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Fio de Prumo



Quarta-feira, 09.08.06

Forças Armadas, o seu valor

Vem hoje, no Diário de Notícias, uma pequena local sobre o valor militar das Forças Armadas do Líbano. As razões da sua fragilidade assentam em motivos de ordem interna e externa, mas, acima de tudo, realça-se a falta de operacionalidade do aparelho militar do país.

Pessoalmente não me interessa discutir esse problema, mas, tão somente, chamar a atenção dos meus leitores para a importância de um Estado possuir umas Forças Armadas que constituam uma componente dissuasora do poder nacional. Um Estado que não cuida da sua defesa militar fica prisioneiro de todas as decisões alheias, sejam internas ou externas. É isso que está a ocorrer no Líbano.

Na península Ibérica não se desenham quadros de conflito semelhantes aos do Médio Oriente, mas o poder soberano de Portugal não pode sair diminuído por esse facto. E se por cá estamos integrados na OTAN e na União Europeia — o que nos oferece uma garantia de auxílio externo — também é certo que, na Europa, somos o segundo Estado que mais próximas tem as fronteiras com o mundo islâmico africano. Na verdade, esquecemo-nos que Marrocos está «já ali em baixo» e que qualquer alteração de cenários estáveis nessa zona do Mediterrâneo pode ter forte influência na Península. Se isso vier a acontecer, onde estão os navios da nossa Armada e as aeronaves da nossa Força Aérea para nos garantirem a segurança?

Fracos políticos os que, em tempo de paz, desprezam a defesa do seu território e das suas gentes quando têm condições para o fazerem e não fazem!

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por Luís Alves de Fraga às 08:38


2 comentários

De Carlos Camoesas a 09.08.2006 às 12:57

Não se preocupe, meu amigo. Os nossos políticos são "Iberistas confessos", sempre poderemos contar com os F-18 espanhois para nos defenderem...

Já agora, ontem fiquei pasmado com o "nosso primeiro" no Brasil, ele estará a negociar o fabrico de jactos executivos em Portugal, nas OGMA!
Acontece que as OGMA SÃO uma empresa brasileira que detem 65% do capital, o Estado português (Sócrates) é minoritário...
Fará este teatro parte do "plano tecnológico" do senhor engenheiro?
Ou do plano de expansão dos brasileiros na Europa?

De Fernando Vouga a 10.08.2006 às 22:26

Aqui, meu caro amigo. estou plenamente de acordo. Mas o que é que se pode esperar de um (des)Governo que nem sequer garante que as nossas crianças nasçam em território nacional?

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