sempre me senti gratificado (no bom sentido, entenda-se) pela aceitação e interiorização dos ensinamentos que tive a honra e felicidade de transmitir;
Em segundo lugar, para, também, agradecer a V.Exa. a resposta, plena de subtileza, que se dignou dar à questão que lhe coloquei sobre as extremistas teorias repetitivas (V.Exa. coloca, neste blog, o seu auto-dirigido texto, por duas vezes). Para bom entendedor...;
Em terceiro lugar, esforçando-me por continuar "bom entendedor", (e para tirar, V.Exa., de cuidados, e lamentos, pelas atitudes de "alguns democratas") para o alertar para a "DISTRACÇÃO" que, distorcendo conceitos e contextos, se consubstancia na utilização do vocábulo "comentadores" ao invés de... COMUNICADORES.
Sendo, ao que julgo saber, V.Exa., um Emérito Escritor, por certo, não levará a mal, e concordará com este meu "pequeno e insignificante" reparo.
Se assim for, a parte final da sua auto-missiva, fica prejudicada por não fazer o mínimo sentido. Aquela "distracção", tomada a sério, colocaria, V.Exa., imerecidamente, a coberto do mais hilariante ridículo...
Permita-me, ainda, V.Exa., o avisado conselho para que, rapidamente, se auto-corrija, pois, mais uma vez, não faltarão mal-intencionados que se apressarão a acusá-lo de má-fé...e de outras enormidades.
Para terminar (pressupondo que, V.Exa., se refere à participação de Almeida Santos na "Quadratura do Círculo") informo-o que os Socialistas Madeirenses, contrariamente à sua admiração, dizem daquele Senhor o que não passou pela mente de Maomé dizer do toucinho. Coisas da vida...democratices...

De Cor. Manuel A.Bernardo a 31.03.2007 às 21:07

Para António José Trancoso:

Apesar de não saber para quem estou a escrever (basta-me ser um cidadão português em qualquer parte do mundo) quero apenas avançar com dois esclarecimentos:

1. A utilização do título "Frontalidade Democrática" tem que ver com qualquer lapso de comunicação deste grande meio difusão que é a Internet. Eu não o escrevi.

2. Quanto à polémica com Almeida Santos (duas cartas dele e duas minhas, a publicar, com referi num livro em Outubro), posso dizer que não tenho com ele qualquer tipo de afinidade. Basta ler, depois, as várias transcrições erradas de livros de minha autoria - chegou a transcrever oito páginas seguidas do meu livro "Memórias da Revolução; Portugal 1974-1975" /2004/Editora Prefácio !!! - (será plágio!?), no 1.º volume das suas "Quase Memórias"/2006.

Veio depois afirmar, no 2.º volume, que eu estivera em Timor e falara com o Ten-Cor. Maggiollo Gouveia na prisão da FRETILIN, antes do seu fuzilamento, o que era mentira. Afirma ele: "O Bernardoestava lá!".(até à presente data nunca estive em Timor!). Isto porque não soube ler correctamente o meu livro "Timor; Abandono e Tragédia"/2000/tb Editora Prefácio (em co-autoria com o ex-General Morais de Silva), e deduziu que eu lá estivera. Resumindo, o Dr. Almeida Santos escreveu uma série de "enormidades" e asneiras neste seu livro, que disse ir corrigir em edições futuras, o que eu duvido ... Por isso julgo ter o direito de dar a conhecer o ocorrido aos meus leitores .

Espero que com este texto o Sr. Trancoso fique esclarecido, o que não me impede de considerar aquele senhor (Almeida Santos) como uma pessoa civilizada...

3. A partir de agora e agradecendo a amabilidade da publicação dos meus escritos à direcção do "Portugalclub", manter-me-ei silencioso nos próximos seis meses.

Obrigado!

Cor. Manuel A.Bernardo 31-3-2007



De António José Trancoso a 31 de Março
Senhor Coronel Amaro Bernardo
Permita-me V.Exa. a intromissão, no seu solilóquio
(creio não estar errado uma vez que endereça o comentário a si próprio), justificando-a pela seguinte ordem de razões:
Em primeiro lugar, para lhe manifestar o meu reconhecimento pela importância que entendeu conferir à expressão por mim utilizada (Frontalidade Democrática) para titular o seu escrito.
Do: PortugalClub:A responsabilidade do Titulo (Frontalidade Democrática) é de responsabilidade do PortugalClub, que o copiou do corpo da mensagem do Sr António José Trancoso:
PORTUGALCLUB.ORG www.portugalclub.org

De antonio.trancoso@netmadeira.com a 01.04.2007 às 01:01

Coronel Amaro Bernardo
Não me apercebi que as suas mensagens para o "Fio de Prumo", do Coronel Alves de Fraga, foram aí colocadas por interposta entidade (Portugalclub.org).
Mais uma vez se prova que a existência intermédia de emissores/receptores produz distorções entre a mensagem original e a final. Culpa sua, por ter confiado; culpa do Portugalclub.org, por ter abusado ou, no mínimo, descurado a genuidade da matriz que lhe foi confiada; culpa minha, pela desatenção.
Assim sendo, retiro o disse nos dois primeiros items da minha última mensagem, crendo que aceitará a quota de desculpas que, por aquela minha parte, lhe devo.
Porém, com a mesma frontalidade, mantenho as observações que fiz em terceiro lugar.
Quanto às suas relações com Almeida Santos e à credibilidade que as respectivas elucubrações, histórico-políticas, lhe possam merecer, nada me autoriza contraditá-lo; é um assunto que só a si diz respeito.
Apresento-lhe as minhas democráticas saudações.
António José Mendes Dias Trancoso
Professor Aposentado do Ensino Secundário;
Equiparado a Bacharel em Contabilidade e Administração, pelo IMPE;
Frequência do Curso de Administração Militar (1961 a 1965) da AM;
Licenciado em Gestão, pela UMA.













