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Fio de Prumo



Segunda-feira, 04.09.06

Como é possível?

 

Conheço razoavelmente a Andaluzia, a região de La Mancha, um pouco de Castela, já fui à Galiza, passei pelo País Basco, mas nunca visitei a Catalunha. Todavia tenho imensa simpatia por esse Povo que foi o último a resistir aos bárbaros assaltos das tropas de Francisco Franco. Aspira há séculos pela sua autonomia, compartilhou connosco a revolta contra Castela, em 1640. Por onde se fala o catalão há uma cultura própria, distinta da de Castela.

As razões apontadas são motivos para ler com agrado o jornal La Vanguardia. Recebo-o pela Internet e a ele já várias vezes me tenho referido em apontamentos anteriores. Pois bem, no número de hoje, a toda a largura da primeira página lá está a grande notícia de Espanha: Zapatero e o seu Governo, no próximo ano, aumentam, em 25% — repare, leitor, que não se enganou, 25% — as mais baixas pensões — também não se equivocou, escrevi pensões — dos dependentes do Estado.

— Que milagre está a ocorrer em Espanha, aqui mesmo ao nosso lado, para que a Segurança Social, ou o organismo a ela correspondente, não esteja falida como o está, segundo os nossos governantes afirmam, a nossa? Como é possível que eles aumentem as pensões e nós as baixemos?

E foi no mosteiro dos Jerónimos que ambos os chefes de Governo, no mesmo dia e à mesma hora, assinaram o pacto de adesão à Comunidade Europeia!

Eles saltaram em frente de uma forma incrível, nós recuámos. Como é possível?

A nossa ajuda militar para o Líbano — a tal companhia de engenharia destinada, provavelmente, a remover entulho — a partir de Novembro ficará sob o comando espanhol. É o que dizem os jornais!

Não será exequível que, em simultâneo, fique, também, sob comando espanhol a nossa Caixa Geral de Aposentações e a Caixa Nacional de Pensões? Não queremos 25% de aumento nas mais magras pensões... Devem chegar-nos, por enquanto, 15%!

Falta de patriotismo? Meus caros leitores, não pensem nisso. Por vezes, a ironia é uma arma!

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por Luís Alves de Fraga às 13:26


1 comentário

De Carlos Camoesas a 04.09.2006 às 21:37

É mesmo falta de patriotismo, meu caro Fraga!

Falta de patriotismo da nossa classe política, dos nossos desgovernantes desde Abril, desta corja de oportunistas (e seus familiares) que se servem da nação.
É falta de patriotismo envenenar o povo contra os militares que lhes permitiram a "colecta" ao longo destes 30 anos.
É falta de patriotismo a conivência, o desleixo, compadrio e tachismo de todas as chefias militares (salvo raras excepções) que ao longo de 3 décadas tantas vénias lhes fizeram que com o reumatismo crónico de que agora padecem, não conseguem uma postura vertical.
É falta de patriotismo fechar todos os serviços públicos que a "outra senhora" conseguiu erguer.
É falta de patriotismo "privatizar" tudo o que é propriedade do Estado, para encobrir e salvar políticas de curta duração, a duração de um governo.

Já não sei se será falta de patriotismo querer ser espanhol, o problema é que Espanha nos está a "adquirir" e conquistar, sem nos permitir ser cidadãos espanhóis e usufruir dessa cidadania. São espertos os nossos "irmãos"! Os nossos políticos também não são nada burros, são funcionários deles e até são Iberistras confessos...

E o nosso povo é masoquista, gosta de ser "atiçado" contra os militares, quando os políticos matam, o povo esfola. Os políticos sabem -no e vão aliviando as costas, metendo lenha de quando em vez.
É falta de patriotismo, sim senhor!

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