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Fio de Prumo


Segunda-feira, 27.02.17

Offshores

 

Não, não venho falar-vos do escândalo de fuga aos impostos aquando desta fuga de capitais. Não é disso que vos venho falar. O que me move hoje é a incapacidade de se pegar nesta questão por um outro lado.

 

- Que lado?

Pois, é simples, e já respondi! O da fuga de capitais!

 

- De quê precisa mais Portugal?

De capitais que sejam investidos no nosso país para aqui renderem e darem emprego a quem dele necessita!

A taxa de imposto sobre capitais saídos de Portugal deveria ser de 99%. Exactamente, 99%.

- Para quê?

Para desincentivar a saída de dinheiro do país!

Dinheiro que sai é dinheiro que não fica na nossa banca e que não entra na circulação económica, permitindo empréstimos para investimentos rentáveis e, acima de tudo, úteis à nossa economia.

 

Este é que é o lado feio e negro dos offshores, pois esse dinheiro vai servir outras economias onde a rentabilidade é maior. Nesta altura dos acontecimentos, pôr dinheiro fora do país é um acto de lesa-pátria e devia ser condenado com pesadas penas de prisão.

 

Vejam lá se os órgãos de comunicação social já se preocuparam em divulgar - ou, ao menos, em tentar saber - a quem pertencem os dez mil milhões de euros?! Não! Importante é a culpa política e o não pagamento da taxa fiscal!

 

Bolas! Importante é saber quem lesiona a economia nacional com a saída de dez mil milhões de euros do nosso mercado financeiro!

Jornalistas de investigação, estamos à espera do vosso trabalho...

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por Luís Alves de Fraga às 10:19

Sábado, 25.02.17

Marquês

 

Nos tempos da quase falência financeira da quase falida Monarquia portuguesa, vendiam-se títulos de nobreza a quem desse mais dinheiro por eles e, daí nasceu a célebre interrogação: «Foge cão, que te fazem barão! Para onde, se me fazem visconde?».

 

Dá-me vontade de, parafraseando esta ideia e usando o título de marquês, gozar com a Procuradoria-Geral da República que, na falta de arranjar "matéria-prima" junto das lixeiras onde ela abunda, "enfia" tudo o que passa "perto" no, longo e sem fundo, "saco da operação marquês".

Quem faltará acusar?

 

Cuidado! Que tenha muito cuidado quem "trabalha" lá para os lados de Alcântara, em devido "regalo", pois não vá o Ministério Público lembrar-se de mexer em passados distantes!

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por Luís Alves de Fraga às 10:59

Sábado, 25.02.17

Cautelas

 

Portugal precisa de todo o mundo para viver. Literalmente, todo o mundo.

Portugal vive de vender para fora e de comprar o que vem de fora. Sempre esteve muito longe de ser um Estado economicamente autónomo. Daí que Portugal não se possa dar ao luxo de gerar maus ambientes diplomáticos com outros Estados. Todavia, isso não é motivo para que as mós da Justiça deixem de moer! Contudo, podem moer silenciosamente, sem publicidade, com eficiência e, acima de tudo, com diplomacia.

Angola já não é uma colónia há mais de quarenta anos! O pacto diplomático devia envolver a Justiça e os órgãos de comunicação social. Tudo deveria passar pelas chancelarias e só quando acordado, seria do domínio público!

Infelizmente, o nosso jornalismo, querendo ser sensacionalista, é chocalheiro.

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por Luís Alves de Fraga às 10:58

Sábado, 11.02.17

A Mentira e os Mentirosos

 

Estou farto desta guerrilha que a direita política tem feito quanto à "mentira" do ministro Centeno sobre a Caixa Geral de Depósitos!

Estou farto de ouvir Passos Coelho tentar enxovalhar o ministro das Finanças. Então, Passos Coelho e os seus amigos!

 É que o líder da oposição não se enxerga! É ele quem fala de mentira?! Ele o mais mentiroso de todos os políticos nacionais?!

 Já esqueceram as promessas eleitorais desse mentiroso compulsivo? Já esqueceram que prometeu uma coisa e fez, depois de ter conquistado a governação, exactamente o contrário, causando a ruína de muitos portugueses?

Qual é o crédito que Passos Coelho pode ter junto de gente séria, honesta e com memória?

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por Luís Alves de Fraga às 21:57

Domingo, 05.02.17

Os Indicadores: Portugal Está Bem ou Mal?

 

Chegam-nos notícias de fora, de dentro, do Governo, da Presidência da República, dizendo que Portugal está a recuperar da situação de crise por que passou e a qual provocou limites de ruptura insuportáveis alegremente estabelecidos pelo governo de Passos Coelho. Há números que não nos enganam, pelo menos após uma observação inicial. Por exemplo, o desemprego está a baixar. Mas a oposição — fiel ao seu papel e ao seu destino — reduz quase tudo a nada ou, pior, quase tudo a uma mentira para ser consumida pelo público desatento.