De António José Trancoso a 05.04.2007 às 16:15

Em 31/03/2007, o Sr. Coronel Bernardo, peremptoriamente, afirmava:

"3. A partir de agora e agradecendo a amabilidade da publicação dos meus escritos à direcção do "Portugalclub", manter-me-ei silencioso nos próximos seis meses."

Em 04/04/2007 (decorridos...seis meses !?!!) o Sr. Coronel quebra o silêncio, solene e inequivocamente, prometido!!!

E fá-lo, sobre o tema em debate, não no campo adequado (Fio de Prumo), mas, em alheio e deslocado domínio ("PortugalClub"), domínio esse, desfalcado de toda uma anterior argumentação sustentadora de um, curial e correcto, fio condutor.

A Lealdade, muito dificilmente se coadunará com a ardilosa ambiguidade permissiva de, calculados e preconcebidos, "golpes de rins”, que mais não consubstanciam que uma covarde, traiçoeira e enviesada, fuga, às regras de uma séria e digna polémica.

De resto, a ausência de Seriedade, era já notória na deliberada omissão do não esclarecimento/correcção da intrometida "confusão", estabelecida entre a função de Comunicador e a de Comentador, como, agora, aquela ausência, manifestamente, se revela no facto de, sem escrúpulos, se violentar o Título das Conferências (aditando-lhe, abusivamente: "seus antecedentes e consequências"), para, desse modo (forjando-se uma mísero, estreito e sebento, canal), permitir, e "legitimar", a admissão/injecção da mais grosseira, indecente e persistente, PROVOCAÇÃO à mais elementar das inteligências.

Fica, assim, demonstrada a “superioridade moral” de quem adopta tais procedimentos.

Por meu lado, aqui manifesto a minha maior relutância, se não, mesmo, repugnância, em voltar a contraditar as trafulhices que os provocadores possam voltar a engendrar.

Quem assim procede, não merece crédito, nem respeito.

Desrespeita-se a si próprio.




De António José Saraiva a 03.04.2007 às 00:13

Por: António José Saraiva

Se alguém quisesse acusar os portugueses de cobardes, destituídos de dignidade ou de qualquer forma de brio, de inconscientes e de rufias, encontraria um bom argumento nos acontecimentos desencadeados pelo 25 de Abril.
Na perspectiva de então havia dois problemas principais a resolver com urgência. Eram eles a descolonização e a liquidação do antigo regime.
Quanto à descolonização havia trunfos para a realizar em boa ordem e com a vantagem para ambas as partes: o exército português não fora batido em campo de batalha; não havia ódio generalizado das populações nativas
contra os colonos; os chefes dos movimentos de guerrilha eram em grande parte homens de cultura portuguesa; havia uma doutrina, a exposta no livro Portugal e o Futuro do general Spínola, que tivera a aceitação nacional, e
poderia servir de ponto de partida para uma base maleável de negociações.
As possibilidades eram ou um acordo entre as duas partes, ou, no caso de este não se concretizar, uma retirada em boa ordem, isto é, escalonada e honrosa. Todavia, o acordo não se realizou, e retirada não houve, mas sim uma debandada em pânico, um salve-se-quem-puder. Os militares portugueses, sem nenhum motivo para isso, fugiram como pardais, largando armas e calçado, abandonando os portugueses e africanos que confiavam neles. Foi a maior vergonha de que há memória. Pelo que agora se conhece, este comportamento inesquecível e inqualificável deve-se a duas causas. Uma foi que o PCP, infiltrado no exército, não estava interessado num acordo nem numa retirada em ordem, mas num colapso imediato que fizesse cair esta parte da África na zona soviética.continua...
António José Saraiva

De Camoesas a 03.04.2007 às 19:21

Caro senhor António José Saraiva, fiquei agora, depois de ler o seu comentário, muito mais conhecedor da história de Portugal. Além de mais conhecedor que agora fiquei, gostaria também de poder acreditar com base factual, por isso, se não fosse pedir demasiado, gostaria que documentasse com factos e provas a sua afirmação:
"Os militares portugueses, sem nenhum motivo para isso, fugiram como pardais, largando armas e calçado, abandonando os portugueses e africanos que confiavam neles".
Gostaria de saber quando e donde fugiram e porque teriam abandonado até o calçado, gostaria de saber de quem teria sido a iniciativa e a ordem, gostaria até de saber qual a responsabilidade de Mário Soares e também das chefias militares nessa cobarde fuga...
Se não fosse pedir muito, só para que possa acreditar nas suas palavras, nem sequer estou interessado nesse pormenor do comunismo injectado nas Forças Armadas!

Os melhores cumprimentos,

Carlos Camoesas

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