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Fio de Prumo



Quarta-feira, 17.02.16

Mau começo

 

Marcelo Rebelo de Sousa, o Presidente eleito por menos de um quarto dos eleitores do colégio eleitoral português, está instalado no palácio de Queluz!

Não sei se dorme lá, se lá come a sandes que leva de casa ou que manda comprar na leitaria da esquina, mas sei que lá trabalha!

Porquê no palácio de Queluz?

 

Isto para mim é indício de um mau começo!

O homem podia utilizar uma qualquer instalação devoluta de um qualquer prédio do Estado, ou, até mesmo de um quartel desactivado! Ou — porque não? — uma ala de pequena dimensão de um quartel em funcionamento. Estaria seguro em todos os sentidos.

Tem receio de escutas inconvenientes? Ora bolas! O tipo que durante mais de uma dezena de anos disse conveniências e inconveniências nas televisões nacionais para todos nós ouvirmos, tem agora receio de ser escutado? Não acredito! E, de certeza, numa instalação militar estaria mais a salvo de ser ouvido do que num velho palácio!

 

Mas palácio soa melhor para Presidente da República! Só que não está de acordo com o facto de ter feito a campanha eleitoral mais barata e de levar sandes para o almoço!

 

E assim se vai por água abaixo a coerência de um tipo! Assim se deixa surgir a demagogia de uma campanha cujo braseiro ainda deita algum calor!

A carícia do Poder é tramada! É necessário ser-se muito forte para lhe saber resistir!

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por Luís Alves de Fraga às 12:43

Quarta-feira, 17.02.16

A juíza e a Bárbara

 

Pelos vistos causou celeuma a minha postagem de ontem! Ainda bem!

 

Aqui vai a resposta colectiva aos comentários feitos.

 

1. O juiz julga factos provados. Pode, no seu tribunal, emitir as opiniões que entender, porque, como juiz, é um dos elementos que integra a soberania nacional e mal irá esta quando aqueles que lhe dão corpo não puderem fazer os comentários que a consciência lhes ditar. Talvez não devesse comentar, mas pode comentar, e se o fez não pode nem deve ser recriminado por isso. Não é isso que lhe invalida a isenção no julgamento, pois só a prova dos factos, isto é, a objectividade do que aconteceu determina a sentença.

 

2. O facto de a juíza tecer comentários sobre o comportamento da Bárbara Guimarães até devia ser louvável e louvado pelas associações que tão pressurosamente vieram reclamar, porque é de alguém com visibilidade pública que, espera-se, deva vir o exemplo a ser seguido por todas as outras mulheres vítimas de agressão doméstica! O argumento da Bárbara é "fraquinho", porque não é expectável numa apresentadora de televisão cujos padrões de "vergonha" são, naturalmente, diferentes dos do comum das mulheres e, até, dos homens vulgares.

 

3. O tratamento diferenciado entre os dois - o Manuel Maria Carrilho e a Bárbara Guimarães - deriva exactamente do tipo de visibilidade pública de ambos: ele é o professor, ela é a apresentadora Bárbara! Ele é conhecido em todo o lado por aquilo que faz e ela também! Nem ela é, para cada um de nós, a Senhora Dona Apresentadora, nem ele é o Manuel Maria Carrilho! A juíza usou da maneira normal de tratamento pelo qual cada um deles é reconhecido comummente.

 

4. Quanto aos pasquins, há-os escritos em excelente uso da língua nacional e há-os escritos em linguagem ilegível. Não é a forma como são redigidos que lhes dá o atributo de pasquins. Se se derem ao trabalho de consultar no seguinte endereço o significado - pasquim in Dicionário da Língua Portuguesa sem Acordo Ortográfico [em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2016. [consult. 2016-02-17 12:31:55]. Disponível na Internet:

 

E pronto, estão dadas as respostas aos comentários negativos que foram feitos à postagem anterior e respeitante à Bárbara Guimarães!

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por Luís Alves de Fraga às 12:06


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