Onde está a verdade?

 

Julgo — e somente julgo — que a verdade está algures no meio-termo entre o apregoado êxito e o anunciado fracasso. E a explicação é fácil: Portugal e a governação de Portugal não são livres! As regras impostas pela União Europeia e, em especial, as do euro — essa moeda única do nosso descontentamento — limitam as soluções e impõem condições cuja acção se reflectem, imperiosamente, sobre todos nós e, acima de tudo, no Governo, pois tem de tentar agradar a gregos e a troianos dada a dependência do apoio parlamentar que tem.

 

Repare-se na questão política do momento, que parece estar a pôr em causa o equilíbrio governamental: a precariedade laboral dentro do Estado e, dentro dela, o caso dos assalariados precários em regime de emprego em empresas prestadoras de serviços.

 

A argumentação comunista e bloquista é de uma lógica transparente: se os trabalhadores fazem falta e se há lugar para eles estarem a trabalhar, então, o Estado que os assuma como seus funcionários. Alguém, em seu juízo perfeito, nega esta evidência?

Ora o que o Estado não pode dizer, através do Governo, é que a “lógica” comunista e bloquista só poderia ser aceite se fosse viável pagar ao trabalhador precário o baixo salário que se paga por ele à empresa que o contrata! E depois? E depois tudo o que arrasta essa vinculação ao funcionalismo público? Progressão de carreiras, aumentos salariais da função pública? É que não basta só resolver a aparência… há que pensar nas consequências!

 

Estou em desacordo com os comunistas e bloquistas? Claro que não! Concordo com eles, mas recordo o que eles não dizem! É que manter o deficit entre determinados padrões numéricos exige jogos de cintura terríveis! Salazar era perito nessa “dança”! Só para não aumentar as pensões de reforma e amarrar o Orçamento Geral do Estado a compromissos futuros, ele usava do truque de aumentar os funcionários através de lhes atribuir subsídios… subsídios que resolviam o problema imediato, mas “empurravam com a barriga” um problema para um futuro longínquo… o futuro da reforma.

 

Bruxelas é o maior condicionalismo português. A União Europeia e o euro travam-nos soluções. Tudo seria bem diferente se não tivesse havido a ambição de transformar o legado meramente comercial e mercantil do pós-guerra em entendimento político alargado na base de diferenças culturais e comportamentais abismais.

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por Luís Alves de Fraga às 11:14

Domingo, 05.02.17

Eutanásia

 

De há muitos anos a esta altura, depois de descobrir os imensos prazeres da Vida, anulei qualquer resquício de ideia de suicídio construída em jovem, face a situações insuportáveis. Não, não me mato! Não acredito em milagres, mas acredito na capacidade de regeneração e na vontade de viver. Eu quero viver, porque viver é dar oportunidade a que alguma coisa diferente aconteça na minha vida. O diferente não me assusta e ele que venha! Saberei esperá-lo para me haver com ele.

 

Mas a eutanásia é um direito que assiste a todo aquele ser humano para quem o sofrimento físico é insuportável - ainda que, pessoalmente, creia não se saber o que é insuportável - e lhe queira pôr termo. Mas a eutanásia vai bulir com os princípios de quem está em condições de a poder pôr em prática para auxiliar aquele que a deseja. Haverá num direito individual o direito de anular outro direito individual?

 

Matar um animal irracional que está em sofrimento, que lhe tira o porte e o estatuto com que nasceu, é um acto de altruísmo, pois abdica-se do prazer de usufruir da sua companhia para o libertar. Mas um animal de estimação - ou que o não seja - não é um ser humano. Ao libertar o animal do sofrimento quem o faz executa-o quase por caridade. Contudo, não se mata um ser humano por caridade sem que se fique com a lembrança dessa morte na consciência! Só um anormal se queda indiferente.

 

Assim, se a eutanásia é um suicídio ela é também um crime para quem ajuda ao suicídio.

 

Dificilmente me suicidarei. Não o farei. Mas dificilmente criarei um problema de consciência a alguém, pedindo que me mate, ainda que por caridade. Então, então que seja eu a arcar com a negação do meu princípio de amor à Vida, mesmo acreditando que o diferente é um desafio.

 

A decisão política tem de ser tomada em total liberdade de consciência por quem tem de a tomar e, depois de legalizada a eutanásia, a lei tem de respeitar o direito de não condenar quem a não queira praticar, auxiliando quem quer praticá-la.

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por Luís Alves de Fraga às 00:35

Sábado, 04.02.17

Trump, mais uma vez!

 

Ontem estive atento ao "Expresso da Meia-noite" (creio que é assim que se chama o programa) e ao que disse Luís Todo Bom, o único dos intervenientes absolutamente sério de entre os restantes presentes, para além dos entrevistadores.

 

Enquanto um dos participantes convidados exibia a sua pseudo descontracção de ultra direita - o Jaime Nogueira Pinto - e tudo reduzia a simples gargalhadas de muito mau gosto, os outros mostravam alguma cautela, mas pouco tinham para efectivamente dizer. Luís Todo Bom estava, realmente, preparado e reflectiu sobre os EUA e a mudança que se avizinha. Os entrevistadores não exploraram, quanto a mim, como deviam, o seu saber e a sua boa informação. Ficaram-se pelas banalidades, mais ou menos pseudo eruditas dos restantes.

O que disse Luís Todo Bom, em síntese?

Pois bem, Donald Trump não actua isolado; tem uma equipa. E essa equipa sabe o que quer. E o que deseja é simplesmente anular o buraco tecnológico que separa hoje os EUA da China e da Índia, tentando reproduzir o modelo alemão, ou seja, conseguir salários altos a par de uma produção industrial de grande categoria. Isto só se faz protegendo-se da "ofensiva" chinesa e mexicana.

Luís Todo Bom tocou o essencial do que até agora eu não tinha visto tocar. Trump é uma marioneta, que se aceita como tal, nas mãos de uma certa fatia do capital americano que o usa a troco de o deixar dizer e fazer coisas que não são importantes, mas constituem uma excelente cortina de fumo para tapar os seus verdadeiros objectivos.

Isto vai corresponder a uma mudança de paradigma global?

Claro que vai. Não podemos, na minha opinião, é descortinar ainda as consequências, pois a China não se encolhe na dimensão que já atingiu. O resto, vamos a ver.

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por Luís Alves de Fraga às 10:59

Domingo, 29.01.17

A Máquina

 

Donald Trump representa o lado mais obscuro do Povo americano (será que, no plano sociológico, há um Povo americano, quando falamos de um Estado com tão poucos anos de existência e "recriado" na base de um extraordinário genocídio dos índios autóctones, sendo, por conseguinte, "feito" por imigrantes?) mais primário e boçal, mais egocentrista e mais afeito aos valores de uma "liberdade" de oportunidades só existente para os que são capazes de "vencer".

 

Pouco se destaca, na comunicação social, a ascendência estrangeira de Donald Trump, pois, ao contrário do que afirma, o avô e a avó eram originariamente alemães. Do avô, segundo parece, herdou a característica de fanfarrão, normal em todos os naturais do vilarejo germânico onde nasceu. Do pai, herdou a tendência para a mentira, pois foi ele quem inventou a origem sueca da família, negando a germânica.

 

Da fanfarronice, saiu-lhe, como um raio no meio de uma trovoada, o cumprimento das promessas eleitorais e vá de atacar os imigrantes islâmicos. Mas, felizmente, a máquina estatal, nos EUA, ainda funciona na base da separação dos três poderes e uma juíza teve a coragem de cercear uma das tentativas do fanfarrão. Vamos ver como se comporta o resto da máquina quer formalmente quer informalmente.

Esperemos.

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por Luís Alves de Fraga às 23:52

Terça-feira, 17.01.17

Obviamente, as contradições

 

Discute-se a Taxa Social Única (TSU) no Parlamento e o que aparece imediatamente à vista do observador atento e imparcial são as contradições partidárias. Vota-se e discute-se por causa dos partidos e não por causa de Portugal e dos Portugueses. Vão-se lixar!

Vejamos.

 

O Partido Socialista (PS) quer cumprir uma promessa eleitoral acordada com os seus parceiros de Parlamento: aumentar o salário mínimo. Acho bem. Concordo.

O Bloco de Esquerda (BE) não quer votar o acordo conseguido, porque isso é uma forma de beneficiar os patrões; o Partido Comunista Português (PCP) não vota, porque a medida, para além de beneficiar os patrões, faz baixar, dizem, os salários para o salário mínimo, levando a que todo o novo empregado seja contratado por esse  valor; o Partido dito Social-Democrático (PSD) e o dito Popular (CDS/PP) não votam porque não vão credibilizar uma medida, que aceitavam há meses, para não facilitar a vida ao Governo… Ele que se apoie na “sua” esquerda.

Este é o panorama!

 

Vejamos a realidade.

O tecido empresarial português, excluindo as grandes empresas, que pagarão sem discutir o salário mínimo ou até acima dele quando tal se justificar e for necessário, é miserável! Não aguenta, como se viu, abanões de média envergadura e está a sair de uma crise tremenda de falências em barda. Falta gente que invista em empresas pequenas e médias; o crédito ainda não é suficientemente barato para arriscar; o mercado não está ainda consolidado.

Pois bem, nestas circunstâncias, absolutamente reais, verificáveis e mensuráveis, o Governo, para poder satisfazer a “sua” esquerda, teve de negociar sem extorquir a quem pouco tem para extorquir; teve de encontrar uma saída equilibrada. E encontrou-a: baixar a TSU para quem pagar o salário mínimo! Repare-se que é baixar a TSU, temporariamente, para conseguir melhorar a vida dos trabalhadores, dando-lhes maior poder de compra, o qual se vai reflectir nas aquisições que, por seu turno, vão possibilitar a retoma da economia nacional! A isto eu chamo PENSAR EM GRANDE!

 

Ora, como é que pensam os partidos? Em pequeno! Em miserável!

Pensam em miserável, porque querem fazer crer que as grandes empresas se deixam influenciar pelo raciocínio do patrão do fraco supermercado de bairro, da retrosaria ou do pequeno restaurante! Esses, sim, vão nivelar pelo salário mínimo! Mas nivelam, porque é a forma de conseguir algum lucro que poderão reinvestir — ou não — nos seus negócios e, se o fizerem, estarão a dar mais emprego a quem não o tem!

Gaita, é difícil perceber isto?!

 

Que o PSD e o CDS tomem as posições que tomam, justifica-se. Se eu fosse militante e deputado tomava-as, com relutâncias, mas tomava-as, só para lixar o Governo! Mas o PCP e o BE recusam-se a  acompanhar o PS numa posição de visão larga para, acima de tudo, não perderem eleitorado entre os trabalhadores de vistas estreitas, que são os da grande maioria nacional!

Vejam lá os leitores se os operários de Autoeuropa não sabem negociar com o patronato? Porquê? Porque o patronato tem vistas largas e eles também… borrifam-se nas centrais sindicais!

 

Bolas, deixem de ser mesquinhos! Aceitem que para ter sol na eira tem de chover no nabal!

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por Luís Alves de Fraga às 17:02

Domingo, 15.01.17

UMA FEIRA DE VAIDADES (Ainda na morte de Mário Soares)

 

Logo a seguir à notícia da morte de Mário Soares as televisões encarregaram-se de ouvir depoimentos deste e daquele, um pouco a eito e sem jeito. Gente que conheceu e conviveu com o falecido antigo Presidente da República e gente que nem a mão lhe apertou alguma vez. Todos tinham uma opinião, todos sabiam bem quem era o falecido, todos “botavam faladura” mesmo que nada tivessem para dizer. Mas tudo isto desculpei no meu julgamento, porque, embora as televisões tivessem tido tempo para preparar esse triste momento de despedida, — Mário Soares até nisso foi generoso! —, não tiveram cautelas ou, se as tiveram, não escolheram criteriosamente.

 

Mas o que me arrepiou, e arrepia ainda, é o triste espectáculo de alguns articulistas que, quais corvos ávidos de restos pútridos, vêm agora escrever sobre as suas relações “pessoais” com Mário Soares. São, sem sombra de dúvidas, — e alguns conheço-os bem —, os grandes coscuvilheiros, intriguistas e oportunistas da nossa Lisboa. Os que sabem tudo da vida de toda a gente e tudo comentam, sem escrúpulos, saltando de “amizade” em “amizade” conforme lhes é mais conveniente em cada momento que passa. São alguns que pouco privaram com Mário Soares ou se lhe impuseram quando o isolamento começou a apoderar-se do homem público retirado das grandes lides políticas.

Alguns, à custa de grande habilidade, acabaram por se introduzir nas relações pessoais de Mário Soares, frequentando-lhe a casa, jantando com ele, conversando com ele, bisbilhotando com ele a vida de gente que o antigo Presidente conhecia bem.

E são estes que, depois da morte de Mário Soares, vêm recordar quem eram os amigos do falecido, selecionando, a seu bel-prazer, este personagem em vez daquele, esquecendo aqueloutro para enaltecerem quem lhes convém.

 

É um triste espectáculo, porque, pelo menos no imediato, vão ser nestes “depoimentos” que a História se vai basear para traçar o retrato de Mário Soares. Depois, é sobre isto que se vão tecer especulações de matriz histórica e só muito mais tarde haverá a possibilidade — já firmada uma opinião — de refazer a verdade; mas essa será sempre à custa de uma luta entre o que já está definido como aceite e o que deve ser modificado.

É assim que nascem as lendas, as fantasias, e é assim que os abutres da História a distorcem para parecerem leões. Há sempre gente que gosta de se pôr em bicos dos pés, sendo alto ou baixo, para ganhar mais estatura, que lhe sirva a vaidade incomensurável.

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por Luís Alves de Fraga às 13:04


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